Ao escrever este post dou-me conta que boa parte do meu ano de 2018 foi passado a recuperar esta casa, mas que finalmente, acabou! Deu trabalho, houve muito investimento pessoal por ter sido eu própria a restaurar boa parte dos móveis, a encerar todas as portas e a pintar alguns elementos, que por serem corriqueiros não cheguei a mostrar aqui. Mas está pronta! E ao vos mostrar a cozinha, dou por encerrado este capítulo e espero poder voltar em breve à máquina de costura (parada desde Abril) e a postagens mais diversificadas. O processo de tornar esta cozinha mais consentânea com o estilo de vida atual sem contudo desvirtuá-la dos seus elementos originais, trouxe alguns desafios: foi preciso arrancar o móvel da parede e adaptá-lo ao novo espaço (leia como, aqui), deslocar a bancada, torná-la mais larga e recolocá-la numa posição mais alta para permitir que a máquina da loiça caiba em baixo e, pasme-se, sair à procura de um lava loiças em pedra que substituísse aquele que eventualmente existiu na casa mas, por alguma razão que desconheço, havia desaparecido. Aquilo que mais gosto quando intervenho num andar velho é que a remodelação seja coerente com a época de construção da casa. E, modéstia à parte, acho que consegui.
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CASA DE BANHO COM BANCADA EM STENCIL
20.8.18
Um erro do empreiteiro da obra (leia-se, marido) que trocou as cores dos azulejos que eu tinha definido para cada casa de banho, e consequentemente, a cor da massa de microcimento aplicada no piso e paredes, fez com que pela primeira vez na vida eu tenha acabado com um ambiente totalmente tom sobre tom! Na altura fiquei bem chateada, não tanto pela troca das cores (nisso, eu daria um jeito) mas mais pela incapacidade dos homens de reterem na cabeça mais do que uma tarefa. No entanto, no decorrer da obra, fui-me apercebendo que as paredes casavam com o móvel, que este ornava com a janela, que esta última combinava com a porta, e que tudo junto, somado à luz natural de fim de tarde que entra abundantemente, tinha lá o seu encanto, apesar de eu, pessoalmente, precisar de um pouco mais de contraste para me sentir estimulada. Agradou-me de tal forma o conforto de jogar com o similar que quando, em viagem a Bruxelas, avistei pelo vidro da montra, dois cabides de parede com acabamento ferrugem, fiquei com a certeza que o local ideal para a dupla seria naquela casa de banho, cor de areia da cabeça aos pés. A bancada, que eu mostrei aqui, depois de passar largos meses em espera na sala lá de casa, foi com saudades que lhe disse adeus!
CASA DE BANHO COM BANCADA DE PÉ DE MÁQUINA
11.8.18
Finalmente o pé da máquina de costura que mostrei aqui assumiu com louvor as suas novas funções, numa despensa transformada em casa de banho. Ele agora serve de base a um lavatório de pousar num espaço feito como gosto: com elementos que não combinam necessariamente, mas se coordenam; com materiais que tiveram outras vivências e com as características de época da casa, mantidas. Nos pormenores, outros dois itens que não dispenso: luminárias pendentes e cabides de parede. As imagens não são as melhores porque o espaço é estreito e a luz, artificial, mas cumpre o objetivo: levar-vos a não terem medo da mistura pois é quando elementos diversos se encontram e se destacam que a originalidade surge!
BELEZA SEM RETOQUES
12.11.17
Sempre hesito muito antes de publicar no blog os trabalhos que faço profissionalmente. Mas depois que os mostro, a onda de curiosidade em relação a conservação e restauro e a chuva de emails com perguntas sobre estes assuntos são tão grandes por parte de quem me lê, que acabo por me convencer que sim, que quem passa por aqui, tem um genuíno interesse por reabilitação de casas usadas pelas pessoas e pelo tempo. Esta intervenção foi especial, não tanto pelo apartamento em si, (sim, ele é lindo, mas estou habituada a isso, 99,9 % do meu trabalho como arquiteta é em remodelações) mas pelo que pude descobrir depois que levantei o linólio que cobria o piso da cozinha, raspei a tinta do interior da chaminé ou desmontei a parede que dividia duas salas. Por baixo do linólio, revelou-se um chão de madeira interrompido aqui e ali por mosaicos hidráulicos, num patchwork surpreendente. Sob a camada de tinta, apareceram delicados azulejos antigos. E quando descasquei cuidadosamente a parede, surgiu uma estrutura linda, de madeira, como se de um biombo se tratasse. Belas surpresas, que me levam a pensar que é um privilégio trabalhar nesta área, e uma responsabilidade acrescida deixar à vista uma beleza nua e crua, com marcas e defeitos. Sem disfarces.
CASAS DE BANHO E COZINHAS DO SÉCULO PASSADO
2.10.17
Quem me conhece sabe que eu adoro ver as casas dos outros, não por bisbilhotice mas sim por um genuíno prazer de descobrir como as pessoas ocupam e vivem os espaços. E se as casas dos outros são, ou foram, mansões e cottages do séc 20, essa minha indiscrição natural ainda se agudiza mais. Mas não se alastra a todo e qualquer ambiente. O que gosto mesmo de apreciar, são as casas de banho e as cozinhas de antigamente. Do tempo em que, quem tinha desafogo financeiro, não se confinava em espaços pequenos, o banhar-se e vestir-se era todo um ritual, e as refeições exigiam protocolo e etiqueta. As imagens a seguir foram tiradas nas famosas mansões de Newport. Newport fica no estado de Rhode Island, nos EUA, e era, nos finais do séc. 18, inícios de 19, uma cidade da elite, onde famílias influentes de Nova Iorque construíam suas casas de veraneio. Quando veio a grande depressão dos anos 20, e à medida que as famílias foram desmoronando, para evitar que as casas fossem vendidas pelos descendentes, demolidas ou transformadas em modernos condomínios, surgiu uma entidade, a The preservation Society of Newport County, que as adquiriu e mantém-nas abertas ao público. Sorte a nossa, que hoje em dia podemos comprar um passe que dá acesso a todas as casas, e com a ajuda de um guia áudio, passearmo-nos pelas histórias de vida dos Vanderbilt ou dos Astor. Banheiros e cozinhas antigas, são a minha perdição. Os primeiros porque encontramos neles peças que chamo de "intrusos" e as segundas, porque me fascinam aquelas mesas enormes centrais. Intrusos, para mim, são tapetes, cortinados, sofás, cadeiras, cómodas, quadros e todos aqueles elementos que deveriam esta na sala ou no quarto, mas estão nas casas de banho. Objetos que parecem estar fora do seu habitat natural, mas a meu ver, dão um charme imenso a um ambiente tão prático e ascético como uma casa de banho. Quanto às cozinhas, sou perdidamente apaixonada pelas mesas gigantes, de tampo de madeira ou pedra, pela proliferação de utensílios antigos e pelos armários louceiros que espalham-se pelas paredes e deixam o enxoval da casa todo à vista. E quando deambulo por estes espaços, divago e deixo a imaginação fluir. Tento conjecturar sobre as dezenas de empregados que eram precisos para manter estas casas e servir os patrões. E esforço-me também por imaginar os aristocratas, de férias, mas num ritmo frenético de formalidades e cerimoniais, quando um dia era planeado ao pormenor e havia horários rígidos para toda e qualquer atividade!
CASAS VELHAS FAZEM-ME SORRIR
9.4.17
Algumas vezes perco a vergonha e mostro no blog trabalhos que faço profissionalmente. Geralmente, são remodelações de apartamentos velhos e devolutos há vários anos. Pouca gente entende esta minha atração por entrar em espaços escuros, sujos e degradados, mas creiam, quanto mais deteriorada e abandonada estiver a casa, mais me sinto desafiada. Se tiverem potencialidade (e raramente não têm) consigo visualizar os espaços acabados quase que imediatamente na minha cabeça. Não vou aqui entrar em detalhes técnicos (e houve muitos nesta obra!) pois o meu objetivo não é ensinar-vos nada e sim e tão apenas inspirar-vos e sensibilizar-vos para andares antigos e cheios de personalidade que existem por aí, só à espera de serem descobertos. O apartamento que vão ver a seguir, é muuuito pequeno, com algum otimismo pode-se dizer que terá uns 30m2. Não tinha casa de banho. A sanita, ficava na cozinha. Sim, leram bem, na cozinha. Ele hoje parece novo, mas o interessante é que as marcas do tempo permanecem: nas portadas que não fecham bem porque estão empenadas, na pedra da chaminé que foi descascada e revelou suas falhas, nas bandeiras das portas ligeiramente inclinadas devido à estrutura do prédio que em algum momento da sua longa existência, cedeu.
Um detalhe que adoro é a janela da cozinha. Nada de abrir para um espaço lindo e cheio de luz, se espreitar por ali, são as escadas do prédio que vai ver! São estas surpresas, impensáveis nos dias de hoje, que me cativam. Para as fotos, trouxe alguns adereços de casa. Já expliquei aqui que o meu trabalho acaba no fim das obras, e que é muito raro eu ter acesso à casa depois de habitada. Então carrego objetos meus para que quem lê possa ter alguma noção do espaço. Aaaah, quando eu fechar pela última vez a porta desta casa de bonecas, vou ter saudades da mini cozinha, da pequena casa de banho e dos cómodos diminutos!
Um detalhe que adoro é a janela da cozinha. Nada de abrir para um espaço lindo e cheio de luz, se espreitar por ali, são as escadas do prédio que vai ver! São estas surpresas, impensáveis nos dias de hoje, que me cativam. Para as fotos, trouxe alguns adereços de casa. Já expliquei aqui que o meu trabalho acaba no fim das obras, e que é muito raro eu ter acesso à casa depois de habitada. Então carrego objetos meus para que quem lê possa ter alguma noção do espaço. Aaaah, quando eu fechar pela última vez a porta desta casa de bonecas, vou ter saudades da mini cozinha, da pequena casa de banho e dos cómodos diminutos!
UMA CASA COM VISTA
28.1.15
Sempre que leio entrevistas com atores, estes afirmam ser um privilégio a sua profissão, pois ela lhes permite encarnarem temporariamente outras pessoas, e viverem muitas e diferentes situações de vida numa só vida. Na minha profissão de arquiteta acontece uma coisa parecida: quando me encontro num processo de reabilitar uma casa, vivo nela e com ela durante um tempo. Difícil, é vê-la partir. é aperceber-me que alguém a comprou e aqueles espaços já não me pertencem, apesar de eu saber, desde o início, que a minha missão ali acaba quando tudo retoma o antigo brilho. A partir desse momento, o papel passa para outras pessoas, que se enamoram da casa, que a adquirem, que se apoderam e ocupam cada canto, em suma, que a vivem à sua maneira. Custou-me muito fechar a porta desta casa pela última vez. Deixar para trás a vista linda com a qual se dá de caras mal se entra, e o sol e a luz que inundam os ambientes sem pedirem licença. Não é com certeza a melhor casa do mundo, mas é diferente, tem pormenores que me encantam e uma sala única que ocupa um torreão debruçado sobre a cidade. Resta-me o consolo de durante uns tempos ter morado ali. Ainda que virtualmente.
SAÍDA DOS ANOS 50
7.3.14
Na minha profissão de arquiteta, as remodelações são o que mais gosto de fazer.
É a oportunidade de devolver à casa, a atmosfera e o ambiente da época da sua construção.
E quem me acompanha nestas andanças, sabe que o original é sempre para manter, mesmo que isso acarrete mais trabalho, mais gastos, menos algum conforto futuro. No final, compensa.
São casas que depois de remodeladas, não servem para qualquer pessoa, e sim para quem sabe aceitar e até admirar, as imperfeições e as marcas do tempo.
Vou vos deixar com a cozinha desta casa dos anos 50, que é quase sempre a parte mais interessante de um antes e depois, e lá mais para baixo, verão outros ambientes do apartamento. Como já disse aqui, infelizmente, é raro eu ter acesso às casas depois de ocupadas, o que me impede de mostrá-las como eu gosto, já com cara de lar. Para fotografar a cozinha, ainda levei uma grande tigela de limões, tinham mos dado nesse dia, e eu achei que poderia trazer alguma cor e humanizar as imagens. Mas em termos de produção, foi o máximo que consegui fazer!
É a oportunidade de devolver à casa, a atmosfera e o ambiente da época da sua construção.
E quem me acompanha nestas andanças, sabe que o original é sempre para manter, mesmo que isso acarrete mais trabalho, mais gastos, menos algum conforto futuro. No final, compensa.
São casas que depois de remodeladas, não servem para qualquer pessoa, e sim para quem sabe aceitar e até admirar, as imperfeições e as marcas do tempo.
Vou vos deixar com a cozinha desta casa dos anos 50, que é quase sempre a parte mais interessante de um antes e depois, e lá mais para baixo, verão outros ambientes do apartamento. Como já disse aqui, infelizmente, é raro eu ter acesso às casas depois de ocupadas, o que me impede de mostrá-las como eu gosto, já com cara de lar. Para fotografar a cozinha, ainda levei uma grande tigela de limões, tinham mos dado nesse dia, e eu achei que poderia trazer alguma cor e humanizar as imagens. Mas em termos de produção, foi o máximo que consegui fazer!
HOJE,O RESTO DA CASA
1.6.13
Quem acompanha o blog já conheceu a cozinha.Agora,para os mais curiosos,vem o resto da casa.
Não fiquei contente com a resolução gráfica das plantas abaixo,mas ainda não arranjei maneira de as apresentar com uma imagem mais clara e agradável,vou tentar melhorar este ponto.
De qualquer forma,e mesmo sem grande qualidade,penso que ver a planta do andar,sempre torna a explicação das obras mais elucidativa.
Grosso modo,as duas grandes transformações,além da cozinha,foi a construção de uma nova casa de banho no espaço de uma despensa e a inversão da única casa de banho existente para o quarto,de modo a fazer uma suite.O resto,e se fizerem o jogo das 7 diferenças entre uma planta e outra,vão se aperceber que foram só mudanças pontuais:eliminação ou troca de local de algumas portas;outras que abriam para fora e trocaram de sentido.Enfim,coisas banais,mas que melhoram drasticamente a vivência diária.
Comecemos pela entrada:
E já que vimos acima a porta da única casa de banho que havia na casa,entrem,e vejam como ela estava e no que se transformou:
O piso é um patchwork de mosaicos hidráulicos o que além de original revelou-se uma boa opção por 2 razões:Como comprei literalmente os restos que estavam na loja,não tive que encomendar e esperar semanas que chegasse o material.E justamente porque eram sobras de outras encomendas,o fornecedor,para se ver livre das caixas de 1m2 de vários padrões que dificilmente iriam servir para algum trabalho,fez-me um preço super especial.Mais complicado,foi conjugar os desenhos e as cores,virtualmente,no meio da loja,sem poder abrir tudo e espalhar à vontade no chão.Mas pensando bem,essa é a parte em que a criatividade é chamada e a imaginação testada.
Acontece que a família que morou durante 5 décadas nesta casa,utilizava a assoalhada de trás como sala.Se observarem lá em cima,na planta do antes,existia até uma passagem deste cómodo para a marquise e consecutivamente para a cozinha,com certeza para facilitar o serviço na hora das refeições.Portanto construíram aí,uma lareira,de gosto bastante duvidoso e que francamente,penso que apesar de ter uma fuga,nunca conseguiu funcionar.Como no meu projeto,esta sala,virou a suite da casa,surgiu a questão:a lareira fake,fica ou desaparece?Garanto-vos que foi motivo de polémica.Mas ficou.Quem mora nesta casa hoje,tem uma lareira no quarto.Não funciona,mas é um sonho de consumo para muitos...
E o que a família utilizava como quartos,transformou-se em sala de jantar:
E sala de estar.Sem grande alardes,pois estava tudo lá,só à espera de ser valorizado:o pé direito com mais de 3 metros,a vistosa sanca do teto,o rodapé alto,o soalho,as portas em casquinha.
Outro dos quartos existentes na casa:
E finalmente a casa de banho que foi feita de raiz,no local da antiga despensa,com a janela que dá para a cozinha,e que tal como a lareira também gerou discussão durante a obra.Porque a verdade é que uma pessoa com mais de 1,60 e pouco de altura,não consegue ver a sua cara no espelho.Mas pensando pela positiva,de manhã,certos dias,isso até que é uma grande vantagem.
Zoom in em alguns pormenores...
HOJE,SÓ A COZINHA
24.5.13
Vocês já perceberam que eu atrevo-me a dar receitas,sem ter jeito nem para fritar um ovo.Que ataco de crafter mal sabendo enfiar a linha na agulha.E ainda corro,nado e pedalo diariamente,mas estou longe de ser atleta.
Na vida real,sou arquiteta.That´s what I do for living.Gosto de ter os pés metidos no pó,no barulho,no movimento e no imprevisto.
Quanto mais a casa estiver velha e degradada,melhor.Maior é o desafio de recuperar os elementos de época,nem sempre evidentes, e maior o estímulo para arranjar soluções que,sem colidir com a alma da casa,permitam trazer o conforto e alguma da modernidade dos nossos dias.
Quem me acompanha numa obra já sabe:quando as decisões dependem só de mim,tudo é para manter.Mesmo se certas soluções não vão ao encontro do gosto comum ou possam suscitar discussões.
A casa que vão ver abaixo,foi uma das que mais tive satisfação em intervir.Para não maçar,hoje vão ficar só com a cozinha.Plantas do antes e depois e outros ambientes virão no próximo post.
Quando entrei,a cozinha ( e o resto da casa) estava num estado deplorável,e acreditem,até ao dia anterior a estas fotos,tinha lá estado a viver uma família.
A cor que imperava em todo o espaço,era esse amarelado de gordura.Nunca consegui identificar qual teria sido a cor original dos móveis e das paredes.Infelizmente a bancada e os armários inferiores,estavam irrecuperáveis.

A bancada nova poderia ter continuado até à parede do fundo,decisão lógica.Mas encontrei na casa esse sideboard dinamarquês,em ótimo estado,e achei que lacado de lilás ele poderia continuar a morar por lá.
Em baixo,a cozinha,vista da marquise,final de obra,limpeza feita. As portas foram decapadas como já fiz noutros trabalhos, gosto mesmo de ver os veios e os nós das madeiras.
A janela para a qual chamei a atenção lá em cima:tinha uma rede para ventilar uma despensa contigua à cozinha. Essa despensa foi transformada em casa de banho.Deixei a janela no seu estado original,sem tocar no aro e guarnição,que ficaram na cor que eu tinha encontrado a cozinha.Quem entra hoje na casa,pensa que é um trabalho de patine feito de propósito.Mas não.Ficou como um testemunho dos anos de descaso.Pormenor no aro,em baixo à esquerda:marca de uma tomada de luz.
O móvel superior é o mesmo.As portas estão ao natural,com vidro e puxadores novos.
Alguns pormenores:
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