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DETALHES DE UMA PÁSCOA EM CASA

7.4.26

É a primeira vez que não vos desejo uma Feliz Páscoa atempadamente. Este ano, por várias razões, não foi possível fazê-lo. Ainda assim, boas ideias não têm propriamente prazo e podem sempre trazer inspiração. Por isso achei que fazia sentido partilhar, ainda que com uns dias de atraso, um pouco de como foi vivida a quadra aqui em casa. Optei por uma mesa simples, reaproveitando alguns itens de anos anteriores, com flores compradas no supermercado colocadas numa cesta rústica e alguns coelhos estilizados artesanais. O bolo, como sempre, foi feito pelo marido e decorado por mim. Tem sido um início de ano bastante atípico para mim e o tempo livre não abunda, mas ainda houve a oportunidade de preparar umas "cenouras" que fizeram as delícias da pequenada. Afinal, a Páscoa é alegria e o dia foi perfeito, com muito sol e temperaturas que já não se sentiam há muito tempo!

FELIZ PÁSCOA CHUVOSA

21.4.25

Com um pouco de delay, contingências da vida real, venho desejar que a vossa Páscoa tenha sido passada da melhor forma. Frio e chuva fizeram-se sentir por todo o país, fenómenos atípicos de uma primavera que debutou no calendário, mas parece não existir na prática. No entanto, a época é de júbilo e renascimento. Que no aconchego das vossas casas, abraçados pelas vossas famílias e à volta da mesa linda e farta tenham disfrutado de bons momentos!

CELEBRAR A PÁSCOA

31.3.24

Páscoa pede uma mesa colorida e recheada de doces. E à volta dela, a família reunida. Para festejar a primavera, que chegou tímida ao hemisfério norte, mas acima de tudo para celebrar a alegria do renascimento e do recomeço. Uma santa Páscoa é o que desejo a todos aqueles que por aqui passarem!

DA PÁSCOA...

10.4.23

Páscoa é renascimento, reflexão e esperança. Época de recomeços. De sentarmos à mesa juntos e celebrarmos. Por razões várias, já não venho a tempo de desejar uma Feliz Páscoa, mas deixo a mesa que fiz para festejar a quadra. Mesa essa que, graças às temperaturas convidativas que se fizeram sentir, acabou transferida para o terraço. Foi tudo um pouco corrido mas nos 45 da segunda parte, ainda surgiu um bolo de espinafres confecionado pelo marido, e um DIY simples que deixo no final do post.        

Que tenham sido dias de alegria e saudável convívio, é o que desejo a todos os que por aqui passam!

É PÁSCOA!

15.4.22

Época de renovação, de alegria, de confraternização, de reunião das famílias. Ainda que quando pensávamos que um flagelo estava a chegar ao fim, outro mais terrível tenha começado, celebremos pelos que estão impossibilitados de o fazer.

A todos que por aqui passam, uma Santa Páscoa!

Side note: o bolo foi feito pelo marido.

PEQUENO ALMOÇO DE FÉRIAS

19.8.20
Não sou muito boa a caracterizar-me a mim própria mas uma das verdades insofismáveis sobre a minha pessoa é que adoro acordar muito cedo, fazer exercício e a seguir sentar-me para tomar o pequeno almoço. Exatamente por essa ordem e de preferência numa mesa onde pratos e demais adereços sejam um regalo para os olhos. Claro que se durante o ano a rotina de cedo erguer e sair para correr ou ir ao ginásio é muito natural para mim, a parte do tomar o café da manhã numa mesa bonita fica mais difícil de cumprir. Difícil mas não impossível, devo dizer, e quando sobra-me tempo faço-o. No entanto durante as férias não perdoo. Adoro o dia, o nascer do sol, a claridade, a cidade que começa lentamente a acordar, e antes de sair para fazer desporto deixo a mesa já posta, sempre várias, diferentes de dia para dia, e a família já sabe que só tem que completar: comprar o pão, fazer as panquecas, espremer as laranjas, cortar as frutas, colocar o café no fogo. É para mim, a melhor e mais prazerosa refeição do dia.  É quando se conversa e com entusiasmo se tece planos para as horas de ócio que nos esperam, é quando estamos com os sentidos mais alertas e abertos às sugestões uns dos outros. Todos os anos trago na bagagem, juntamente com os biquinis e as toalhas de praia, loiças, guardanapos, talheres e outros itens que se coordenem e me permitam diversificar as tablescapes. Nestas férias fui até um pouco mais além e providenciei uns individuais de execução bastante simples mas que me permitiram unir o útil ao agradável: quase esvaziei o saco dos retalhos (quase) e todas as manhãs começámos o dia com mais cor e energia. Exatamente como é suposto se viver o verão.

APESAR DE TUDO, É PÁSCOA...

10.4.20
Apesar dos pesares, da confusão que corre fora de portas, do tempo que não passa cá dentro, dos projetos adiados, das incertezas para o futuro, é Páscoa. É certo que as circunstâncias nos impedem de nos juntarmos com todos os que gostaríamos, mas também é verdade que podemos festejar com os que estão em recolhimento connosco e utilizando aquilo que temos em casa. Se procurarmos bem nos armários e gavetas, há enfeites temáticos que já serviram em anos anteriores, há aquele faqueiro especial, os copos que não usamos para não se partirem e os pratos reservados para os dias de festa. Há também flores falsas que alegram tanto quanto as verdadeiras. Numa das idas ao supermercado, basta adicionar ao carinho ovos grandes e não tão grandes, amêndoas e chocolates. O resto é vontade e imaginação, não fosse esta a época da celebração da alegria e da esperança!
O que fiz questão de usar nesta quadra, foi a toalha oferecida pela mãe de uma colega minha de escritório, feita a partir de um lençol de linho rústico do enxoval da avó. Pequeno para as camas atuais, ela cortou o tecido aos quadrados e uniu-os com crochet, até completar as dimensões da minha mesa. Sinceramente, dos presentes que mais me tocaram nos últimos tempos.
Também o bolo tem seu significado: foi feito, sob encomenda, pelo marido, e olha que eu sou exigente, até lhe apresentei foto inspiração!
Domingo, quando sentarmos à mesa, só deixarei 3 pratos, mas garanto que no nosso coração e em pensamento, seremos muitos, muitos mais.
Feliz Páscoa!
Quer ver outra mesa de Páscoa feita com carinho e com o que havia em casa? siga por aqui até ao lar da Lulu...

HO HO HO

24.12.19
Esta era a noite em que há muitos anos atrás, minha irmã e eu, tentávamos por tudo não adormecer para surpreender o Pai Natal a chegar com os presentes. Óbvio que nunca conseguimos nos manter acordadas, e na manhã do dia 25, restava-nos bombardear meus pais com perguntas: a que horas ele tinha vindo, quem abriu a porta para ele entrar, se ele vinha carregado, bem disposto, o que teria ele dito. Recentemente li sobre uma teoria de que não se deve mentir às crianças, que dizer a um pequeno que o Pai Natal existe para mais tarde negar e revelar a verdade, faz não só a criança perder a confiança nos pais como ainda lhes ensina que é válido mentir. Eu, agradeço até hoje meus pais terem me iludido e permitido que eu tivesse essa fantasia por alguns anos pois é das memórias mais vívidas que tenho dos Natais da minha infância: o coração que batia mais forte com a ansiedade, a emoção ao imaginar que o Pai Natal havia estado lá em casa, a frustração de ter adormecido, os embrulhos ao pé da cama que nem sempre correspondiam aos pedidos, mas pouco importava...
Uma noite tranquila e feliz junto às vossas famílias, é o que desejo a todos vós, com a absoluta convicção de que o faz-de-conta na medida certa é recomendado seja em que idade for.

O CASAMENTO DA SOBRINHA

30.9.19
A pedidos, aqui fica a reportagem que fiz do casamento da sobrinha que se realizou há exatamente um mês. Péssima reportagem, diga-se de passagem, da qual não me orgulho e até ponderei não postar, porque as imagens foram todas feitas à noite, numa luz, para mim, muito difícil de fotografar. Mas agradeçam à noiva que jurou a pés juntos que não atrasaria mas só deu o ar da sua graça na igreja quase 1 hora e meia depois do combinado, fazendo com que chegássemos ao local da festa já noite fechada. No local da festa, o jardim da casa dos pais, foi montada uma tenda enorme que abrigou mais de 200 pessoas e uma pista de dança. Apesar da pompa, a simplicidade foi mantida em toda a decoração. Flores campestres, pratos rústicos e copos coloridos, elementos da natureza presentes nos porta guardanapos, sousplats e centros de mesas. O que posso dizer é que foi um dia super alegre e feliz e uma festa cheia de pormenores que celebravam as origens das duas famílias: ela filha de Brasileiros, ele, filho de Egípcios. Ambas as culturas ficaram evidentes através de uma cerimónia religiosa mista e se fundiram na culinária. Nada foi deixado ao acaso e no decorrer da festa, madrugada adentro, chinelos de dedo iam sendo distribuídos para alívio dos pés da ala feminina assim como pashminas para as mais friorentas!

TOALHA DE VERÃO

31.8.19
O verão este ano foi particularmente agitado com a preparação do casamento da sobrinha, evento de peso que trouxe a Lisboa grande parte da nossa família do Brasil, além dos convidados dos noivos, provenientes do Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Egipto...Enfim, foi como se de repente todos os caminhos viessem dar a Lisboa, com toda a logística e responsabilidade que acarreta receber tantas pessoas de fora. A família chegada foi chamada a colaborar para levar a bom porto a festa e, claro, diminuir a ansiedade e nervosismo não da noiva, mas da minha irmã. Tudo isto para explicar que os dias de ócio foram corridos, mas intensos, e que pelo meio, ainda deu para comprar tecidos floridos, juntá-los em tiras e fazer uma toalha que me permitisse sonhar que estava tudo calmo, descontraído, e o final das férias marcariam não o início da maratona de comemorações do enlace mas o retorno às rotinas. Mais desta casa de férias, podem recordar aqui e aqui. É um local que me abraça, enche-me de boas energias e que mimo com muito carinho.


PÁSCOA!

19.4.19
Uma linda e feliz quadra é o que desejo a todos que passam por aqui. Mesmo que não consigam reunir toda a família, como tem sido o meu caso de há uns anos a esta parte, o essencial é que estejam todos no coração uns dos outros.
Alegria e amor sempre!

FABRIC CARROTS

7.4.19
Um post rápido e simples com um projeto mais do que rápido e simples, só para mostrar que a apenas 2 semanas da Páscoa, ainda dá tempo, sim, de preparar uma mesa alegre, temática e sem gastar muito. É só reunir uns retalhos que tenha em casa (neste caso usei tecidos cor de laranja, mas não, cenouras não precisam ser dessa cor) arranjar umas argolas para guardanapos e seguir este tutorial. Acrescentar ou alterar é opcional: usei ráfia em vez de pano verde para as folhas, e "fechei" a cenoura com um pequeno botão. Depois é só escolher uns pratos alegres, um coelho aqui, outro acolá, flores et...voilá.

ESTAR PRESENTE...

24.12.18
Tenho uma teoria muito própria sobre o Natal: que idade e número de presentes são grandezas inversamente proporcionais. Ou seja, quanto mais velhos ficamos, menos prendas recebemos! Mas até nisso a natureza é sábia tornando-nos mais desprendidos das coisas materiais à medida que os anos passam. Com a idade começamos a valorizar mais os momentos em si, os sentimentos e a importância de logo à noite estarmos presentes. Seja qual for a sua forma de festejar o Natal, e não há uma fórmula correta, cada um assimila e vive a quadra à sua maneira, tenho a certeza que reunião é a palavra mais importante. Reunião, que também é sinónimo de celebração e comemoração. Que à vossa mesa, daqui a umas horas, não faltem afetos, memórias e sonhos. Mas principalmente, que estejam todos...presentes.
Feliz Natal!
 

CENTRO DE MESA DE NATAL LÚDICO (e comestível)

11.12.18
O Natal chega a minha casa mais tarde do que na casa dos outros. Já se foi o tempo em que os filhos eram pequenos e eu enfeitava tudo mal Dezembro surgia. Eles ajudavam e adoravam todo o aparato de luzes e brilhos. Hoje em dia vou deixando para depois enquanto colho inspirações pelo comércio, exercito a criatividade e a verdade é que antes do dia 20 nada aparece montado. Quando eles eram crianças eu tinha também muitas decorações voltadas para o universo infantil e na maior parte das vezes, o Natal acabava por ter um cunho muito lúdico. Com o passar dos anos, com os pequenos já crescidos, até isso deixou de fazer sentido, só insisti mesmo foi em continuar a fugir do verde e vermelho da praxe e a investir no meu próprio colorido, pois essa é a minha natureza e tradições nunca foram o meu forte. Só que este ano, embora esteja a pensar fazer uma árvore e uma mesa rústicas, deu-me muita vontade de voltar a praticar o meu lado criança, que apesar da minha idade, preservo com muito orgulho e sem nenhum complexo: montei um centro de mesa em que as árvores são feitas de gomas, smarties fazem as vezes de bolas e estão colados com uma mistura de açúcar de pasteleiro e água, a montanha é um bolo de iogurte coberto de pasta de açúcar, os troncos misturam-se com frutos cristalizados e mashmellows e a neve não é mais do que coco ralado. Diverti-me a valer enquanto montava o cenário, iluminava a casinha, dispunha o personagem e procurava acessórios. E aqui fica a inspiração: para quem tem crianças em casa ou apenas preza o seu lado pueril tanto quanto eu!

FESTA DE 18 ANOS EM CLIMA DE OUTONO

28.10.18
Por estes dias, a criança da casa completou 18 anos. Ele é um miúdo que apesar de gostar de conversar e conviver, não é muito dado a festas, principalmente se as luzes estiverem viradas na sua direção. Mas, maioridade é um marco na vida de qualquer pessoa e achei que a ocasião não poderia passar em branco. Pedi-lhe então que convidasse alguns amigos, chamei a família e esvaziei a sala de casa para conseguir lá fazer caber mesas que permitissem que todos jantassem sentados e em conforto. Rapidamente também cheguei à conclusão que uma decoração inspirada no Outono seria fácil de montar e teria o cariz masculino que pretendia. Nem todos os itens são meus: aluguei as mesas rústicas e as cadeiras, os copos e os guardanapos. Usei o serviço de pratos que foi prenda de casamento há quase 30 anos e dividi os vários modelos de talheres que tenho pelas 3 mesas. E o resto é, como se costuma dizer, fruta (e flores) da época, que nisso o Outono é pródigo e generoso: abóboras, dióspiros, romãs, castanhas e nozes, margaridas, girassóis, eucaliptos e folhas caídas. Até o menu teve sabores outonais e o creme de abóbora quentinho foi servido...na própria abóbora, como que para contrariar as temperaturas baixas que se fizeram sentir nessa noite.

JOGO DE LOIÇAS

22.9.18
Eu sempre gostei de pratos altos. Acho que por não ser boa cozinheira nem doceira, tenho a ideia que um bolo por mais simples que seja, colocado num prato que tenha um pé, é elevado a um outro patamar e acaba por se destacar na mesa. Também agrada-me uma mesa posta de forma diferente e original onde haja mistura de elementos, de cores e de padrões. Gosto de ver volumes e alturas diversas e em certas ocasiões em que precisei de uma peça mais elaborada, acabei por "desenvolvê-la". Como? fazendo um jogo de loiças. Juntando, com imaginação, pratos, taças, chávenas e bules. E antes que me perguntem se nunca nada desabou em cima da mesa, posso vos garantir que não: o truque é um ponto aqui e outro acolá de cola quente que sai muito bem na lavagem e não estraga o material. Claro que também há a hipótese de usarem cola específica para porcelanas e ficarem com uma construção definitiva, mas eu prefiro as montagens efémeras. As palavras chaves aqui são criatividade, harmonia e equilíbrio (em todos os sentidos). E não vale só para bolos e bolinhos, serve também para servir um pão com geleia ou exibir as flores num centro de mesa.

SANTA PÁSCOA

30.3.18
No hemisfério norte, a Páscoa acontece junto com a primavera, e reforça o sentido da quadra: desejos de renovação, de alegria e de renascimento. É chegada a hora de retomar, germinar. Desabrochar. E Façamo-lo junto à família, à volta de uma mesa, onde se coloca as iguarias típicas da época mas aonde se põe também a gentileza e os sorrisos. Este ano, aqui em casa, vai faltar uma filha mas os sobrinhos vão preencher essa ausência, o que é garantia de festa redobrada e muito entusiasmo. E o que vos desejo é justamente isso: que se reúnam e reforcem os laços, com a família e os amigos. Com aqueles que vos são queridos e importam na vossa vida!

COMER COM OS OLHOS

31.1.18
Já aqui disse várias vezes que não cozinho. E é verdade, a criatividade que tenho em certas áreas, falta-me em absoluto na cozinha. Tenho pena, pois nunca meus filhos poderão dizer que certo cheiro ou paladar lhes recordam a casa da mãe. Em contrapartida, adoro cozinhas (como arquiteta é mesmo a parte da casa onde mais gosto de intervir) e sou a louca das loiças! Esta última característica traz-me dois problemas: o primeiro de ordem logística, a casa não cresce e é-me cada vez mais difícil arranjar espaço para os serviços. E o segundo, um debate moral: estarei eu a gastar demais e a transformar-me numa acumuladora de pratos, pratinhos, copos, talheres, bowls, mini cassarolas, tábuas e afins? Para me consolar, costumava dar a mim própria a desculpa de que é o meu único vício e não tão nocivo assim, até que há uns dias, passou-me pelas mãos um artigo que dizia que investir em loiças é não só uma maneira de deixar a mesa mais atrativa mas também um conceito de alimentação saudável. É não olhar apenas para os nutrientes, ir mais além e enxergar na comida o prazer, as relações, as partilhas. E fez-me tão bem ler e pensar sobre isto porque de repente o meu único vício deixou de ser uma futilidade. Eu sou uma pessoa visual, sempre fui, como com os olhos, e assumo: venho carregada de pratos nas viagens, compro loiças online, herdo peças. Considero os meus serviços pessoais e intransmissíveis porque são descombinados e compostos por peças avulsas. Tem o prato branco mas também tem o colorido, os estilos são os mais diversos, os formatos e tamanhos variados. Traços que me permitem misturar e obter combinações menos óbvias à mesa. As fotos a seguir não são minhas.  A comida obviamente também não. Mas os pratos, são. O meu acervo é tão grande que volta e meia combino com a minha amiga de longa data, Lena, a mentora do projeto Seëds e empresto-lhe peças. São imagens que me enchem os olhos. Gosto de ver como a culinária da Lena torna os meus pratos tão fotogénicos, e aprecio a forma como as minhas loiças exaltam ainda mais as suas criações, já de si, tão atraentes.

SO THIS IS CHRISTMAS

24.12.17
Natal para mim é uma época de mixed feelings. Gosto da beleza e do significado da quadra mas sinto falta da magia de outros natais e de pessoas que já nos deixaram. Acho que é por essas razões que a decoração de casa fica sempre para o último dia, dessa forma vou protelando. Adio, mas não evito, pois a noite de 24 e o dia 25 acabam sempre por chegar. Então vamos viver esses dias com alegria! Sentemo-nos logo à noite à volta de uma mesa bonita, sim, mas principalmente que seja uma mesa repleta de memórias, sonhos, afetos e paz. E deixo-vos a mensagem de John Lennon que é para mim a ideia mais simples e bonita de Natal: "So this is Christmas, I hope you have fun".

FELIZ HALLOWEEN

31.10.17
Uma cirurgia da minha filha, há muito planeada, mas marcada quase de uma hora para a outra, fez com que eu, de repente, me visse sentada num voo em direção aos Estados Unidos. Não esperava lá voltar tão cedo, e o espírito da viagem foi bem diferente do que quando vamos de férias. Os dias tornam-se poucos e intensos, a máquina fotográfica não vai na mala, as prioridades alteram-se. Só que era Halloween, um evento entusiasticamente vivido pelos Americanos, e o tema estava por toda a parte: nos supermercados, nas montras das lojas, nas ruas da cidade, nos restaurantes e bares, nas fachadas das casas. E há os amigos, que num primeiro momento nos amparam, porque estamos fora de casa e em situação frágil, mas que quando passa a fase mais delicada e as coisas correm bem, regozijam-se connosco e nos convidam para a festa. E foi assim que de súbito me vi rodeada de abóboras e de coisas assustadoras, de alegria e de muita amizade.

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