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DIZ QUE FUI POR AÍ

24.1.18
Este fim de semana fui à Bélgica. Já perdi a conta das vezes que visitei aquele país que trago no coração, de forma que minhas idas lá não são mais turísticas e sim puro deleite de passear pelas ruas, sem pressa e sem destino. O tempo foi curto para matar saudades e colher inspirações, mas nas minhas deambulações tropecei por elementos de outros tempos, que foram concebidos para usos específicos, mas que pelo seu forte apelo visual, metamorfosearam-se e acabaram por tornar-se protagonistas dos ambientes. E foi assim que os bules levaram uma camada de tinta spray e reinam agora dependurados do teto. Que gavetas solitárias transformaram-se em prateleiras. Que bancos ganharam pedais e a cadeira de cinema veio para a esplanada. Que o pé de máquina virou mesa. Que as malas de viajem converteram-se em apoio para plantas. Que o carrinho de mão, bem, esse não mudou muito de funções, mas tornou-se um belo recipiente para bolbos. Flanar pelas ruas, é das coisas que mais gosto de fazer. De tal forma que muitas vezes antes de sair de casa, aviso: "se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí".

FELIZ HALLOWEEN

31.10.17
Uma cirurgia da minha filha, há muito planeada, mas marcada quase de uma hora para a outra, fez com que eu, de repente, me visse sentada num voo em direção aos Estados Unidos. Não esperava lá voltar tão cedo, e o espírito da viagem foi bem diferente do que quando vamos de férias. Os dias tornam-se poucos e intensos, a máquina fotográfica não vai na mala, as prioridades alteram-se. Só que era Halloween, um evento entusiasticamente vivido pelos Americanos, e o tema estava por toda a parte: nos supermercados, nas montras das lojas, nas ruas da cidade, nos restaurantes e bares, nas fachadas das casas. E há os amigos, que num primeiro momento nos amparam, porque estamos fora de casa e em situação frágil, mas que quando passa a fase mais delicada e as coisas correm bem, regozijam-se connosco e nos convidam para a festa. E foi assim que de súbito me vi rodeada de abóboras e de coisas assustadoras, de alegria e de muita amizade.

CRIATIVIDADE ALHEIA

28.8.17
Sei que o Verão está no fim, mas não posso deixar de partilhar algumas ideias que vi por aí e achei cativantes. Inspirações de reuso, a maior parte delas: utilizar uma cadeira ou embarcações para transforma-las em "vasos" incomuns e decorar os jardins; recorrer a barris para indicar e iluminar a entrada de casa ou demarcar uma zona. Ou tão simplesmente aproveitar as pedras altas de um canteiro, colocar almofadas em cima, e aparecer quase que por magia, um canto agradável para sentar os amigos. Criatividade alheia, que sempre me encanta.

PURO ACONCHEGO

9.8.17
Claire é, numa primeira aproximação, uma senhora tradicional e discreta. Mas quando se estreita a convivência, damo-nos conta da pessoa sociável, disponível para quem a procura e cativante que está à nossa frente. E assim é também a casa de 1880 que ela própria remodelou. Num olhar mais distraído, parece-nos clássica, sóbria e igual a tantas outras da região. Mas quando entramos, o que sobressai é um estilo rústico e tão feminino, envolto numa paleta pouco óbvia de tons terra, que filtra a luz e nos dá a sensação de um abraço. A cozinha, pela sua localização central, é literalmente o coração da casa e pela manhã, despertamos com o cheiro a café e pão acabados de fazer que perfuma os ambientes. Louças de família, livros de receitas, pratos pelas paredes, souvenirs deixados pelos viajantes que por lá passam, e detalhes originais da casa, como as saídas de ar quente nos pisos, rodapés altos e molduras trabalhadas das portas e janelas, convivem em harmonia. Na sala de jantar, a peça de eleição da Claire: o antigo pé da máquina de costura atua como móvel de apoio na hora das refeições. Pertencia ao seu pai, que trabalhava nos correios e servia-se da máquina para costurar e remendar os sacos e malas de couro que serviam para transportar a correspondência. Achei curiosa, a história. Assim como achei singular receber a chave de uma casa que não me pertencia, num gesto natural e sem constrangimentos. Única recomendação? deixar os sapatos à porta!

ST. JACOBS

2.8.17
Foram 3 semanas de umas excelentes férias, mas não, não vos vou contar sobre as cidades grandes que visitei, pois essas são muito bem divulgadas em qualquer site de viagens. São cidades enormes, cheias de entretenimento e sítios interessantes, entupidas de turistas e com filas para tudo. Exatamente como eu não gosto. Vou antes falar-vos de St. Jacobs, uma vila rural, situada no Canadá, a uma hora de carro de Toronto. Foi aí que fizemos o turismo que nos dá prazer, sem pressas, sem gente, a pedalar e a descobrir. Importa dizer que na região de St. Jacobs habita uma grande comunidade de Menonitas, que tal como os Amish, são desligados das novas tecnologias, têm hábitos muito conservadores e vivem daquilo que produzem. Também não gostam de ser fotografados (interpretam eles que "a pessoa não deve se sentir vaidosa ao se ver gravada numa imagem"), e é por isso que não vou poder partilhar aqui as crianças lindas que vi a brincarem no jardim de casa ou a ajudarem os pais na lida: os meninos vestidos de calças e suspensórios, camisa branca ou xadrez, chapéu de palha tal qual os pais, as meninas com vestidos compridos, avental e touca branca na cabeça, à semelhança das mães. Assim como guardarei na memória e não na máquina, famílias inteiras deslocando-se nos buggies puxados por cavalos, dirigindo-se ao mercado ou ao meeting point (termo que usam para designar a igreja deles). Cenas que pareciam saídas de um filme de época e que muito me enterneceram. Vão ver aqui algumas fotos entre as centenas que bati, mas as melhores, essas, pelas razões explicadas acima, não pude tirar. Ficaram só na minha retina.

Pedido feito à entrada da cidade: conduza como se os seus filhos vivessem aqui.
























(MINHAS) LOJAS EM BRUXELAS

3.1.17
O meu primeiro post de 2017 vai ser bem diferente daquilo que é costume por aqui (e um pouco longo também!). Como viajo bastantes vezes a Bruxelas e muitas pessoas perguntam-me o que fazer por lá em termos de shopping, deixo um apanhado das lojas que visito sempre que vou. Não são lojas de roupa, porque nesse quesito sou muito prática e fraca consumidora: o essencial que compro, faço-o em Lisboa, de 2 ou 3 marcas que gosto e conheço tão bem, que muitas vezes nem preciso experimentar. O meu vício é outro! são as coisas de casa! Os pequenos nadas que transformam os nossos lares em únicos. Gosto de registar inspirações, tirar ideias daqui e dali, descobrir detalhes interessantes e absorver novas referências. E nisso, minhas passagens por Bruxelas são prolíferas! As sugestões que deixo, nem sempre são nos circuitos turísticos (mas são bem acessíveis por metro) e dividi-as em 5 categorias: 2 bairros com lojas diversas, casas mais viradas para a decoração, lojas essencialmente de cozinha e lojas craft. Vamos passear?

LES MAROLLES
É na Place du jeu de Balle, no coração do bairro Les Marolles, que ocorre todos os dias de manhã, o famoso mercado das pulgas de Bruxelas. Mas sendo Bruxelas a Capital Europeia das Antiguidades, vale a pena perder tempo nas ruas adjacentes à praça: Rue Blaes e Rue Haute, são as ruas por excelência de brocante, ou seja, velharias, antiguidades, roupas vintage e galerias de arte. Mesmo que a intenção não seja comprar, vale a pena apreciar a diversidade e a vivência do local.

POR AÍ NA AMÉRICA

5.5.16
Uma das coisas que mais gosto de fazer é fotografar por aí ideias que acho diferentes, criativas e sobretudo, passíveis de serem transportadas para as nossas casas. Por vezes nem é bem a ideia em si que me atrai, mas sim o conceito que está por trás e que mais tarde poderá nos servir de ponto de partida para outras criações. Nestas 2 semanas de Estados Unidos, colecionei algumas imagens de elementos do dia a dia, transformados, que se bem inseridos num ambiente, podem causar um forte apelo visual e até, tornarem-se protagonistas do espaço.

Montra de uma livraria: livros velhos empilhados e colados entre si, com várias camadas de tinta derramadas em cima. Talvez seja um elemento efémero, mas vejo perfeitamente esta ideia transformada em mesinha de apoio ao lado de um sofá ou da cama, somente com um candeeiro em cima!

COLUMBIA (MO)

20.4.16
Columbia, no estado do Missouri, onde me encontro, é uma cidade que gira em torno da University of Missouri, sendo o mesmo que dizer que estou num local em que os estudantes são a grande maioria. Minha filha faz parte desse grupo, e o real propósito da minha viagem foi vir matar saudades e mimá-la no que pudesse. Portanto minha rotina nestas duas semanas de estadia foi de mãe, doméstica, motorista, psicóloga, "supporter" nos 4 torneios de ténis que assisti, já que ela joga pela universidade. E, finalmente, turista nas horas vagas. Columbia é relativamente pequena e basicamente divide-se entre o campus universitário, a downtown e como a maioria das cidades Americanas, alguns malls espalhados. Os atletas da universidade são chamados de Missouri Tigers, e por este motivo, vão ver que o tigre é tema recorrente em várias vertentes.

CHICAGO

12.4.16
A 2ª vez que ouvi falar sobre Chicago, terá sido no cinema, nos filmes de gansters. A 3ª, já na faculdade, quando se estudou a obra do arquiteto Frank Lloyd Wright. Mas a 1ª foi pela boca da minha avó, que contava aos netos uma piada considerada imprópria para crianças educadas. Era a seguinte:
Um japonês encontrava-se num avião a atravessar a América, dirige-se à assistente de bordo e pede: "senhola, pol favol, avise-me quando estivelmos soblevoando Nova Iolque!".
A assistente assim faz e ao passar sobre Nova Iorque, procura o Japonês, que no momento se encontrava na casa de banho. Bate na porta e avisa: "Senhor, estamos sobre Nova Iorque". Ao que o asiático responde: "Obligado, mas agola, estou vendo chi cago!". Era a risota geral, minha avó espantada com sua própria ousadia e minha mãe furiosa por as filhas estarem a aprender "nomes feios".
Pois bem, foi com a minha avó no pensamento e muita expetativa na bagagem que desembarquei numa Chicago supostamente na primavera, mas com 1 grau e a nevar! Adormeci num shuttle sacolejante, mas aquecido, que me levou ao hotel e cheguei ao The Loop, bairro central, onde ficam o comércio e as principais atrações turísticas. Minha primeira saída foi em direção ao Millennium Park, para ver o Cloud Gate, escultura em aço mais conhecida por The Bean, devido à sua forma óbvia. É o atual cartão postal da cidade, e pessoalmente encantei-me e diverti-me com as mil possibilidades de ver os arranha céus de Chicago deformados na sua superfície.

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