Mostrar mensagens com a etiqueta tutoriais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tutoriais. Mostrar todas as mensagens

BEADED LAMPSHADE

9.11.18
Desde que vi a luminária de missangas da Regina que não me saiu da cabeça a ideia de fazer uma parecida. Afinal, material havia em casa, e em abundância: um candeeiro já mais do que usado e a precisar de um up e caixas e caixas de missangas e contas que já estiveram a um passo de irem parar ao lixo. Quando as minhas filhas eram crianças "fundaram" em sociedade com os primos uma empresa de bijuterias, fabricavam toda a sorte de bujigangas que vendiam na escola às amigas. Desta fase empreendedora da vida delas sobraram aqui por casa milhares de miudezas dos mais diversos formatos, cores e tamanhos e de materiais distintos como madeira, vidro, plástico ou massa. Com calma e paciência, foi a oportunidade única de usar boa parte do acervo da extinta firma e ainda dar cara nova ao candeeiro já caído em descrédito. Só não me foi possível aproveitar o abajur antigo pois a sua estrutura não me permitia esticar os fios de modo a dispor as missangas. Mas de resto, o candeeiro em si, levou duas cores de tinta em spray (o amarelo para dar a ilusão de que a lâmpada está sempre acesa) e o velho cabo branco saiu para dar lugar a um mais atual, coberto em tecido, enquanto as contas foram enfiadas completamente ao acaso sem que eu ligasse a harmonia ou combinações. De brinde, vai, no final do post, um simplicíssimo tutorial para quem quiser se habilitar a montar um Beaded lampshade!

CARTÕES FEITOS COM RETALHOS

21.9.17
Sempre gostei de enviar e receber cartas. Quando isso deixou de existir, cingi-me à correspondência de Natal: remetia a uma longa lista de amigos, que sempre retribuía. Acabou também, substituída por um ou outro gift animado, que nos chega por whatsapp quando a quadra se inicia. Restam os cartões, dos quais não abdico, que acompanham presentes de aniversário, casamento, nascimento e outras comemorações. Quando os vejo bonitos, por aí, compro-os, mas na minha ânsia de dar uma razia nos retalhos que tenho, lembrei-me de fazer alguns com um cunho mais pessoal. Para isso, baseei-me em envelopes de medidas padronizadas (pequenos de 7,5cm X 11cm e um pouco maiores de 11,5cm X 16cm) para decidir as dimensões dos cartões, que cortei em cartolina craft de 280g. E pronto, a partir daí foi deixar a imaginação fluir! Notem que eles são desperdício zero pois podem ser reutilizados por quem os receber, basta substituir a folha branca que se encontra no interior.

CADEIRA CAMPBELL´S

5.6.17
Já não sei como me veio parar às mãos esta cadeira, mas achei que mesmo sem ser bonita nem tão confortável, teria um feitio bastante adequado para que eu estampasse nela a famosa lata de sopa Campbell´s. O movimento Pop Art, com suas cores intensas e linguagem figurativa, é um estilo que tem tudo a ver comigo e que mesclado a uma peça mais clássica, consegue imprimir-lhe uma personalidade gigante. A transformação é tão inesperada que é capaz de surpreender até os mais incautos! Já tinha experimentado a técnica aqui e não se preocupem que não pretendo "popartar" a casa inteira mas sim partir para outros voos que incluam a pintura figurativa nas suas mais variadas vertentes!
 

BANDEJA COM MOSAICO

3.4.17
Há já algum tempo que sigo a Veronica Kraemer no Instagram e encanto-me com os trabalhos dela, cada um mais bonito e elaborado que o outro. São mesas, bandejas, caixas, molduras e tudo o mais que possa imaginar, feitas com mosaico de pastilhas ou cacos de azulejos. A influência foi tão grande que vim da minha última viagem a Bruxelas com todo o material na mala: turquez, pastilhas, cola, betume, espátula. Tudo o que precisava para me iniciar na arte e não conseguia encontrar em Portugal. E, claro, esperei que me viesse parar às mãos uma peça que se adequasse. A peça chegou, por meio da cunhada, que me entrega uma bandeja de madeira, velha e de dimensões acentuadas ao mesmo tempo que sem convicção diz-me:"leva isto, vê se lhe consegues fazer alguma coisa!"
E levei. Mas o resultado não chegou de primeira. O que eu queria mesmo era fazer um mosaico com cacos de azulejos. Comprei azulejos, mais ferramentas ainda, e ao mesmo tempo que me correspondia por Direct com a Veronica e assistia aos seus videos, tentava partir azulejos em casa. Uma lástima! saltavam bocados de ladrilho por tudo quanto era lado, o vidrado lascava e o músculo do braço pedia arrego. Parti para o plano B, bastante menos ambicioso: pastilhas. Só que com a minha inexperiência, as que tinha trazido da Bélgica, não eram suficientes. Navega daqui, pesquisa de acolá, descubro a Vitrálica, e em poucos dias tenho em casa 8 cores de pastilhas de vidro. Agora era só pôr mãos à obra. A bandeja, tão desgastada, precisou ser lixada e apareceram dois tons de madeira (nos triângulos que reforçam os cantos e nas pegas) o que levou-me de imediato a gostar um pouco mais dela: afinal a feiosa tinha lá seus encantos escondidos e só precisava mesmo era de um pouco de atenção!






































MÓVEL COM PINTURA POP ART

5.3.17
O "antes" deste móvel, provavelmente dos que tive entre mãos que mais me deu trabalho, mostrei amplamente aqui. Agora, que ele predomina na parede da sala lá de casa, num local talvez ainda não definitivo, olho para ele e me parece que Lichtenstein conseguiu impregnar-lhe uma boa dose de personalidade. Já há algum tempo que queria iniciar-me na pintura Pop Art, gosto do impacto das imagens e das cores fortes utilizadas e gosto ainda mais da ideia de poder transferir estes desenhos para móveis comuns, tirando-os da "mesmice", do marasmo e da monotonia e atirando-os para o patamar da singularidade. Trata-se de irmos mais além do simples restauro e incorporarmos na decoração da casa, obras de artistas que admiramos. Como primeira experiência foi super válida, tem seus pequenos erros, é claro, mas penso que só são percetíveis por mim ou por quem esteja bem familiarizado com a técnica. "Girl in the mirror" foi o quadro de Lichtenstein do qual me apropriei, mas tenho na cabeça uma vontade enorme de transferir para uma cadeira a famosa sopa Campbell´s de Andy Warhol. E como sou das pessoas que melhor me conhece, e sei que quando começo a imaginar qualquer coisa, dificilmente não concretizo, acho que a cadeira Campbell´s está com muitas hipóteses de se materializar...






































PARA O THOMAS

30.1.17
Nos países frios, basta um raio de sol espreitar, para que os parques das cidades se encham de mantas coloridas e cestos de verga. Os pais correm para os parques com as crianças, que cansadas dos grossos agasalhos e das brincadeiras indoor, usufruem o mais possível da liberdade de correr e jogar ao ar livre. Thomas, vai nascer na Alemanha, e eu juntei 19 padrões diferentes para lhe fazer uma manta divertida. A minha pretensão, é que lhe sirva, nos primeiros tempos, para ele deitar-se, espreguiçar-se à vontade e tirar umas sonecas. Daqui a uns meses, ele possa sentar-se nela para brincar. E lá mais para o verão, se estenda à família e aos amiguinhos e convide a belos lanches na relva. A novidade, foi que coloquei no forro, um tecido resinado que repele a humidade e é de fácil limpeza, caso se agarre terra ou outras sujidades. Também providenciei duas longas tiras no topo, para que a manta fique sempre organizada e de fácil transporte. Ou seja, não há desculpas para que, assim que o sol sair e as flores começarem a desabrochar, Thomas não seja visto, agitando braços e perninhas, num jardim perto de casa!

MARCA PÁGINAS FEITOS COM RETALHOS

12.11.16
O tempo escasso na minha vida, a imaginação um tanto ou quanto bloqueada (acontece), a família de fora que visita a cidade e baralha a nossa rotina e umas mini férias pelo meio, são só algumas das razões que me fazem andar desaparecida. Ausente, travada, com o dia a dia virado de cabeça para baixo, só me restou tempo para costuras pequenas. Peças que eu pudesse começar e acabar em poucas horas, ou que ficassem em suspenso sem atrapalhar o meu raciocínio. Pensei no Natal que se aproxima a passos largos, nas lembranças para os amigos, nos retalhos que não acabam NUNCA e nos marca páginas que fiz aqui e que para minha surpresa tiveram algum sucesso. Decidi então incrementa-los, personaliza-los e lancei-me o desafio de só usar o que houvesse em casa. Cada um foi pensado para cada uma. As iniciais dos nomes, como não bordo, foram feitas nessas casas que bordam dizeres em toalhas, mantas e outros itens. Levei os tecidos, escolhi o tipo de letra, tamanho, cor. As fitas têm a ver com as pessoas que vão receber: há fitas reaproveitadas de presentes para quem adora embalagens criativas e outras religiosas que remetem à cidade de origem dos presenteados. Há um marca páginas inspirado nos símbolos Americanos que um certo miúdo tanto gosta, e um outro em tons de rosa velho, romântico e cheio de rendas para uma dada senhora. Eu acho que já disse aqui, mas vou repetir: eu gosto deste exercício de fazer algo a pensar em alguém. Obriga-nos a refletir sobre as características daqueles de quem gostamos e a buscar soluções.

BABETES

23.8.16
De repente aconteceu um baby boom à minha volta. São primas, amigas e até a vizinha. Todas de esperanças. E eu, há tanto tempo afastada do universo infantil, vi-me de uma hora para a outra compelida a entrar na baby vibe e comecei a pensar em algo que fosse de fácil confecção e útil para oferecer às mamãs dos rebentos. Entusiasmei-me, e o resultado foi uma fabricação em série de babetes bem humorados. Estes, já têm dono, mas à velocidade que as coisas estão a dar-se, preciso de mais uma mão cheia deles para suprir as necessidades. No final do post tem um passo a passo para aquelas que se sentirem motivadas, mas desde já alerto: a prática é divertida e pode levar à dependência!

MEMORY QUILT

1.7.16
Queria oferecer à minha filha um presente que marcasse os seus 21 anos, e lembrei-me das dezenas e dezenas de t-shirts que lotavam o seu roupeiro. Tshirts que foram muito usadas, lavadas N vezes, quase todas com a malha já deformada e algumas até manchadas. Quando lhe falava em desfazer-se delas, respondia-me que nem pensar porque o valor afetivo era imenso. Afinal, quem conhece a Bea, sabe que dos seus 21 anos de vida, não quero enganar ninguém, mas talvez uns 15 venham sendo dedicados ao ténis. Começou pequena, por graça, e evoluiu. Passou por diversas escolas da modalidade, viajou sempre muito para participar em torneios, as amizades são quase todas do meio e os ensinamentos da vida, aprendeu-os a duras penas nos courts. A competir, descobriu que é preciso humildade porque quem ganha nem sempre é o melhor, mas que aquele que trabalha, tem foco e disciplina, mais tarde ou mais cedo é recompensado. Comemorou e saiu em braços após muitas vitórias, mas também chorou ao telefone, longe de casa, em várias desclassificações. Encontrou treinadores e adversárias de peso, ficou amiga de parte deles, outros apenas cruzaram o seu caminho e não deixaram saudades. São estas e outras história que, agora, conta cada quadrado desta manta. Uma manta de recordações, que mostra o seu percurso e a sua paixão. Que se um dia ela estiver para baixo ou com dúvidas, a envolva suavemente, transmitindo-lhe calor e aconchego, quase como se fosse o abraço dos pais. Que a faça sentir-se orgulhosa do caminho que escolheu e lembre-lhe sempre que os sonhos tornam-se realidade.


MY BANDANA TABLECLOTH

30.5.16
Uma toalha de mesa feita de bandanas era algo que eu já desejava há algum tempo. Tanto, que há cerca de 1 ano e à laia de treino, ensaiei uma manta de piquenique com os poucos lenços que tinha em casa. Nesta minha recente ida aos Estados Unidos, uma das coisas que tinha em mente era comprar bandanas em quantidade que me permitisse cortá-las e uni-las numa grande e colorida toalha para o terraço de casa. De fato, acho que exagerei e trouxe um autêntico contrabando destes lenços icónicos na mala! Deu para a toalha, para guardanapos e ainda sobrou-me uma mão cheia deles! Todavia ao lavá-los e cortá-los, deparei-me com alguns problemas que vale ressaltar: algumas cores mais escuras deitam tinta e com muita pena minha, fui forçada a descartá-las do projeto. E como todo (ou quase todo) produto barato, o algodão é fino e pode deformar depois da lavagem. Além disso, os lenços não têm todos a mesma dimensão e muitas vezes as estampas estão tortas. Mas tirando isso, os lenços são lindos, as estampas maravilhosas, e das cores, nem se fala! Os defeitos, com um jeitinho aqui e um disfarce acolá, empurramo-los para debaixo do tapete!

ANO NOVO, MESA (QUASE) NOVA

2.1.16
Se eu tivesse que descrever numa palavra esta transformação que fiz, provavelmente colocaria uma enorme #umtantoouquantofailed agarrada à peça. Eu explico: queria muito aprender a técnica de transferência de imagem, e apesar de ter lido sobre o procedimento em bastantes blogs, assistido alguns vídeos e inclusive ter tido a ajuda preciosa da Patrícia do Fuxicando Ideias, que por email deu-me imensas dicas e conselhos, a verdade é que a experiência não saiu exatamente como eu queria. A pequena mesa em pinho que pertence ao quarto dos netos (do meu pai) na casa de praia, estava muito sem graça e a ideia foi dar-lhe um up, tornando-a mais divertida e a cara dos jovens que no verão, saturados de meses de frio e enfim livres dos estudos, invadem a casa do avô, na mais pura descontração, com pouca roupa e...chinelos de dedo nos pés. O que correu mal então? bom, talvez olhando de longe ou pelas fotos, não se note, mas o papel branco que deveria ter desaparecido praticamente todo, saiu em certos locais, mas noutros, não, e 3 ou 4 unhadas minhas, fizeram com que algumas letras ficassem com falhas. Quem viu o trabalho ao vivo, gostou, e até achou que as imperfeições dariam um ar rústico, mas não era essa a minha intenção. No entanto, valeu o esforço, vou encarar este quase falhanço como uma 1ª experiência e praticar mais, para melhorar a performance. As fotos da "nova" mesa foram tiradas lá em casa e em jeito de pano de fundo, aparece uma das mantas que fiz para as camas do quarto. São blocos grandes em patchwork, num trabalho pouco exigente, sempre com foco na simplicidade e informalidade que pede uma casa de praia. Agora, pelas minhas contas, para terminar o dito quarto, falta recuperar um pequeno baú e "dar a volta" às gavetas da cómoda. Imaginação, precisa-se!

RECIPES IN A JAR

8.12.15
Há uns dois anos que tinha esta ideia na minha interminável to do list, até que agora, com um precioso impulso da Débora (por vezes só é mesmo preciso um empurrãozinho de nada para se concretizar algo), saiu do papel! Trata-se de colocar os ingredientes secos de uma receita, num pote, em camadas, e oferecer de presente de Natal (ou noutra ocasião, porque não?). O presenteado apenas junta os ingredientes líquidos (ovos, manteiga) completando a receita, e leva ao forno. Um boa forma de mandar o aroma de um delicioso bolo para a casa dos seus amigos!
Como os potes que fiz, destinam-se a crianças, escolhi receitas fáceis e com cara de Natal: Cookies e Brownie. O ideal é reciclar frascos que flanem lá por casa, mas eu encontrei uns na Tiger, com a capacidade que pretendia (750 ml) e que de tão giros, dispensavam muita decoração. Apenas atei aos potes uma tag com indicação do que deve ser adicionado e o modo de preparação, etiqueta com o nome da criança na tampa, escrevi qual a receita no coração lousa que já vinha na peça, e prendi uma colher de pau com washi tape, apenas para dar mais uma graça. Se tivesse pensado com mais tempo, talvez juntasse um avental infantil ao conjunto. Enfim, as ideias de receitas e decorações são ilimitadas e só depende mesmo da sua imaginação para fazer um presente criativo e original!

BANQUINHO FORRADO COM RETALHOS

20.8.15
É nas horas em que estou a decapar um banquinho velho e sem graça, que me pergunto se serei masoquista. Seria tão mais fácil deslocar-me até à esquina, comprar um igual ou parecido, novo e limpinho, e evitar esta etapa maçadora e quase inglória. Quem mo entregou para recuperá-lo, vai ficar tão feliz em receber um lindo banquinho reciclado, repaginado, remodelado e outros "ados" mais, que nem sequer notará se é o mesmo...
Mas pronto, é oficial: eu gosto de sofrer! E assim sendo, toca a decapar e lixar bem, porque a intenção é forrar o banco com retalhos de tecidos e eliminar ao máximo as irregularidades da madeira, ajuda na perfeição do acabamento. No tampo nem toco: em tempos alguém lembrou-se de lhe colar um bocado de alcatifa com cola de contato, e essas marcas vou varrê-las para debaixo do tapete. Que é como quem diz, aproveitar uns blocos que vi aqui e que fiz num momento de ócio, sem nenhum propósito, só naquela de usar os retalhos, e praticar. Como é curto, adiciono-lhe umas laterais e faço um quilting para enfeitar. Prendo um quadrado de enchimento à superfície do tampo, agrafo o todo, e está pronto o assento.
Final feliz num estilo tudo junto e misturado, para uma peça que tinha destino traçado (lixo). E agora quem duvida que se trata do mesmo, sou eu.

USAR AS OURELAS DOS TECIDOS

9.7.15
Quem gosta de tecidos, provavelmente já sabe daquilo que vou falar: de aproveitar tudo até ao mais ínfimo retalho, de não desprezar nem as ourelas! A ourela é aquela borda mais grossa do tecido, que lhe serve de acabamento, é ali que vêm impressos a paleta de cores da estampa, composição do pano, denominação do fabricante, do eventual designer e até o "nome próprio" do tecido. Depois de cortadas, viram tiras com dizeres e círculos de cores, que uma vez unidas, podem transformar-se elas próprias num tecido exclusivo, pessoal e intransmissível. De há uns tempos a esta parte, tenho vindo a guardar as ourelas dos tecidos que uso e também a receber (de braços abertos) as bordas que as amigas descartam. De posse de uma boa quantidade, lancei-me, à guisa de primeira experiência, numa almofada com um bloco fácil, apenas para comprovar duas situações das quais já suspeitava:
1) Não é mito o potencial destas margens aparentemente desinteressantes.
2) Verificou-se o meu maior temor: que de agora em diante, também será fator determinante na escolha do tecido, a originalidade da borda.

A sério, internem-me. Prometo não oferecer resistência.






































TOALHA DE MESA COM BOLSOS JEANS

17.6.15
Tenho esta toalha xadrez há largos anos, e quando os filhos eram pequenos foi-me muito útil, pois era a mais descontraída da casa. Com cara de verão, de piquenique e de ar livre, cobria a mesa, transformava-se em manta no jardim e serviu-me para várias festas e comemorações dos miúdos. Mas ultimamente tinha caído em desuso, substituída pela moda dos individuais e sousplats que tanto gosto. Foi portanto da toalha preterida que lembrei-me quando quis associar a espontaneidade do jeans a um padrão que sugerisse informalidade. A parte difícil foi convencer marido, filhos e sobrinhos a doarem bolsos. Persuadi-los que calças e bermudas, mesmo novas e perfeitamente em uso, não deixavam de ter o seu charme, ainda que com menos uma algibeira no traseiro. Antes pelo contrário, as peças ganhavam uma certa irreverência, e eu, uma toalha nova. Não dizem que jeans é versátil, eclético, multifacetado? em suma, que dá com tudo? concordo em absoluto. Basta variar nos acessórios que enfeitam e cabem nos bolsos e teremos uma toalha diferente a cada refeição.


BANDANA BLANKET

2.5.15
Quando eu era adolescente, lá pelos anos 80 do século passado, adorava bandanas. E tinha uma, encarnada, que usava orgulhosamente ao pescoço e que ainda guardo comigo, completamente deformada nas pontas que davam o nó. Naquele tempo, em Portugal, as opções em termos de moda e acessórios eram limitadas, então aquela bandana representava para mim um "quê" de Velho Oeste, misturado com Pin-up girl e ainda uma pitada de rock star e usá-la, dava-me (imaginava eu) um certo toque de rebeldia.
Hoje em dia, continuo a me encantar com as cores e os padrões destes lenços, cujo uso generalizou-se e estendeu-se à decoração. Mas se nos EUA é fácil (e barato) encontrá-los, até em tecido a metro, em Lisboa nunca os vi à venda, e corrijam-me se eu estiver errada, pois vou adorar saber onde se pode comprá-los. Isto tudo para vos dizer que, quando a minha filha, que é babysitter dos filhos das vizinhas, pediu-me que eu costurasse uma manta, para ela poder sentar os bébés quando os leva ao parque, foi de uma coleção desses lenços, guardada há séculos no armário, que eu lembrei-me.
Nesta produção para o blog, a bandana blanket aparece como manta de piquenique no Jardim da Estrela, mas na vida real ela já voou para Bruxelas, e faz as delícias do Brieuc e da Anya (e da bábá dos dois) no Parc Georges Henri.

INDIVIDUAIS EM MDF COM CAPAS REVERSÍVEIS

13.11.14
Foi neste post da Camila que vi a ideia e não descansei até conseguir concretizá-la: uns sousplats redondos, em MDF, cujas capas vão sendo trocadas ao sabor do gosto e do humor, consoante se esteja voltada para montar uma mesa colorida, de cariz rústico, temática, ou algo  mais sofisticado. As opções são infinitas e o padrão das capas é que vai ditar a tendência.
A Camila, que no It Glamour mostra-nos que as mesas podem ser simples mas sempre com charme, foi uma querida, e por email mandou-me as medidas das placas de MDF para que eu pudesse pedir a um carpinteiro para as cortar.
Com as rodelas em mãos, era a minha vez de entrar em cena, que entusiasmada ante a perspetiva de poder montar mesas diferentes apenas vestindo e despindo as "bolachas", lembrei-me de fazer os invólucros em dupla face e desta forma multiplicar a versatilidade dos mesmos.
E foi assim, que surgiram 4 mesas, que se desdobraram em 8, e que vos mostro em seguida. Notem que  pratos, talheres, guardanapos e demais adereços são rigorosamente os mesmos no lado A e B de cada capa.

Para iniciar, uma proposta Outonal numa 1ª versão:

SCRAPPY LAMPSHADE

31.7.14
Ou, traduzindo para a língua de Camões, um abajur feito com retalhos.
Já tinha o candeeiro de pé há uns três anos. Veio de um recheio de uma casa, e estava bastante maltratado, mas o pormenor da mesinha incorporada, chamou a minha atenção. Guardei-o, e a certa altura mandei lacar de uma cor neutra, pois a minha intenção era colocá-lo no quarto do filho, ideia que acabei por abandonar.
Até que agora surgiu a oportunidade de lhe dar um destino.
A filha mais velha mora na Bélgica e mudou-se de um pequeno estúdio que dividia com uma colega, para um apartamento de dimensões generosas que passará a ser partilhado por três. Perguntou-me se eu não teria "móveis a mais" que lhe pudesse dispensar. Ter, até tenho. Mas todos velhos, achados nos andares que entro para fazer obras, guardados num depósito à espera de melhores dias.
Pensei muito entre recuperar algumas dessas peças e pagar um frete para Bruxelas, ou simplesmente mandá-la abastecer-se no Ikea local. Ganhou a primeira opção. Nem quis fazer muitas contas para não me arrepender.
Assim sendo, seguirá a meio de agosto, diretamente de Lisboa para o bairro de Gribeaumont em Bruxelas, o transporte do Sr. Serafim, com uma mesa de jantar e seis cadeiras que eram minhas e não precisam de reforma; uma mesa de cabeceira que estou neste momento a dar um up; um louceiro velho que foi ali levar uma tinta branca; um sofá e duas poltronas que estão no estofador; e este candeeiro. Dois bancos para a cozinha, encontram-se em fase de estudo de ideias e ainda em dúvida quanto ao embarque.

Dar ao sisudo candeeiro um ar menos sério, não foi difícil: bastou-me arranjar uma estrutura de abajur graciosa, uma mão cheia de retalhos e alguma paciência.


#toalhademesa #colchadecama

29.6.14
Na minha cabeça a toalha para a mesa grande do terraço já estava mais que pronta. Mas na vida real, só ontem consegui acabá-la. A receita não tem segredo e é até enfadonha: cortar exaustivamente quadrados de 21x21cm, unir os quadrados em tiras, juntar essas tiras até obter o tamanho desejado. Forrar. Nada de enchimento.
Usei fat quarters e uma boa parte dos tecidos, vieram da City Quilter, em Nova Iorque. Gostaria de vos ter falado sobre essa quilt shop em NYC e não o fiz porque foi mesmo impossível fotografá-la, e um post sem fotos, não vale. Mas se visitar a cidade e gostar de patchwork, não deixe de lá ir. Além da oferta infindável de toda a sorte de apetrechos, aviamentos e livros da especialidade, eles têm alguns tecidos exclusivos e desenvolvidos por eles, notadamente as reproduções do metro de NY, o mapa da cidade ou os ícones da Big Apple.
Mas voltando ao meu assunto, ao todo foram 143 quadrados e 38 padrões diferentes. Resultou numa toalha de mesa feliz, exatamente como eu queria. E quando não estiver a ser utilizada como tal, afinal temos um verão curto, talvez possa dar o ar da sua graça alindando a cama.   
Eu diria que a peça é tão versátil, que pode fazer dela #whateveryoulike.

BANCO MOCHO

22.7.13
Encontrei-o na minha rua há uns dias. Mais precisamente 3 prédios a seguir ao meu.
Saí cedo como sempre, para comprar o pão, e lá estava ele. No dia anterior tinha visto no mesmo sítio um pequeno monte de "monstros" (nome que se dá aos moveis e objetos pesados colocados na via pública para serem removidos pela Câmara) e claro que a minha curiosidade natural empurrou-me para lá. Mas o mocho, como se chamava popularmente a estes bancos de cozinha, só deve ter sido despejado na calçada, naquela manhã.
Estava feio, mas robusto e aparentemente saudável. Esqueci o pão, e trouxe-o comigo.
Na fase abaixo, eu já tinha usado decapante para livrá-lo da pintura velha. E a minha expectativa  era encontrar a madeira e conservá-la à vista. Mas doce ilusão! Por mais que eu lixasse e lixasse, sucessivas camadas de tinta teimavam em aparecer.Ainda pensei em alguma coisa shabby chic, um assumir do velho, mas  a verdade é que algumas partes da madeira não estavam bonitas. Desisti.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Web Analytics