TOALHA DE VERÃO

31.8.19
O verão este ano foi particularmente agitado com a preparação do casamento da sobrinha, evento de peso que trouxe a Lisboa grande parte da nossa família do Brasil, além dos convidados dos noivos, provenientes do Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Egipto...Enfim, foi como se de repente todos os caminhos viessem dar a Lisboa, com toda a logística e responsabilidade que acarreta receber tantas pessoas de fora. A família chegada foi chamada a colaborar para levar a bom porto a festa e, claro, diminuir a ansiedade e nervosismo não da noiva, mas da minha irmã. Tudo isto para explicar que os dias de ócio foram corridos, mas intensos, e que pelo meio, ainda deu para comprar tecidos floridos, juntá-los em tiras e fazer uma toalha que me permitisse sonhar que estava tudo calmo, descontraído, e o final das férias marcariam não o início da maratona de comemorações do enlace mas o retorno às rotinas. Mais desta casa de férias, podem recordar aqui e aqui. É um local que me abraça, enche-me de boas energias e que mimo com muito carinho.


VIDA NOVA PARA UM MÓVEL DE COZINHA #1

28.7.19
Tenho entre mãos um móvel de proporções avantajadas que saiu de uma velha e linda cozinha que, infelizmente, não existe mais. A senhora idosa que ali morava, deixou o apartamento, a casa foi vendida e quem a adquiriu transformou o espaço num local arrojado e moderno, despindo a cozinha de todo o seu charme original. Foi com tristeza, mas nada surpreendida, que vi as imagens num site de venda de casas: os móveis românticos e com pormenores talvez só perceptíveis a olhares mais sensíveis tinham dado a lugar a uma fila de caixotes lisos e lustrosos, uma pena...
Mas antes disso acontecer, e como já previa o desfecho, trouxe comigo o armário, tipo cómoda, anormalmente fundo e pesado, que lá se encontrava. A única foto que tenho dele no seu estado original é a seguinte:

MANTAS PARA CARRINHO COM BOLSA DE TRANSPORTE

28.6.19
Confesso que gosto desses títulos enormes, que atraem a atenção de quem entra no blog. Mas traduzido em miúdos, a expressão apenas quer dizer que fiz duas mantas pequeninas (mais ou menos de 60cm x 80cm), para serem usadas nos carrinhos de bébés, e que as ditas cujas podem ser cuidadosamente dobradas e colocadas dentro de uma bolsa para ajudar na hora de levá-las para a rua ou guardá-las no armário. Para uma graça extra, resolvi personalizá-las com nome e ano de nascimento das crianças. Como encontro-me num momento de mais absoluta falta de tempo, optei por blocos bem simples de patchwork e tecidos que tinha em casa. Para a Isabella, recortei uma peça com várias imagens e integrei-as noutros tecidos que se coordenavam, para o Martim, usei padrões variados e uma base neutra. O modelo para a bolsa tirei-o daqui, já não é a primeira vez que o faço e é um passo a passo super bem explicado que recomendo vivamente. A parte mais divertida do projeto foi justamente fazer as bolsas, sem plano antecipado, numa criatividade de improviso, usando o que sobrou, apenas sabendo que o tecido com o nome bordado teria que fazer parte.

PENSAR FORA DA CAIXA

26.5.19
Já escrevi sobre o tema diversas vezes aqui no blog, sobre ter um olhar diferente, um pensar livre de amarras e fora do convencional, que imediatamente chama a atenção e confere personalidade a um ambiente. Por vezes o pensar fora da caixa nem traz tanta funcionalidade mas se cumpre a função de forma única e diferente, já vale o meu aplauso. Por essa razão, gosto de, de vez em quando, fazer uma limpa no telemóvel e compilar o que vejo por aí de interessante e que mereça ser partilhado. Nunca se sabe: uma ideia pode levar a outra que lembra mais uma e termina numa inspiração totalmente diferente da inicial...
NOTA: fotos que me mandam por whatsapp, que tiro por detrás das montras, muitas vezes mal enquadradas, relevem!

A ideia que mais gostei de ver nestes último tempos foi esta banqueta feita a partir de um armário antigo, daqueles que se encontra por aí, com uma ou duas portas e uma gaveta na base. Talvez o móvel não estivesse todo ele em bom estado e a solução, achei genial: guardar a base, fazer uma pintura rústica e estofar!

ATREVA-SE A RECICLAR

4.5.19
Nunca menospreze uma peça sem graça que lhe venha parar às mãos. Pelo contrário, um móvel pequeno, comum, pintado sem nenhum cuidado e com tinta inapropriada pode vir a tornar-se o projeto ideal para começar e acabar num fim de semana e perder o medo de se lançar na reciclagem. Sem neuras, sem grandes responsabilidades, somente para manter mãos e mente ocupadas e descobrir que afinal até existe jeito e criatividade dentro de si. Não exija muito de si própria, não precisa lixar até à exaustão, nem deixar a peça imaculada, nem tão pouco necessita ter dotes de desenho à mão livre. Eu não tenho e socorro-me do decalque, do stencil, découpage, papel autocolante, entre outras técnicas. Enfim, a reciclagem é uma arte democrática em que vale tudo, basta ter ânimo, determinação e um certo atrevimento. O resto vem com a prática!

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