CASA PRÁTICA E ACOLHEDORA

10.1.22

Não é o que mais tem aparecido por aqui, nestes anos todos de blogue, mas é sem dúvida o meu tipo de post preferido: entrar em lares da vida real e registrar as ideias, as soluções, observar como cada um vive a casa à sua maneira, moldando-a mas também adaptando-se ao que ela tem para oferecer. Este apartamento em Bruxelas, e é a 5ª (ou será 6ª?) casa que a minha filha habita em 11 anos de Bélgica. É pequeno, mas bem localizado, ao lado de um parque e num bairro bem fornecido em termos de lojas. Às quartas feiras, um marché instala-se junto à praça principal, animando e perfumando as ruas com seus produtos frescos de diversas proveniências. Para se ter ideia da aldeia global em que vivemos, a dois passos da casa há uma loja de...pastéis de nata! do sabor tradicional aos mais inovadores, com recheio de chocolate belga ou speculoos. Enfim, não existem mais fronteiras nem exclusividades!

O apartamento fica num prédio com mais de cem anos, com uma arquitetura comum aos edifícios Bruxelenses da época e parece ter sido originalmente uma casa unifamiliar, a determinada altura dividida em 3 pequenas moradas para arrendamento. Laura e o namorado ocupam o 1º andar. Não é grande mas tem aquelas características que aumentam e potencializam qualquer espaço: luz natural em abundância, pé direito alto, portas grandes que dividem as assoalhadas sem as enclausurar. Se o quarto é enorme mas não tem roupeiros suficientes, nada de desespero: prateleiras e varões à vista solucionam o impasse. A sala não comporta uma mesa de jantar? sem dramas: a mesa vai para a cozinha, ganha banco com almofadas e até poltrona e luminária à cabeceira, duplicando as funções como canto de leitura. Não existe espaço para uma estante de livros? o parapeito da janela é um bom apoio. Gosto destas soluções descontraídas, que abraçam os defeitos de uma casa e transformam as partes negativas em aliadas de peso. São soluções descontraídas, sem nenhum padrão ou estilo definido mas que definitivamente tornam único, um lar.

A MAGIA DO NATAL

25.12.21

É a primeira vez, desde que comecei a escrever neste blogue, que não posto a mesa de Natal no dia 24. Tentei, mas o tempo não estica e nem dá para tudo. E é quando não consigo cumprir os meus objetivos, que paro um pouco para pensar, e faço uma nota mental para no ano seguinte começar a tratar de tudo com mais antecedência. Só que um ano depois, imponho-me sempre mais umas quantas tarefas, coloco imensa pressão em cima de mim mesma e tenho dias absurdamente carregados até chegar à véspera do Natal: escolher ou fazer o presente ideal para cada um faz-me "perder" bastante tempo, de há uns anos a esta parte evito usar papel nos embrulhos o que me obriga a fabricar sacos e etiquetas em materiais que possam ser reutilizados (geralmente tecido) e empenho-me bastante na decoração da casa. tentando sempre que esta siga um tema, uma paleta de cores ou tenha pelo menos coerência no seu todo. Já várias vezes apanhei-me a pensar se este esforço vale a pena, se terá sido alguma vez apreciado e se não deveria simplificar e até mecanizar tudo de uma próxima vez. Até que há uns dias li uma constatação que me tocou: alguém dizia que só em adultos percebemos que por detrás de toda a magia do Natal que sentíamos em criança, estava uma pessoa que gostava muito de nós. E veio-me à memória um tempo longínquo em que a minha mãe não evitava esforços para surpreender a família, em que com pouco recursos, havia encantamento, luzes e ambiente feérico na sala lá de casa. Em que meu pai trazia sempre a árvore maior e mais bonita que encontrasse e o recheio do peru tinha um aroma e um paladar tão especiais que nunca conseguiu ser superado. Sem falar nos presentes trazidos pelo Pai Natal que apareciam aos pés das camas das filhas na manhã do dia 25. Tudo isto era preparado com carinho e feito com amor. E caiu-me a ficha. Não é preciso um apreço verbal: se ficar na memória e trouxer daqui a muitos anos boas e ternas recordações, a ponto de nos fazer sorrir, terá valido mais do que a pena. 

Feliz Natal. Feliz Ano.

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MESAS DE NATAL COM A LOIÇA DE TODOS OS DIAS

15.12.21

Quem me conhece sabe o quanto eu gosto de uma mesa criativa, e que aliás, um dos meus maiores vícios, penso que o único até, do qual já falei aqui, é comprar pratos. Entre loiças herdadas, compradas e oferecidas, tenho de todas as cores, feitios e desenhos. E uso-as bastante, no dia a dia, em ocasiões especiais ou fins de semana em que há mais tempo disponível e surja a vontade de fazer alguma coisa diferente. Por essa razão, adoro ver, na época de Natal, as propostas que aparecem nas lojas. São inspiradoras e cada vez mais, fico com a ideia de que o conceito de mesa de Natal requintada em que se vai buscar aos armários a melhor loiça da casa, os copos de cristal e os talheres de prata, não caiu em desuso, continua a ser tradição em certas famílias, mas que mesas com cariz rústico e montadas com os objetos de todos os dias são igualmente válidas e bonitas. A ligação ao Natal fica por conta do pequeno twist que damos a esses objetos quando os juntamos com azevinho, velas, pinhas achadas nos parques, ou um ou outro acessório mais rebuscado que sempre temos em casa. Neste post, há uns anos, mostrei mesas completamente fora do vulgar, com cores tudo menos tradicionais. Desta vez, a proposta é dar-vos a conhecer mesas em que foram usados tons neutros, texturas, madeiras, copos brancos, pratos comuns, talheres do diário, mas ainda assim, cheiram a Natal e aconchegam os olhos e o coração. A 10 dias do Natal, ainda há tempo de colhermos ideias e inspirações!

Tons neutros, texturas, sousplats de madeira e guardanapos colocados de forma original. A tudo isto basta somar ramos verdes e de algodão:

RESULTADO DO SORTEIO

8.12.21

Não tenho palavras para agradecer os comentários cheios de carinho e positivismo, sabe bem ler e me faz sentir ainda mais segura de que vale a pena continuar a produzir e a mostrar o que faço e o que vejo por aí! Foram 16 "candidatos" mais uma pessoa que comentou já fora do prazo, mas mesmo assim eu teria considerado, não fosse já ter feito o sorteio e portanto não ser justo para a seguidora que tinha sido a premiada. Obrigada pelo vosso tempo e agora aqui fica o resultado:

Considerei  no programa Random os algarismos de 1 a 16 e este gerou o número 12:

9 ANOS

1.12.21

 

E cada ano que passa, eu penso comigo mesma que os blogues vão recuperar e voltar ao que eram, cheios de atividade e interação. Doce ilusão! Perderam para as redes sociais onde tudo é mais rápido e imediato: postagens e reações. Mas eu por aqui permaneço, somo mais um ano, e já são 9! Continuo a gostar de mostrar o que faço, continuo a gostar de inspirar quem me visita e de me deixar influenciar com os trabalhos que vejo por aí. Adoro o mundo dos blogues e a sua riqueza infinita. Dá-me prazer escrever e fotografar. Sinto-me bem a "perder" tempo aqui, nesta que considero ser a minha casa virtual, onde quem entra, geralmente tem muitas afinidades comigo. E para celebrar mais um ano, vou sortear uma beach bag, que ainda não tive tempo de terminar e por essa razão só vêem abaixo a foto com os elementos que a compõem. Tudo nela é colorido, mistura de padrões e alegria, uma peça cheia de boa onda para ser usada no tempo quente (ou não!). Quem quiser se habilitar, é só cumprir 2 regras muito simples: ser seguidor/a do blogue e deixar um comentário até dia 7 de dezembro próximo. Dia 8 publicarei o resultado (e mostrarei a mala pronta!).
Beijos e....boa sorte!!


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