7 ANOS

1.12.19
Mais um ano se  passou, e já lá vão 7! Estes últimos 365 dias com bem menos posts do que o que pretendia, mas não se trata de abandono, descaso ou preguiça e sim absoluta falta de tempo para concretizar tudo o que tenho na cabeça. Desse lado, vocês têm sido pacientes e apesar de algumas ausências minhas mais prolongadas, sempre voltam, comentam, opinam e prestigiam. Já disse antes, mas vou repetir pois nunca é demais: o que mais gosto nos blogs é da interação, da troca de ideias e generosidade das partilhas. Se há alguns anos havia mais público? Todas nós sabemos bem que sim. Se outra rede social substituiu esta? Para mim não, e por essa razão aqui continuo com o mesmo entusiasmo dos primeiros anos. E por essa razão também, e para não fugir à tradição, preparei uns pequenos mimos de aniversário que irei sortear a duas leitoras. A novidade este ano é que as prendas têm duas componentes, uma feita por  mim e outra, comprada. A minha tarefa foi confeccionar dois conjuntos de seis guardanapos de Natal, para que vocês usem nas vossas mesas nesta quadra que se avizinha. Mas para que as mesas fiquem ainda mais bonitas e temáticas, os guardanapos seguem com porta guardanapos que adquiri aqui, a uma empresa que apenas usa madeira de reflorestamento da Amazónia nos seus produtos. Então, vamos participar massiva e entusiasticamente e correr o risco de receber em casa um set de 6 guardanapos e respetivas argolas? As regras para se habilitar ao sorteio são super simples: basta ser seguidora do blog e deixar até 7 de Dezembro próximo um comentário. Domingo 8 sairão os resultados. E para quem sempre tem dúvidas, confirmo que não há limitações geográficas, todas as leitoras são bem vindas!





MOSCOVO

21.11.19
Chegar a Moscovo no início da noite, com muito frio, chuva fina e sem GPS para encontrar o hotel, não foi tarefa fácil. Mas de vez em quando em viagem, lançamo-nos esse repto: o de alcançar o destino à moda antiga, com mapa na mão e a pedir informações. É uma forma de fazer trabalhar o cérebro e também de nos orientarmos melhor numa cidade onde acabámos de chegar. A primeira vez nas ruas de uma cidade nova pode ser excitante e assustador ao mesmo tempo. Mas eu considero um desafio e explorar faz parte integrante de qualquer viagem. Seria mais fácil chamar um táxi ou Uber e indicar-lhes a morada, mas com certeza não teria o mesmo sabor.

Mas depois da chuva veio a bonança e o dia seguinte acordou com temperaturas baixas mas bonito e nossa primeira caminhada foi até à Praça Vermelha. Na Praça, além da exuberante Catedral de São Basílio, que emociona qualquer turista, ficam ainda o Kremlin, o Jardim de Alexandre, o Túmulo de Lenine e do Soldado Desconhecido, o Museu do Estado e outras construções menos conhecidas mas tão belas quanto.

SÃO PETERSBURGO

11.11.19
A viagem à Rússia surgiu inesperadamente, um presente dos filhos pelos 60 anos do pai. Além dos bilhetes de avião já comprados com datas inadiáveis, não fossemos nós atrasar indefinidamente o passeio, também vinha um guia super completo para nós lermos e nos convencermos que nada poderia ser mais fantástico e cultural do que 10 dias em terras dos Czares. Até hoje pergunto-me como a filha mais velha, a única que trabalha e se sustenta, convenceu os irmãos a esvaziarem os seus porquinhos e entrarem nesta empreitada, mas o fato é que em meados de Setembro, lá embarcámos, marido e eu, pela segunda vez, para a Rússia.
Sim, segunda vez. Havíamos lá estado há exatos 25 anos atrás, muito pouco tempo depois da queda da cortina de ferro e da transformação da URSS em Rússia, uma época em que nada havia no país, em que não podíamos sair do hotel desacompanhados, em que comida era coisa rara e a miséria era latente. Foi portanto com grande surpresa e admiração que, após tratarmos de alguns trâmites como vistos, convite e seguro de viagem obrigatórios, desembarcámos numa São Petersburgo já gelada, mas linda, resplandecente e cheia de coisas para ver. Uma terra segura, onde andámos sozinhos por todo o lado sem nunca sermos incomodados, com uma vida social e noturna incrível e um artesanato riquíssimo. Na véspera de sairmos de Lisboa num voo matinal para Moscovo e logo em seguida, outro para São Petersburgo, lembrámos-nos do álbum de fotos de um quarto de século atrás e tirámos fotos das fotos para tentarmos identificar os locais onde tínhamos estado e compararmos as épocas.

O hotel onde ficámos era super central, perto do Museu Hermitage  e a uma curta distância da Nevsky Prospect, a principal avenida da cidade.
Foi pelo museu que iniciámos as nossas visitas. Se há um quarto de século, o antigo Palácio de Inverno dos Czares era já muito conhecido, a verdade é que me lembro de por lá deambular quase sozinha, sob os olhares atentos de umas velhas senhoras sentadas nuns banquinhos em cada sala, a guardar o acervo.

O CASAMENTO DA SOBRINHA

30.9.19
A pedidos, aqui fica a reportagem que fiz do casamento da sobrinha que se realizou há exatamente um mês. Péssima reportagem, diga-se de passagem, da qual não me orgulho e até ponderei não postar, porque as imagens foram todas feitas à noite, numa luz, para mim, muito difícil de fotografar. Mas agradeçam à noiva que jurou a pés juntos que não atrasaria mas só deu o ar da sua graça na igreja quase 1 hora e meia depois do combinado, fazendo com que chegássemos ao local da festa já noite fechada. No local da festa, o jardim da casa dos pais, foi montada uma tenda enorme que abrigou mais de 200 pessoas e uma pista de dança. Apesar da pompa, a simplicidade foi mantida em toda a decoração. Flores campestres, pratos rústicos e copos coloridos, elementos da natureza presentes nos porta guardanapos, sousplats e centros de mesas. O que posso dizer é que foi um dia super alegre e feliz e uma festa cheia de pormenores que celebravam as origens das duas famílias: ela filha de Brasileiros, ele, filho de Egípcios. Ambas as culturas ficaram evidentes através de uma cerimónia religiosa mista e se fundiram na culinária. Nada foi deixado ao acaso e no decorrer da festa, madrugada adentro, chinelos de dedo iam sendo distribuídos para alívio dos pés da ala feminina assim como pashminas para as mais friorentas!

TOALHA DE VERÃO

31.8.19
O verão este ano foi particularmente agitado com a preparação do casamento da sobrinha, evento de peso que trouxe a Lisboa grande parte da nossa família do Brasil, além dos convidados dos noivos, provenientes do Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Egipto...Enfim, foi como se de repente todos os caminhos viessem dar a Lisboa, com toda a logística e responsabilidade que acarreta receber tantas pessoas de fora. A família chegada foi chamada a colaborar para levar a bom porto a festa e, claro, diminuir a ansiedade e nervosismo não da noiva, mas da minha irmã. Tudo isto para explicar que os dias de ócio foram corridos, mas intensos, e que pelo meio, ainda deu para comprar tecidos floridos, juntá-los em tiras e fazer uma toalha que me permitisse sonhar que estava tudo calmo, descontraído, e o final das férias marcariam não o início da maratona de comemorações do enlace mas o retorno às rotinas. Mais desta casa de férias, podem recordar aqui e aqui. É um local que me abraça, enche-me de boas energias e que mimo com muito carinho.


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