CENAS DE UMA SALA NOVA #2

5.7.20
E cinco semanas depois, a saga das obras na sala finalmente começa a acalmar. Primeiro foi o barulho e o pó que comemos com a demolição da lareira e a abertura do vão para o terraço (se perdeu, pode ver aqui ). A seguir entrou em cena o estucador para rebocar a parede de onde saiu a lareira e completar a sanca do teto, mas antes dele o eletricista já tinha ido para adicionar algumas tomadas e mudar a localização da TV. Houve também necessidade de chamar o carpinteiro para completar as tábuas de piso no "buraco" que ficou sob a extinta lareira. O último a aparecer seria o afagador, mas resolvemos testar a cor das paredes e dar pelo menos uma demão de tinta antes de lixar e envernizar o chão. Portanto, neste momento, o grosso da obra está feito (thanks God) e já vou poder colocar os móveis nos seus respetivos locais e começar a arrumar tudo o que foi tirado de dentro deles ao mesmo tempo que faço uma triagem nas milhentas coisas que tenho e não uso. Ainda se adivinha muito trabalho pela frente, mas vem a parte boa e limpa: o sofá novo, as cortinas imaculadas, cadeiras a estrear para a mesa de jantar, o papel de parede colorido. Mas esperem lá, vai ser tudo novo???? Nãããooo, os móveis basicamente serão os mesmos mas em novas posições e os quadros e demais decorações serão reorganizados. Com tempo virá a estrutura de madeira para impedir a vista franca da sala a partir da porta de entrada da casa, tenho em mente pesquisar e comprar dois tapetes grandes para delimitar zona de jantar e área de estar e arranjar também um móvel para a TV. Enfim, são estas as notícias do front de obra, penámos bastante mas já se vê a luz no fundo do túnel...

Nas imagens abaixo, o estucador "remenda" a parede onde foi retirada a lareira e faz o troço da sanca do teto em falta:

CENAS DE UMA SALA NOVA #1

9.6.20
A demolição da lareira e da bancada anexa à mesma foi, durante anos, um assunto tabu lá em casa: mal eu o mencionava, o marido hiperventilava. O meu argumento era simples: livrando-me da lareira não ia ganhar muitos metros quadrados na sala, mas também não iria mais ficar condicionada por ela. Teria a possibilidade de mudar o sofá de posição, de abrir uma porta grande para o terraço e usufruir mais da vista do verde lá  fora. Enfim, seria uma lufada de ar fresco numa sala com 25 anos, que viu 3 crianças crescerem e precisava de um upgrade urgente. Os argumentos dele nunca me convenceram: era uma obra chata, havia a dificuldade acrescida de "segurar" a chaminé que vai até ao telhado do prédio, em suma, um capricho meu que em nada iria contribuir para a modernização do espaço. Foram de tal modo as discussões entre nós, que resolvi chamar uma amiga designer de interiores para mediar o casal. E deu certo! com uma voz externa a opinar, uns desenhos bonitos e acredito eu que também com uma grande dose de cansaço de me ouvir, a lareira e respetiva bancada finalmente vieram abaixo! A casa está uma confusão, o pó reina no ar, o fresco da noite entra pela janela inexistente, mas enquanto mais de 70 sacas de entulho saíam lá de casa, um peso se aligeirava nos meus ombros...
Não sei bem nem quando nem como vai acabar a obra, mas já tenho algumas certezas: o sofá (novo) vai mudar de posição, uma estrutura, provavelmente de madeira, impedirá a vista franca da porta de entrada para a sala (não tenho hall de entrada no apartamento) e cortinas fluídas irão esvoaçar quando uma brisa suave soprar.
Abaixo, fotos da sala como estava e imagens da situação caótica atual. Capítulos novos se seguirão consoante o andamento dos trabalhos.

POUR DAHLIA

20.5.20
Uma mantinha em patchwork cai sempre bem para uma criança. Quando são pequeninos, serve para cobrir, envolver, aconchegar. Quando crescem mais um pouco, é bom para colocar no chão na hora de brincar. Se lá fora o sol brilha, levamo-la para o jardim. E mesmo que com o passar do tempo, a coberta se torne pequena e a criança não pare quieta, ela continuará a ser um agasalho confortável e cheio de estilo para se aninhar no sofá. Descobri que azul turquesa é a cor que predomina nos tecidos que tenho guardados e que esse tom liga bem com pink, vermelho, amarelo, verde, que aliás, são outras tonalidades que também abundam no meu stock. Todas juntas formaram uma manta altamente alegre que irá viajar até França e abraçar a petite Dahlia. 

A MANTA DO GABRIEL

27.4.20
Esta manta já era para estar acabada antes do lockdown, mas aconteceram alguns percalços que me fizeram colocá-la de lado durante uns bons tempos: blocos que depois de unidos não acertavam bem (apesar de eu ter a certeza de os ter cortado com perícia) e pespontos mal feitos que me levaram a desfazer duas e três vezes o mesmo trabalho. Enfim, por vezes é assim, a coisa não corre tão bem e a minha solução pessoal quando isso acontece é colocar o trabalho de lado até a implicância passar e a inspiração voltar. Mas este fim de semana achei que já era hora de meter mãos à obra, afinal, o Gabriel já nasceu em Janeiro e da maneira que o tempo voa, qualquer dia a prenda deixaria de fazer sentido. Confesso que, quando arrematei o último ponto da manta e afastei-me alguns metros para observá-la, esqueci imediatamente as contrariedades iniciais e gostei do que vi : achei que resultou ter usado uma cor "mais séria" como o mostarda e tê-lo mesclado com verde água e rosa, e que a introdução de um tecido às flores numa manta destinada a um rapaz, tornou-se no elemento surpresa que diferencia a peça. 
E agora que tudo acabou em bem, estou super entusiasmada com o próximo trabalho: outra manta, do género desta, mas para uma menina! Não vou querer demorar 3 meses a fazê-la e não vou precisar me conter nem nas cores nem nos padrões. E quando não há condicionantes é tudo mais fácil...ou talvez não!

APESAR DE TUDO, É PÁSCOA...

10.4.20
Apesar dos pesares, da confusão que corre fora de portas, do tempo que não passa cá dentro, dos projetos adiados, das incertezas para o futuro, é Páscoa. É certo que as circunstâncias nos impedem de nos juntarmos com todos os que gostaríamos, mas também é verdade que podemos festejar com os que estão em recolhimento connosco e utilizando aquilo que temos em casa. Se procurarmos bem nos armários e gavetas, há enfeites temáticos que já serviram em anos anteriores, há aquele faqueiro especial, os copos que não usamos para não se partirem e os pratos reservados para os dias de festa. Há também flores falsas que alegram tanto quanto as verdadeiras. Numa das idas ao supermercado, basta adicionar ao carinho ovos grandes e não tão grandes, amêndoas e chocolates. O resto é vontade e imaginação, não fosse esta a época da celebração da alegria e da esperança!
O que fiz questão de usar nesta quadra, foi a toalha oferecida pela mãe de uma colega minha de escritório, feita a partir de um lençol de linho rústico do enxoval da avó. Pequeno para as camas atuais, ela cortou o tecido aos quadrados e uniu-os com crochet, até completar as dimensões da minha mesa. Sinceramente, dos presentes que mais me tocaram nos últimos tempos.
Também o bolo tem seu significado: foi feito, sob encomenda, pelo marido, e olha que eu sou exigente, até lhe apresentei foto inspiração!
Domingo, quando sentarmos à mesa, só deixarei 3 pratos, mas garanto que no nosso coração e em pensamento, seremos muitos, muitos mais.
Feliz Páscoa!
Quer ver outra mesa de Páscoa feita com carinho e com o que havia em casa? siga por aqui até ao lar da Lulu...

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