MESINHA DE CABECEIRA VIRA EXPOSITOR COM LUZ

15.6.22

Ainda na saga da reforma da sede da empresa da família, o downsize obrigou a que passássemos de uma larga receção com sofás para um pequeno recanto de espera na entrada do escritório. Não encarei este aparente downgrade como um desprestígio mas antes como um sinal dos novos tempos em que as visitas já são poucas e grande parte das reuniões são feitas online. Também achei que seria uma oportunidade única de tirar o melhor partido possível da parede curva que já existia no local, e mandei fazer um banco à medida que conseguiu dar mais destaque ainda ao dito tabique. E como as velharias são muitas e os moveis na arrecadação continuam a acumular-se, pensei que dar um novo look a uma mesinha de cabeceira clássica poderia não ser de todo descabido: a dita cuja cumpria as medidas que precisava para compor o espaço exíguo e com alguma imaginação poderia servir de expositor a mais uns quantos elementos que continuam à procura do seu lugar. Afinal, como contei aqui, tive a quem sair, o meu pai é um vintage lover, que além de não jogar nada fora, ainda traz para casa (neste caso para o escritório) mais algumas peças. A reforma da mesinha foi rápida e fiz algo que não aconselho que repitam lá em casa: usei a tinta da parede para garantir que o tom fosse o mesmo e que o móvel ficasse completamente integrado. O resultado aparente foi sensacional, mas ao vivo e a cores deixa a desejar devido à textura um tanto ou quanto áspera que adquiriu. Adiante, cumpriu o propósito que eu imaginava e para que a coisa ficasse mais "com cara" de expositor, adicionei-lhe umas luzes leds. No fim, ainda ornou com o relógio modernista que acompanha este escritório há décadas e que a um certo ponto da reforma ficou meio desasado, sem um local para chamar de seu. Prova que com o tempo, tudo se ajeita e os objetos que realmente nos dizem alguma coisa sempre acabam por encontrar o lugar ideal.

O BENGALEIRO

19.5.22

As recentes obras de downsize e remodelação que se fizeram na sede da empresa da família, foram a desculpa perfeita que encontrei para tornar o espaço com mais cara de casa e ao mesmo tempo usar algumas velharias na decoração. É que eu não sou a única fã do vintage, o meu pai também partilha do meu gosto e até exagera na aquisição de peças, entupindo o espaço com itens amontoados, numa desorganização em que nada consegue se destacar ou brilhar. No amontoado encontrava-se um bengaleiro, peça que caiu em desuso mas que quando tratada com carinho, resgata as linhas de outros tempos e segue abrilhantando o ambiente. A minha missão nas obras de remodelação, foi encontrar o espaço certo para cada objeto e definir-lhes uma função, nem que fosse só decorativa. Foi assim que tendo como ponto de partida um papel de parede revigorante e que nada tem a ver com um espaço de trabalho, o trenó juntou-se ao par de skis e tornou-se expositor de livros, a máquina de costura destacou-se no corredor, as malas de viagem migraram e se empilharam na sala de reuniões e o dito bengaleiro, depois que se despiu do verniz escuro e ganhou novos e modernos cabides, foi receber e saudar os visitantes na entrada. Fico a dever a mesinha de cabeceira que tenho no momento entre mãos e que fará vezes de apoio ao sofá do pequeno espaço de espera. Nas fotos a seguir, além das demais peças já nos seus devidos lugares, verão o bengaleiro tal como se encontra junto à entrada do escritório e também uma pequena produção de como se poderia levar esta peça para casa e torná-la destaque num quarto. Criatividade e irreverência é o que pedem os objetos antigos!

PICNIC RUG

4.5.22

Não é a primeira manta para piquenique que faço. As outras duas, que podem rever aqui e aqui, foram tão bem recebidas e passados estes anos, sei que ainda continuam a uso, que decidi costurar mais uma e leva-la para um bebé em Londres, onde fiz as fotos. Na minha opinião é uma prenda original, que não só acompanha o crescimento da criança como ainda é extensiva ao resto da família que acaba também por disfrutar da manta. Desta vez, inovei no bloco mas insisti no tecido resinado no verso, que permite mais higiene e robustez ao conjunto. Aos olhares mais atentos, talvez não passem despercebidas duas palavras bordadas num dos quadradinhos: amor e hayati (minha vida). Palavras de ternura em português e árabe, a forma que arranjei de homenagear as duas origens da criança. Apesar de eu saber que peças em patchwork são sempre únicas, gosto de torná-las ainda mais exclusivas, personalizando-as. Mantas em patchwork são especiais e só pessoas especiais as podem receber!

É PÁSCOA!

15.4.22

Época de renovação, de alegria, de confraternização, de reunião das famílias. Ainda que quando pensávamos que um flagelo estava a chegar ao fim, outro mais terrível tenha começado, celebremos pelos que estão impossibilitados de o fazer.

A todos que por aqui passam, uma Santa Páscoa!

Side note: o bolo foi feito pelo marido.

DE CAIXA DE VINHO A CENTRO DE MESA PARA A PÁSCOA

4.4.22

Transformar uma caixa de vinho em centro de mesa é tarefa fácil e de resultado surpreendente. A parte mais time consuming será aquela de arranjar a caixa com as dimensões e o formato perfeitos para a sua mesa tendo em conta a diversidade de invólucros que existe hoje em dia. Mas uma vez a caixa ideal na mão, o processo não pode ser mais divertido: escolher a cor, os desenhos, adicionar uns adornos, e descobrir uma forma de colocar as flores frescas. Eu usei transfers, mas pode ser découpage ou outra técnica; optei por pregar ferragens velhas e colocar puxadores nos topos, mas esta etapa, apesar de enriquecer o trabalho, é totalmente facultativa. E quanto à maneira de manter as flores em pé, deixo um pequeno PAP mais abaixo para ajudar quem viu, achou a ideia interessante e vai tentar fazer fazer o seu!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Web Analytics