TÉCNICAS VARIADAS APLICADAS A UM MESMO OBJETO

8.9.21

A peça não é nada de especial, mais um banquinho rústico e de beleza duvidosa que encontrei por aí. Mas sendo pequena e de pouco valor serviu-me para continuar a testar o comportamento das Chalk Paints e também a combinação destas com stencils e transfers, coroando o todo com uma técnica que não é das minhas preferidas e portanto nunca tinha usado e que é o velho e conhecido décapé. Este termo vem do francês e significa decapar, ou seja, arrancar camadas de um dado material atribuindo ao objeto um aspeto envelhecido. E do meu ainda pouco convívio com as chalk paints, parece-me que estas «pedem» esse look desgastado, pois são tintas encorpadas, que quando aplicadas conferem às superfícies uma certa rugosidade e textura. O meu objetivo é usar estas 3 técnicas num móvel a sério e portanto este banquinho serviu para mim como tubo de ensaio para ganhar confiança e me lançar nessa tal peça maior e de mais responsabilidade. Mas enquanto isso não acontece, fica aqui o depois e o antes do pequeno banco.

BEACH BAG

18.8.21

Estava eu sem ideias para as aulas de patchwork que frequento uma vez por mês, quando a prof popôs que eu fizesse uma mala de praia, sugestão que aceitei na hora, pois já tinha visto as minhas colegas fazerem várias, mas nunca me tinha aventurado numa, achando que talvez fosse coisa de um nível bastante acima das minhas capacidades. Não sei onde a prof foi buscar o tutorial, mas achei a execução tão simples que resolvi compilar abaixo para mais tarde recordar. E além de fácil, pareceu-me também um modelo que dá "para inventar", ou seja, que é super adaptável ao estilo e às cores favoritas de cada um, é passível de se colocar fecho ou um botão extravagante, por exemplo, enfim, é suficientemente flexível para ser levado sempre a um nível acima. Com o entusiasmo, não me fiquei somente pela beach bag e com as sobras do tecido jeans e do enchimento, ainda fiz uma pequena mala, com as cores que mais trajo atualmente e do tamanho certo que uso para trabalhar. Já estreei ambas e fizeram sucesso. Como bónus, e porque adoro a graça de surpreender, coloquei pequenas frases inspiracionais no interior. Gosto da ideia de partir de um trabalho simples e dar-lhe um twist por forma a que a peça diga bastante sobre nós. Aliás, é mesmo isso o que mais me atrai no DIY: a oportunidade de imprimir a minha personalidade naquilo que faço e uso.

DE MÓVEL DE CASA DE BANHO A MÓVEL GUARDA COMIDA

31.7.21
Não é a primeira vez que me cruzo com este tipo de móvel. Eram tão corriqueiros há 60, 70 anos, surgiam nas mais variadas formas e tamanhos, ficavam por cima dos lavatórios nas casas de banho, e geralmente chegam aos nossos dias bastante danificados por anos a fio de humidades em instalações sanitárias com pouca ventilação, e também pelo uso ao qual estavam destinados: acondicionar escovas de dentes e demais itens de higiene, como tónicos, loções, líquidos para gargarejar, enfim frascos de toda a sorte que acabavam guardados molhados provocando manchas e algum bolor. Este estava exatamente nesse estado, numa casa de banho de um velho andar em obras e só não foi parar ao vazadouro porque o empreiteiro, contrariado diga-se, fez o esforço de ir ao entulho "ver se ainda lá está" só para não me ouvir mais a perguntar pelo dito cujo. Seja como for, o fato é que saí de lá feliz da vida, com a pequena peça imunda em baixo do braço. Adoro pequenas peças; são fáceis de manejar, dão pouco trabalho e permitem-me fazer experiências. Eu tenho fazes, e atualmente ando apaixonada pelas chalk paints da Annie Sloan. As cores são lindas, dispensam o primário, a cobertura é ótima e conferem uma certa textura. Parece propaganda, e é, só que grátis. Também ainda não me cansei dos decor transfers, antes pelo contrário, portanto sinto que nos próximos tempos a combinação Annie Sloan Chalk paints / decor transfers serão uma constante por aqui....
Mas voltando ao pequeno armário, quando o coloquei sobre a bancada de trabalho, só tinha em mente que queria me ver livre das divisórias interiores, que de tão estreitas tinham pouca utilidade. Arrancá-las, estragou o fundo e facilitou-me a vida. Fiquei com uma tela em branco para pintar e transferir decalques. Gosto quando os móveis não revelam por fora aquilo que têm lá dentro: Beauty comes from the inside, dizem, e eu concordo plenamente. Confesso que primeiro acabei a parte de dentro pois estava numa relação de amor-ódio com a porta: não gostei da madeira que apareceu quando lixei a tinta velha, o espelho não me dizia nada e o vidro pintado menos ainda. Considerei mesmo descartá-la mas lá pelas tantas pensei que se tinha desmontado o móvel, também poderia desmantelar a porta e quando o fiz, achei que com um puxador novo e uma tela, a coisa poderia se compor. Foi assim que de móvel de casa de banho passou a guarda comida. Por força das circunstâncias. E da minha implicância.


TOTAL MAKEOVER DA CASA DE BANHO DO CASAL

11.7.21
Depois do quarto das filhas, do banheiro delas e do filho e da sala, a última grande remodelação que faltava fazer cá em casa era a casa de banho minha e do marido, que passou de completamente insípida para um espaço com mais leveza e personalidade. O banheiro vinha já há tempos com problema de cheiros que não conseguíamos resolver e a descarga da sanita havia sido arranjada 2 ou 3 vezes sem sucesso, fatores estes que nos incomodavam bastante na utilização do espaço no dia a dia. Houve dois grandes objetivos na concretização das obras: o primeiríssimo era tirar a sanita da frente da porta. A segunda intenção era ter uma casa de banho com pouco ar disso. A mudança da sanita para um novo local foi uma incógnita até partirmos o piso e verificarmos que felizmente tínhamos pendente para o esgoto no sítio que queríamos colocar o vaso. Já a ambientação estava mais ou menos toda na minha cabeça menos o painel mural que acabou por ser o protagonista do espaço. Este foi-me sugerido (e fornecido) em boa hora por uma amiga designer de interiores e apesar da melhor parte dele ter ficado escondida pela bancada, a verdade é que surpreende quem entra no espaço. O resto foi aproveitado de outros lados ou garimpado por aí: a bancada é um side board dos anos cinquenta sobre a qual coloquei uma pedra, a luminária de teto foi adquirida numa loja vintage. O espelho com luz atrás, encontrei-o on-line após dias de navegação, o banco de cerâmica e o bacio antigo já passaram por outros ambientes onde tiveram outras funções, o cabide de parede veio da casa da filha, o copo das escovas de dentes faz parte de um set de copos em cerâmica para tomar café com leite e a saboneteira (que não é conjunto com o copo mas combina) é um porta trecos a.k.a esvazia bolsos. Tudo junto e misturado alegra-me os olhos e a alma quando pela manhã os primeiros raios de sol refletem nas paredes. Não há mesmo como não começar bem o dia!

TÁBUAS, BANDEJAS OU SIMPLESMENTE PRATOS GRANDES...

3.6.21

Quem me conhece minimamente, sabe que eu até me interesso por vários assuntos MENOS por tudo que tenha a ver com culinária. Não tenho imaginação na cozinha e nem sequer vocação. Mesmo ciente disso, a Ciane, amiga que desvirtualizei há alguns anos, resolveu tirar-me da minha zona de conforto e convidou-me para fazer parte de um grupo de 7 mulheres que iriam, no Instagram, postar tábuas de servir, originais e inspiradoras. Relutei a princípio mas não tive como me esquivar e lá fui eu para esse mundão que é a internet, pesquisar sobre o assunto. E foi uma grata surpresa. Sim, nunca pensei que tábuas, bandejas ou simplesmente pratos com alguma dimensão pudessem ser versáteis ao ponto de servir de base a composições tão fora da caixa, diversificadas em termos de texturas, cores e sabores, onde, ouso dizer, não há limites para a criatividade. E mais, para quem não sabe e não gosta de cozinhar, é até uma forma prática de pensar num tema e a partir daí conseguir compor uma mesa bonita e sobretudo, apetitosa. A minha proposta hoje, é fazer uma resenha das 7 tábuas apresentadas, todas elas feitas com muito carinho, empenho e contendo, como todo trabalho artesanal e criativo, muito da personalidade de cada autora. Cada tábua é única e intransmissível, pode ser exuberante ou mais contida, emotiva até. A beleza está na pluralidade. Inspire-se à vontade!

Vou começar pela tábua que montei, uma "Pancake Board" numa mesa que denominei de "Breakfast in America". À primeira vista, pode até impressionar, mas se olharmos com atenção, a composição é muito simples: panquecas no centro e à volta frutas frescas, frutos secos e doces. Uma toalha bonita, muita cor e flores comestíveis completam o conjunto!

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