Já aqui disse várias vezes que não cozinho. E é verdade, a criatividade que tenho em certas áreas, falta-me em absoluto na cozinha. Tenho pena, pois nunca meus filhos poderão dizer que certo cheiro ou paladar lhes recordam a casa da mãe. Em contrapartida, adoro cozinhas (como arquiteta é mesmo a parte da casa onde mais gosto de intervir) e sou a louca das loiças! Esta última característica traz-me dois problemas: o primeiro de ordem logística, a casa não cresce e é-me cada vez mais difícil arranjar espaço para os serviços. E o segundo, um debate moral: estarei eu a gastar demais e a transformar-me numa acumuladora de pratos, pratinhos, copos, talheres, bowls, mini cassarolas, tábuas e afins? Para me consolar, costumava dar a mim própria a desculpa de que é o meu único vício e não tão nocivo assim, até que há uns dias, passou-me pelas mãos um artigo que dizia que investir em loiças é não só uma maneira de deixar a mesa mais atrativa mas também um conceito de alimentação saudável. É não olhar apenas para os nutrientes, ir mais além e enxergar na comida o prazer, as relações, as partilhas. E fez-me tão bem ler e pensar sobre isto porque de repente o meu único vício deixou de ser uma futilidade. Eu sou uma pessoa visual, sempre fui, como com os olhos, e assumo: venho carregada de pratos nas viagens, compro loiças online, herdo peças. Considero os meus serviços pessoais e intransmissíveis porque são descombinados e compostos por peças avulsas. Tem o prato branco mas também tem o colorido, os estilos são os mais diversos, os formatos e tamanhos variados. Traços que me permitem misturar e obter combinações menos óbvias à mesa. As fotos a seguir não são minhas. A comida obviamente também não. Mas os pratos, são. O meu acervo é tão grande que volta e meia combino com a minha amiga de longa data, Lena, a mentora do projeto Seëds e empresto-lhe peças. São imagens que me enchem os olhos. Gosto de ver como a culinária da Lena torna os meus pratos tão fotogénicos, e aprecio a forma como as minhas loiças exaltam ainda mais as suas criações, já de si, tão atraentes.
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E OS "TEA COZY" VÃO PARA....
15.12.17
Antes de mais quero agradecer a todas as leitoras que participaram do sorteio. Foram 28 mensagens bonitas de se ler. E para quem diz que colocar peças feitas por mim "em jogo" é um ato de generosidade meu, eu vou explicar que é justamente o contrário! É puro egoísmo: gosto de costurar, adoro conjugar cores e padrões e realizar novos projetos. Só que não posso ficar com tudo! A solução é, portanto, oferecer a quem aprecia este tipo de trabalho. Desta forma fico livre para tentar outros voos!
Mas vamos ao que importa: as ganhadoras. Pelo programa random foram sorteados os números 11 e 28:
5 ANOS
8.12.17
NOTA→→ para quem ficou na dúvida: o sorteio é válido para Portugal e estrangeiro, ok? ninguém vai ficar de fora!
CADERNOS DE RECEITAS
30.11.17
Na prateleira da cozinha de casa, guardo os livros e cadernos de receitas que eram da minha mãe. Curioso que tenha sido eu a ficar com eles, logo eu, que não cozinho. Mais curioso ainda é que a minha mãe tivesse tantas receitas escritas ou coladas nas páginas agora amareladas dos cadernos, pois também ela, não cozinhava. Lembro-me da azáfama em casa em véspera de festas de aniversário ou Natal, a cozinha enorme, repleta de cheiros e sabores, mas sempre vinha alguém de fora confeccionar os pratos. Minha mãe, comandava: comprava os ingredientes e dava ordens, determinava as loiças, escolhia cuidadosamente a toalha, montava a mesa e elaborava os arranjos de flores. Os menus, dei-me eu recentemente conta, saiam desses livros que vos mostro. Receitas cuidadosamente copiadas nos cadernos, na sua letra gigante e bem desenhada. Gosto de folheá-los, pois ali, encontro um pouco da vida dela. Acho sintomático que as primeiras receitas dêem pelo nome de Pavê de Abacaxi, Pudim de Bananas, Galinha Copacabana, Carne recheada com Farofa e de repente haja um salto para Pudim de Bacalhau, Croquetes de Carne e Rissóis de Camarão: eram os meus pais a emigrarem do Brasil para Portugal e a adaptarem-se aos costumes da nova pátria. Assim como faz-me sorrir a organização da minha mãe que ao anotar as receitas, coloca entre parênteses os nomes das pessoas que as forneceram ou o local onde as encontrou. Ali reconheço tantos nomes e me vêm à memória as amigas dela que frequentavam a nossa casa. Também acho graça às observações de rodapé: "ótima receita para o Natal" ou ainda às apreciações: ótima, muito boa, boa. Em algumas páginas, rótulos retirados das latas ou recortados das caixas dos produtos, com fotos nada atrativas, evocam a singeleza e frugalidade de outros tempos. Vez por outra, em meio à caligrafia enorme da minha mãe, aparece a letra miúda da minha avó. Ela sim, ótima cozinheira, consequentemente grande abastecedora de receitas e também comentadora das mesmas: "Docinhos para aniversários, casamentos, etc", "quando quiser fazer mais, dobrar a receita". Manusear estes livros, por serem de receitas, deveria talvez estimular os meus sentidos. Atiçar o olfato e o paladar. Mas não. A comida nunca teve a menor importância na minha vida. Quando viro estas páginas finas e manchadas, o que me vem à cabeça são pessoas e a casa dos meus pais em dias de festa: casa cheia, iluminada e farta, onde a música tocava alta e as gargalhadas se sobrepunham.
OCAPOP: COR E CRIATIVIDADE
7.9.17
Tenho absoluta certeza que a maior parte das pessoas que passa por aqui já conhece a revista digital Ocapop. Mas se nunca ouviu falar, vale a pena espreitar a 8ª edição, que acaba de sair. Cheia de matérias inspiradoras escritas por colaboradores dotados e talentosos, a revista fala de decoração, DIY, nutrição, entre outros temas, mas o foco desta edição é as casas e suas diversas facetas: como podem ser alegres e acolhedoras, nosso porto de abrigo ou também espaço de trabalho. As casas podem ser (e são) muitas coisas, tal como os donos delas. Aqui eu conto como a minha casa é apenas um lugar onde a monotonia não é convidada a entrar. Mas não pare por aí, continue a ler, porque as restantes páginas são pura energia e overdose de criatividade!
PAUSA PARA RECONECTAR
22.6.17
Dentro de alguns dias, parto. Ou melhor, partimos. Uma oportuna super promoção da TAP fez-nos comprar por impulso passagens para Toronto e Boston. Claro que pesou, e muito, o fato da minha filha estar a fazer um estágio a poucos quilómetros de Boston. Não vejo a hora de descontrair, receber novos estímulos, colher inspirações, absorver referências e abraçar a minha filha depois de quase 6 meses. No entanto, os dias que antecedem uma partida são sempre de ansiedade, originada pelo misto da vontade de zarpar com a necessidade de deixar o trabalho organizado. Andava eu a riscar tarefas da minha check-list quando a minha irmã pede-me que lhe faça alguma coisa para ela oferecer a um jovem casal. Se o tempo já estava curto, encolheu um pouco mais, mas pedido de irmã mais velha é ordem. Sim, ela não sabe, e é melhor que continue na ignorância, mas ainda mantém essa ascendência sobre mim. Cansada e com a criatividade a pedir socorro, fiz uns individuais de um patchwork simples e que não me obrigasse a pensar (muito). Para inovar em qualquer coisa, e fazer bonito com a irmã, acrescentei umas gregas, comprei guardanapos na Zara Home, que enfeitei com um crochet de principiante, e para o kit seguir completo, não esqueci os porta guardanapos. E agora é tempo de pausar. Não para desconectar, que eu não me vejo isolada do mundo, mas para fazer um restart pessoal!
AS PREMIADAS SÃO...
10.12.16
Antes de anunciar para quem vão os mimos, quero agradecer do fundo do coração a participação e a simpatia de todas. Foram quarenta comentários que fizeram os meus dias e encheram-me de alegria e de orgulho por vos ter aí desse lado. Pessoas generosas, que usam o seu tempo para dividir suas palavras comigo e isso é um grande privilégio!
Eu gosto de fazer estes sorteios porque acho que dinamizam e agitam o blogue, as pessoas dão-se a conhecer, entusiasmam-se. Estreitam-se laços.
E é por isso que mais uma vez insisto: não desistam dos vossos blogues! dá um certo trabalho mantê-los? dá! Exigem dedicação? claro! Se não tiver condições de postar com frequência, poste menos, afinal, quantidade nunca foi sinónimo de qualidade. Mas preserve-os. Blogues são espaços tão ricos em inspiração e interação, que merecem o nosso empenho!
Parabéns a ambas! enviem-me as vossas moradas para eu remeter as prendinhas!
1 ANO DE OCAPOP
16.9.16
Vamos comemorar o 1º ano de existência da revista mais colorida e inspiradora da internet! A 5ª edição acaba de sair do forno, está uma festa para os olhos e eu tenho muito orgulho de ter colaborado com uma inspiração de decor para quem quer receber Lá fora! Se gosta de ler sobre DIY, viagens, nutrição, entre outros temas e se o seu desporto favorito é espreitar casas da vida real com muita personalidade, então, a revista foi feita à sua medida! Aproveite o fim de semana que está à porta e..desfrute!
DE MALAS FEITAS
3.4.16
Estou de malas feitas, a poucas horas de partir para visitar a filha que mora nos EUA. Isto de ter filhos no estrangeiro, se por um lado é penoso, por outro tem as suas vantagens, sendo a melhor delas o facto de acabarmos por ir a locais que, de outra forma, ficariam de fora do nosso roteiro. Como a viagem é bastante longa, 3 aviões e quase 24 horas de caminho, opto por desembarcar na 2ª paragem: Chicago. Já que é uma das escalas para chegar ao meu destino final, e não sei se alguma vez passarei por lá novamente, não quero perder a oportunidade de conhecer esta cidade. Vou sozinha, algo inédito, pois quem pertence a uma família de 5, sabe como é difícil estarmos entregues a nós próprios e por mais que todos tenham suas ocupações, há sempre pelo menos um membro disponível para acompanhar. Mas desta vez, não, e até chegar a Columbia, no estado do Missouri, onde mora a filha, eu serei minha própria companheira de viagem.
Como sou uma pessoa prática e que detesta andar carregada, a mala vai quase vazia. Quaaaase, pois levo presentes para Sasha, Mary, Melissa, Cassidy, Turner, Kelly, Clare. Nomes que me habituei a ouvir e que finalmente vou conhecer. São treinadoras, colegas de equipa, e uma mãe de quatro que tantas vezes coloca mais um prato à mesa e convida a minha filha. Foi tudo feito em casa: almofadas, runner de mesa e, a pedidos, os sacos para guardar lingerie que tantas vezes já mostrei no blog. Nunca pensei que esses organizadores fossem fazer tanto sucesso entre as amigas das filhas!
E sendo estas as novidades, é muito provável que nas próximas 2, 3 semanas, os posts sejam publicados diretamente dos Estados Unidos, assim enxerguem os meus olhos, coisas interessantes para vos mostrar!
Como sou uma pessoa prática e que detesta andar carregada, a mala vai quase vazia. Quaaaase, pois levo presentes para Sasha, Mary, Melissa, Cassidy, Turner, Kelly, Clare. Nomes que me habituei a ouvir e que finalmente vou conhecer. São treinadoras, colegas de equipa, e uma mãe de quatro que tantas vezes coloca mais um prato à mesa e convida a minha filha. Foi tudo feito em casa: almofadas, runner de mesa e, a pedidos, os sacos para guardar lingerie que tantas vezes já mostrei no blog. Nunca pensei que esses organizadores fossem fazer tanto sucesso entre as amigas das filhas!
E sendo estas as novidades, é muito provável que nas próximas 2, 3 semanas, os posts sejam publicados diretamente dos Estados Unidos, assim enxerguem os meus olhos, coisas interessantes para vos mostrar!
O RETRATO DE MINHA MÃE
4.3.16
A blogosfera tem destas surpresas: estamos descontraídos visitando os blogs que gostamos e de repente caímos num post que fala de alguma coisa que ficou esquecida muito lá atrás, na nossa infância. As memórias jorram então em catadupa e descobrimos que alguém que nunca conhecemos pessoalmente, mas com quem nos identificamos, sem querer, dá-nos as peças que faltavam para completar um puzzle inacabado. Diana é oftalmologista, "oftalma" como ela gosta de se apresentar, "porque a palavra tem alma no fim". É extrovertida, excêntrica, sem medo de se expor. Neste texto ela conta os sentimentos que a movem no momento, a mudança de casa e o que verdadeiramente importa para ela nesta fase da vida. E fala de quadros. E de pintores. De Chico da Silva e de Chabloz. E do Ceará, nordeste do Brasil. Acontece que meus pais são do Ceará, temos dois Chico da Silva na parede e Chabloz frequentava a nossa casa em Lisboa. E pintou o retrato de minha mãe, a recordação mais viva que temos dela, hoje. Era o início dos anos 70, eu vinha da escola e via minha mãe imóvel, em pose. A sala de casa imersa na fumaça dos cigarros de Chabloz, o cavalete, o desenho na tela que, dia após dia, ia tomando forma, o cheiro das tintas a óleo que o pintor combinava na paleta. Tudo me encantava. E tudo é autêntico no quadro, o penteado armado, a serenidade, o vestido, a cortina branca atrás. Mas também tem ilusão: o cadeirão verde não é na verdade um cadeirão verde mas uma cadeira de madeira com um pano verde em cima, e a barriga da minha mãe não é uma barriga oca e sim uma barriga com uma criança dentro. Que ela não sabia que estava ali mas que Chabloz assegurava que sim, baseado no que os seus olhos, habituados a observar as formas e as curvas do corpo humano, captavam. A peça que faltava no puzzle, era os dois quadros de Chico da Silva que assombraram a minha infância e de minhas irmãs e que nos perturbam até hoje. São quadros naif que representam bichos fantásticos, figuras ameaçadoras saídas da imaginação do autor, que sempre vimos em casa, e cuja história de como apareceram por lá perdeu-se no tempo. Afinal, soube pela Diana, Chico era protegido de Chabloz e de repente, tudo fez sentido. Foi Chabloz quem deixou as telas com o meu pai, provavelmente para que este encontrasse comprador. As telas foram enroladas, jogadas num armário e ali ficaram preteridas, até acabarem, anos mais tarde, nas paredes da casa de praia, onde permanecem, até hoje. No corredor, sítio de passagem, local secundário, porque são quadros que continuam a nos incomodar. Seria tão mais fácil retirá-los da parede e voltar a esquecê-los no armário. Mas não, eles estão lá, e agora percebo que talvez seja para nos remeter à nossa infância, à sala de casa transformada em atelier de artista, ao olhar sereno de minha mãe, à expetativa da chegada de uma irmã, às saudades. É assim a arte, causadora de tantas emoções que vão muito para além do que a obra representa ou os olhos possam enxergar.
E AS CONTEMPLADAS SÃO...
4.12.15
Antes de divulgar os nomes das contempladas, quero muito agradecer não só a adesão a esta brincadeira como as mensagens de carinho e incentivo que todas escreveram. Fiquei verdadeiramente tocada e sinto como se tivesse recebido um enoooorme presente de Natal antecipado. Creiam que li as vossas linhas com muita atenção e a verdade é que fico feliz que as coisas simples que vos mostro aqui, vos inspirem de alguma forma. De coração, muito obrigada!
E como foram muitas a participar (40!) achei que seria justo colocar um 3º saco em jogo. Não tive tempo de o acabar, porque feliz ou infelizmente a máquina pifou quando faltava pouco para terminar o trabalho. Digo feliz ou infelizmente, pois esta morte súbita era a desculpa que me faltava para finalmente eu decidir comprar a máquina que namorava há largos meses! Chega amanhã o meu brinquedo novo e estou mais entusiasmada do que nunca!
E vamos ao que tanto esperam! Os números sorteados pelo programa Random foram o 18, o 17 e o 36, exatamente por essa ordem:
E correspondem aos comentários da Lenny, que está por trás do blog Baú dos segredos, a Ana Maria, que escreve o Jeito de casa, e a Gélia, autora do Eu que fiz ou quase isso !
Parabéns às ganhadoras e espero as vossas moradas para remeter os presentes!
3 ANOS DE BLOG
27.11.15
3 anos, já?! e a possibilidade de conhecer pessoas com olhares tão diferentes sobre a vida. Pessoas que são pura inspiração, que nos mostram como um bolo simples pode tornar-se um manjar ou que nos ensinam a colocar flores em nossa casa, apenas e tão só para encantar os nossos olhos. E fico genuinamente feliz pelas trocas, encontros e amizades, sejam eles reais ou virtuais. A todos que por aqui passam, que tiram um tempo para ler ou comentar, só tenho a agradecer a generosidade, os elogias, as críticas.
Da minha parte, o objetivo é o mesmo desde o início: sem pretensões ou convicções, apenas mostrar o que faço e o que vejo. Coisas que por vezes saem da minha cabeça, em outros momentos são adaptações daquilo que descubro por aí, e em tantas, mas tantas ocasiões são pura influência dos vossos blogs, numa partilha constante que faz muito bem à alma.
Há dois meses, quando fui de férias, mostrei-vos uns sacos organizadores que tinha feito para oferecer às primas. Os sacos lingerie foram os que mais tiveram sucesso, não só entre quem viu no blog, mas também entre as primas que os disputaram de tal forma, que para acabar com a discussão tive que prometer que mal chegasse a casa, faria mais uns quantos e mandaria pelo primeiro portador (ainda estou em dívida!). Então, para prestigiar e agradecer quem me acompanha, e como aniversário é sinónimo de prendas e mimos, aqui estão eles: 2 sacos do modelo preferido, a serem sorteados a 2 leitoras. As regras para se habilitar são as mesmas de sempre e válidas para qualquer parte do mundo: basta ser seguidor aqui ou no Bloglovin e deixar um comentário aí em baixo até 3 de Dezembro próximo. Dia 4 sairão os resultados! Hora de cruzar os dedos e...BOA SORTE!!
Da minha parte, o objetivo é o mesmo desde o início: sem pretensões ou convicções, apenas mostrar o que faço e o que vejo. Coisas que por vezes saem da minha cabeça, em outros momentos são adaptações daquilo que descubro por aí, e em tantas, mas tantas ocasiões são pura influência dos vossos blogs, numa partilha constante que faz muito bem à alma.
Há dois meses, quando fui de férias, mostrei-vos uns sacos organizadores que tinha feito para oferecer às primas. Os sacos lingerie foram os que mais tiveram sucesso, não só entre quem viu no blog, mas também entre as primas que os disputaram de tal forma, que para acabar com a discussão tive que prometer que mal chegasse a casa, faria mais uns quantos e mandaria pelo primeiro portador (ainda estou em dívida!). Então, para prestigiar e agradecer quem me acompanha, e como aniversário é sinónimo de prendas e mimos, aqui estão eles: 2 sacos do modelo preferido, a serem sorteados a 2 leitoras. As regras para se habilitar são as mesmas de sempre e válidas para qualquer parte do mundo: basta ser seguidor aqui ou no Bloglovin e deixar um comentário aí em baixo até 3 de Dezembro próximo. Dia 4 sairão os resultados! Hora de cruzar os dedos e...BOA SORTE!!
OCAPOP
13.11.15
Hoje, o post não é aqui, mas sim na revista OCAPOP ! Se ainda não conhece "o ponto de encontro mais pop da internet", e eu diria também, o mais alegre, colorido e inspirador, esta é a hora de clicar e se deliciar!
A revista é trimestral, está disponível on-line, completamente à borla, foi criada pelo trio Carla, Erica e Karen, e promete ser -promete, não, já é- uma fonte inesgotável de boas ideias. E não só de decoração vive a OCA, lá também encontramos diy, conceitos, receitas, estilo de vida. O leque de colaboradores é imenso e talvez alguns já sejam mesmo vossos velhos conhecidos!
E é com o ego inchado, que aceitei o desafio proposto pelas três meninas e participo na 2ª edição, que acaba de ir para o ar. Aqui, fica apenas um sneak peek daquilo que imaginei, o resto, terão que descobrir lá!
Com o fim de semana à porta, convido-os a instalarem-se confortavelmente no sofá de casa, tablets a postos e...desfrutem! Esta edição, especialmente dedicada ao Natal, está repleta de dicas e ideias incríveis para pôr em prática!
E é com o ego inchado, que aceitei o desafio proposto pelas três meninas e participo na 2ª edição, que acaba de ir para o ar. Aqui, fica apenas um sneak peek daquilo que imaginei, o resto, terão que descobrir lá!
Com o fim de semana à porta, convido-os a instalarem-se confortavelmente no sofá de casa, tablets a postos e...desfrutem! Esta edição, especialmente dedicada ao Natal, está repleta de dicas e ideias incríveis para pôr em prática!
VOLTO JÁ
27.9.15
E agora que o verão acabou e boa parte das pessoas já foram e voltaram de férias, sou eu que faço uma pausa. Um intervalo para colocar as ideias em ordem, organizar a casa, a real e a virtual, e descansar. Vou, mais uma vez, atravessar o Atlântico para estar com a família. Mas pretendo visitar-vos com frequência pois não sou pessoa de detox virtual, antes pelo contrário: preciso de ter sempre uma janela aberta para o mundo.
BLOGAMIGAS
23.5.15
Uma das coisas boas (ótimas) de ter um blog, é as pessoas queridas que vamos conhecendo ao longo do tempo. Algumas acabam por se desvirtualizar, outras (ainda) não. Há as que moram perto, mas a oportunidade de as encontrar não se proporcionou; há as que moram noutra cidade, país ou continente e contra todas as probabilidades, esse encontro já se deu. E há as prendas, que quando menos esperamos, vêm ter a nossa casa. E que sempre têm tudo a ver connosco, claro, pois quem nos acompanha e nos lê, definitivamente sabe mais sobre nós e os nossos gostos do que muita gente com quem convivemos diariamente. E ultimamente, tenho sido muito mimada, ora confirmem:
A Dora, sabendo que adoro botões, enviou-me umas cartelas de botões antigos que faziam parte da sua vasta coleção, e a minha ideia é transformá-los em quadros lindos e cheios de charme, como os dela.
Do norte de Portugal, chegou uma enorme caixa, com uma verdadeira capoeira lá dentro. Quanto mais desembrulhava, mais galinhas mega coloridas saltavam cá para fora. Remetente?? a Manuela, claro! mostrou-as numa das suas postagens de Páscoa, comentei como eram alegres e fora do comum e fui contemplada com 10 (sim, pasmem, dez!) galináceos.
A Neuza decidida que está a ajudar-me a completar a meia dúzia de cadeiras para a minha sala de jantar, um belo dia, ruma a Lisboa, e traz na mala do carro, uma cadeira que encontrou no lixo. Esta, talvez venha a ser amarela, concordam?
Posso com pessoas tão generosas? Para elas, seguiram uns sacos. Para o pão, para a roupa, para o lanche, para as filhas. Para o que quiserem e imaginarem. Todos diferentes e únicos, exatamente como elas são.
A Dora, sabendo que adoro botões, enviou-me umas cartelas de botões antigos que faziam parte da sua vasta coleção, e a minha ideia é transformá-los em quadros lindos e cheios de charme, como os dela.
Do norte de Portugal, chegou uma enorme caixa, com uma verdadeira capoeira lá dentro. Quanto mais desembrulhava, mais galinhas mega coloridas saltavam cá para fora. Remetente?? a Manuela, claro! mostrou-as numa das suas postagens de Páscoa, comentei como eram alegres e fora do comum e fui contemplada com 10 (sim, pasmem, dez!) galináceos.
A Neuza decidida que está a ajudar-me a completar a meia dúzia de cadeiras para a minha sala de jantar, um belo dia, ruma a Lisboa, e traz na mala do carro, uma cadeira que encontrou no lixo. Esta, talvez venha a ser amarela, concordam?
Posso com pessoas tão generosas? Para elas, seguiram uns sacos. Para o pão, para a roupa, para o lanche, para as filhas. Para o que quiserem e imaginarem. Todos diferentes e únicos, exatamente como elas são.
ENTRE PARÊNTESES
16.5.15
Considerem este post apenas como um parênteses na programação habitual do blog. Mas como hoje chego aos 50, um número tão redondinho e tão metade de qualquer coisa, muito excecionalmente vou permitir-me uma reflexão. Os anos trouxeram-me algumas rugas, muitos cabelos brancos (love you photoshop!) e umas quantas mazelas, mas também deram-me confiança e serenidade para aceitar e enfrentar as surpresas menos boas da vida. E essas são, sem dúvida, duas grandes vantagens da idade: a maturidade e o equilíbrio. Para mim, e todos os dias agradeço por isso, o resultado da equação entre os acontecimentos bons, os ótimos e os desagradáveis, tem sido positivo. Sou uma pessoa muito afortunada.
E como tiro fotografias a tudo e a todos, e a família queixa-se que nunca apareço, pedi à Vera Eloy que me retratasse. Imagem que aqui fica, em jeito de foto oficial, para mais tarde recordar.
E como tiro fotografias a tudo e a todos, e a família queixa-se que nunca apareço, pedi à Vera Eloy que me retratasse. Imagem que aqui fica, em jeito de foto oficial, para mais tarde recordar.
E AS FELIZARDAS SÃO....
4.12.14
...os números 13 (quem disse que o 13 não traz sorte??) e 23, respetivamente a Isa que escreve o Pairando nas nuvens e a Dulce do blog Koklikô !
Parabéns a ambas e muito obrigada a TODAS pela massiva participação nesta brincadeira, cujo único objetivo é o de prestigiar quem por aqui passa. Fiquei tocada com os vossos comentários. É bom saber que as razões para continuar existem, pois desse lado, há pessoas que lêem, interagem, identificam-se! Para mim, estes dois anos têm sido muito enriquecedores!
Às que chegaram recentemente ao blog, dou as boas vindas e quero dizer que tardo mas não falho, ou seja, entre uma coisa e outra, contem com a minha visita ao vosso espaço!
Beijos a todas, e, meninas ganhadoras, enviem-me a vossa morada para o email que está ali ao lado no "fala comigo".
2 ANOS DE BLOG...
28.11.14
... e uma mão cheia de amigas. Tem sido a recompensa por mostrar aqui as minhas divagações e por vos ter desse lado a participar e a interagir. E não menos importante é continuar a ler-vos e a estimular-vos. Aprendo e inspiro-me abundantemente com aquilo que partilham, provavelmente bem mais do que imaginam.
Enfim, o que eu quero mesmo dizer-vos é que enquanto for um prazer, continuarei por aqui, e que 2 anos e tantas descobertas, conversas e amizades depois, agradeço a todos aqueles que passam pelo L´avion rose, seja de que forma for, mais expansiva ou recatadamente.
É uma alegria quando aparece uma "carinha" nova ali ao lado ou no bloglovin, e tento sempre que possível saber de quem se trata, mas nem todos os perfis são públicos, e alguns, pouco mais nos informam do que o nome. Portanto, a hora é esta de se darem a conhecer, comentando aí em baixo qual a prenda que gostariam de receber. Vou sortear um estojo e um necessaire, made by myself e acabadinhos de sair do forno, com as virtudes e os defeitos de tudo o que é feito à mão.
DO QUE AS PESSOAS DEIXAM PARA TRÁS
21.11.14
É uma situação que já presenciei algumas vezes na minha vida profissional, e que sempre me entristece. Na semana passada voltou a acontecer: um apartamento antigo, habitado por mais de 50 anos pela mesma família, é devolvido ao senhorio (a empresa onde trabalho) com todo o recheio. A família, por esta ou aquela razão coloca a senhora idosa num lar e entrega o apartamento sem nem mesmo tirar de lá os objetos pessoais.
Cabe ao senhorio, depois de alguns trâmites legais, esvaziar a casa para colocá-la novamente, se assim o desejar, no mercado de arrendamento ou venda.
Quando abrimos a porta de casa, deparamo-nos com cenas corriqueiras da vida doméstica, e parece que até ontem, esteve lá gente. Ou então, que alguém foi ali e já volta. Os armários e as arcas estão cheias de roupa, as escovas de dentes esperam no copo na casa de banho, a loiça utilizada repousa no escorredor, e as peças lavadas ainda estão no estendal.
E pergunto-me: será que não existe uma jarra, um quadro, uma foto, um móvel por mais banal que seja, que possa ter algum valor sentimental para um filho ou neto? ninguém na família gostaria de ficar com uma recordação da mãe ou da avó? Não há ali uma cadeira que conte uma história? um objeto que provoque um sorriso? a mesa de jantar não trará a evocação de um Natal? Ou será que a vida é tão, mas tão corrida, que não há tempo para nada, nem mesmo para guardar uma lembrança?
Quando tirei as fotos abaixo, 3 homens de uma empresa de mudanças embalavam os móveis para serem armazenados; algumas loiças, roupas pessoais e de cama e mesa estavam a ser encaixotadas para irem para doação; os livros separados para entregar a alfarrabistas.
Uma ou outra peça, vem comigo para casa. Praticamente todas as jarras que tenho vieram parar às minhas mãos nestas circunstâncias, assim como bules, pratos, chávenas, aos quais dou sempre uso. E quando os tiro do armário, recordo-me de onde vieram e a quem pertenciam.
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