E quem diria que já passou uma década desde que timidamente escrevi o meu primeiro post! E que nestes 10 anos conheci tantas pessoas, troquei tantas ideias, inspirei-me em tantos blogues e penso também ter conseguido motivar quem passa por aqui a ser mais afoito nas suas escolhas, arriscar mais nas cores e dar-se conta que as coisas não precisam combinar entre si, mas sim e tão somente, serem agradáveis aos nossos olhos e nos trazerem sensações boas! e não, não vou bater na tecla de que outras redes sociais estão neste momento a ter mais sucesso que os blogues. Estão, é um fato e provavelmente assim continuará a ser. Mas não me diz respeito. Adoro ler blogues, gosto de manter o meu. Tem tido menos visualizações? tem. Menos comentários? também. Mas e então? aqui estou e tenciono prosseguir mostrando aquilo que faço ou descubro nos meus passeios e que acho poderá vos interessar. E para não fugir à tradição, hoje é dia de aniversário e também de presentes, a única diferença é que não vou mostrar agora quais serão os 2 mimos a sortear entre quem até ao dia 10 de Dezembro próximo deixar uma palavrinha aí em baixo. Só para levantar um pouco o véu, direi que será algo relacionado ao Natal, e que terá muita cor (claro!). Vamos tentar a sorte? espero que sim, deixe seu comentário e "habilite-se"!!Dia 11/12 publicarei os resultados!
BLANKETS (& BEYOND)
Não sou de fazer balanços nem retrospetivas do que quer que seja, mas há dias, pus-me a pensar sobre o meu percurso no patchwork, técnica que cada vez me cativa mais, e concluí que claramente existe um item que adoro produzir: mantas para bebés. Cada uma que me sai das mãos é única, pensada para aquele pequeno em especial e uma prenda muito pessoal. E quando algumas pessoas olham e apenas veem uma coberta ou um tapete para brincar, eu enxergo todo um trabalho que houve por trás na pesquisa do bloco ideal, na definição das cores, na busca pelos tecidos perfeitos, nos padrões que misturados, casam bem e surpreendem. Quando chega a parte da confeção e está tudo determinado na minha cabeça, essa, ao contrário do que as pessoas pensam, é a parte mais fácil: requer concentração (muita), paciência (alguma) e horas de execução, mas é um processo quase automático, um automatismo envolvido em dedicação e capricho, diria. Penso que por todas essas razões, comecei a olhar para as mantas com um olhar especial e a constatar que certas pessoas também começam a ver nestas peças mais que junção de tecidos. A confirmação deu-se depois que fiz este car seat quilt para a minha sobrinha, foi sucesso entre as amigas e acabei por passar o ano de 2022 a desenvolver mantas, algumas a pedido, sempre com o desafio de ir ao encontro dos gostos das mães, sem no entanto deixar de lado a minha habitual linguagem de over mescla de padrões. Pelo meio do trajeto considerei ir um pouco mais além, colocar o nome da criança e ano de nascimento e também, porque não, uma marca que representasse o que gosto de fazer e pra quem gosto de o fazer e saiu um nome enorme, em inglês, que abrange além daquilo que mais gosto de costurar (Blankets) outras peças que se materializem frutos das minhas pesquisas e criatividade (Beyond). E são essas as imagens que vos deixo abaixo: alguns blankets, os "amazing little ones" que usufruem delas e os Beyond que vão surgindo pelo caminho.
É HALLOWEEN!
Tal como aconteceu no ano passado, voltei à loja Chinesa para comprar outra casinha em balsa que pudesse transformar em mansão mal assombrada. O objetivo era começar a montar uma pequena cidade de halloween, só que quando lá cheguei deparei-me com uma "construção" bem mais elaborada do que aquela que tinha comprado há 1 ano e pensei para com os meus botões: "vai dar mais trabalho, o registo é outro, mas porquê não?", e trouxe-a comigo sem ter a certeza se seria habilidosa o suficiente para a transformar. E não é que resultou? escusado será dizer que foi um processo em que me diverti horrores (a palavra vem mesmo a calhar) e em que não tive que comprar praticamente nada a não ser pauzinhos de gelado de madeira (também no Chinês) para convertê-los em "tábuas" que interditassem as janelas e dessem aos telhados um ar mais degradado. Tudo o resto foi decidido no momento, consoante o material que tinha em casa, o que reconheço, não é pouco. Deixo as imagens da mansão de dia e iluminada para a noite de hoje, que desejo seja para todos os que decidirem entrar no clima, de puro entretenimento. Pelo meu lado, estou combinada com os miúdos do prédio onde habito, já tenho o meu outfit assustador, doces nos bolsos para distribuir e vou com eles para a festa!
ANTES E DEPOIS DE UM ANDAR CENTENÁRIO
Passei semanas a pensar como proceder com esta publicação. Remodelar andares antigos, mantendo tudo aquilo que faz parte do seu caracter e da sua personalidade é das coisas que mais me dão prazer de fazer na vida. Vivo tão intensamente todo o processo que quando este chega ao fim tenho uma dificuldade imensa em me separar das casas. Desta vez, quando a obra ficou concluída, dei por mim com centenas de fotografias e dezenas de vídeos no telemóvel, um acervo importante e interessante que relata bem todo o trabalho que foi realizado neste andar centenário. Intervenções cirúrgicas que trouxeram esta casa para o século XXI sem no entanto despojá-la da sua essência e originalidade. Fiquei sem saber como partilhar tanto que tinha na manga, de uma forma que não se tornasse enfadonha. Como os meus conhecimentos tecnológicos não são muitos, recorri ao sobrinho, que conseguiu que eu fizesse upload para esta página de dois vídeos perdidos no telefone: um filmado durante as obras e o outro feito no dia em que entrei na casa pela última vez. São um pouco longos, reconheço, e quando os fiz foi sem intenção de os partilhar daí não terem um cunho profissional. Mas quando me vi com tantas imagens em mãos e comecei a organiza-las para esta postagem, acabei por achar que para os amantes do "antes e depois", os filmes fariam bem mais sentido. Para aqueles que não têm tempo, deixo algumas fotos, sendo certo que os vídeos falam por si e demonstram bem melhor aquilo que aconteceu nos meses que os trabalhos duraram. Conheci o último casal, já muito velhinho, que aqui habitou por longos anos, muitos mesmos. E conheci também a família que mudou-se para este andar há escassos 2 meses, e cada vez me convenço mais de que as casas têm fases e acolhem. Um ciclo terminou para uns mas uma página em branco se abriu para outros que ali criarão novos afetos e novas memórias.
CRIATIVIDADE SEM FIM
Quando as pessoas olham para coisas que já existem e conseguem a partir dessa observação tecer infinitas possibilidades de transformação, isso é criatividade. Ter a capacidade de dar uma nova roupagem ou função a objetos do quotidiano, é uma qualidade que não me passa despercebida. E quando essas reutilizações e transformações se dão na rua ou em ambientes públicos, isso é sem dúvida fonte de inspiração e referências para qualquer mente fértil, tornando as cidades mais bonitas e os passeios mais prazerosos. Em Julho último estive na Noruega e não pude deixar de observar aqui e ali, utilizações originais que tiram qualquer item comum da "mesmice", não fossem os países Nórdicos ícones inspiradores do design e da arquitetura no mundo inteiro!
Em Oslo, galões de leite transformados em vasos, delimitavam a entrada de uma rua de pubs. Latas de tomate em conserva serviam de cachepots a plantas num café da estação da capital do país e mais abaixo, na estação da cidade de Dombas, um alguidar de madeira ostenta flores e vira canteiro:



