É PÁSCOA!

15.4.22

Época de renovação, de alegria, de confraternização, de reunião das famílias. Ainda que quando pensávamos que um flagelo estava a chegar ao fim, outro mais terrível tenha começado, celebremos pelos que estão impossibilitados de o fazer.

A todos que por aqui passam, uma Santa Páscoa!

Side note: o bolo foi feito pelo marido.

DE CAIXA DE VINHO A CENTRO DE MESA PARA A PÁSCOA

4.4.22

Transformar uma caixa de vinho em centro de mesa é tarefa fácil e de resultado surpreendente. A parte mais time consuming será aquela de arranjar a caixa com as dimensões e o formato perfeitos para a sua mesa tendo em conta a diversidade de invólucros que existe hoje em dia. Mas uma vez a caixa ideal na mão, o processo não pode ser mais divertido: escolher a cor, os desenhos, adicionar uns adornos, e descobrir uma forma de colocar as flores frescas. Eu usei transfers, mas pode ser découpage ou outra técnica; optei por pregar ferragens velhas e colocar puxadores nos topos, mas esta etapa, apesar de enriquecer o trabalho, é totalmente facultativa. E quanto à maneira de manter as flores em pé, deixo um pequeno PAP mais abaixo para ajudar quem viu, achou a ideia interessante e vai tentar fazer fazer o seu!

MOINHOS DE CAFÉ

12.3.22

Há 4 objetos antigos que são meus prediletos de sempre: pés de máquinas de costura, caixas de costura, formas de bolo e moinhos de café. Acho que são peças bonitas, desenhadas e executadas com muito detalhe e minúcia. Me encanta o entrançado em ferro dos pés das máquinas de antigamente; sou atraída pelo pormenor como eram pensadas as caixas de costura, com suas mil e umas compartimentações que se abrem e fecham graças a um  mecanismo cuidadoso. Adoro formas de bolo, em cobre, sempre tão trabalhadas e moinhos de café, com suas gavetas em madeira para receber o pó. Pés de máquinas, tenho alguns, caixas de costuras, nenhuma, mas formas e vários moedores de café já cruzaram o meu caminho dando-me a oportunidade de formar uma pequena coleção que exibo orgulhosa nas prateleiras da cozinha. Os moedores são em madeira, datando de 60, 70 anos atrás, alguns mais elaborados, outros mais simples e encontrados em feiras ou viagens. Mas todos têm seu charme e recentemente decidi tratar deles e limpá-los pois alguns estavam a desmembrar-se e outros encontravam-se bastante sujos por anos de uso. Pensei que poderia ser interessante mostrar-vos aqui no blog as peças que tenho e dizer-vos que nem sempre vivo de grandes transformações. Que sim, agrada-me muito, muito mesmo, agarrar nas tintas e  pincéis e dar largas à criatividade, mas também sinto-me bem a manter aquilo que tenho e que há peças que não pedem muito além de algum carinho. São artefactos para os quais gosto de olhar e que vão andando pela casa: ora estão na cozinha, ora migram para a sala, ora enfeitam a mesa em alguma ocasião especial. Depois de limpas, ganham um ligeiro brilho e a cera confere-lhes um pouco mais de cor. São mudanças subtis, talvez só visíveis aos meus olhos, mas tão importantes quanto as alterações gigantes. Quantas vezes não são as pequenas coisas que nos enchem as medidas!

O último moinho que entrou para a família, nem lembro bem onde o consegui, numa sequência de antes e depois. Foi limpo com etanol para tirar o verniz velho, levou uma muito ligeira lixa e no final, cera amarela: 

MANTA PARA CADEIRINHA DE CRIANÇA

29.1.22

Após décadas sem crianças na família, eis que neste ano de 2022 vão nascer duas! Confesso que estou totalmente desabituada destas andanças: ignoro completamente quem são os atuais heróis dos filmes da Disney ou quais os brinquedos e produtos que estão na berra. No entanto, e depois que soube que os bebés iriam chegar, comecei a ficar mais desperta para o universo dos mais pequenos e dei-me conta que as cores e as estampas que se usam no mundo infantil nos tempos que correm são...todas e mais algumas! Esbatem-se as diferenças entre masculino e feminino e atreve-se com tons que há 20, 30 anos nem sequer eram considerados, como rosa velho, cinzento, verde tropa, caramelo, preto, castanhos. Para quem, como eu, gosta de sair da zona de conforto no que tem a ver com cores e padrões, esta descoberta foi, com a licença do trocadilho, ouro sobre azul! Com o Natal à porta, o tempo disponível a encolher e uma das crianças quase a vir ao mundo, encontrei, neste blogue a ideia interessantíssima de um pequeno quilt para se usar na cadeirinha de criança para carro. Este quilt, além de ser de execução relativamente rápida devido às suas reduzidas dimensões, tem a particularidade que eu achei genial, de levar tiras de lado. Estas permitem que o adereço seja atado à cadeirinha evitando assim cair durante o transporte ou num movimento mais brusco da criança. Uma peça como esta, três décadas atrás, teria me evitado vários dissabores! Fiz a manta com tecidos que já tinha em casa e que pelas suas características de colorido e padronagem não foram nunca comprados a pensar em bebés: usei bolas, quadrados, flores, estampa tie dye e até um tecido de estrelinhas de uma coleção de Natal. Quando a minha sobrinha recebeu o presente e adorou, senti-me super realizada mas principalmente, liberta de amarras. Eu que sempre fui avessa ao clássico e tradicional, estou entusiasmadíssima por poder daqui para a frente tornar-me (ainda mais) ousada nos meus trabalhos direcionados para os mais pequenos! 

CASA PRÁTICA E ACOLHEDORA

10.1.22

Não é o que mais tem aparecido por aqui, nestes anos todos de blogue, mas é sem dúvida o meu tipo de post preferido: entrar em lares da vida real e registrar as ideias, as soluções, observar como cada um vive a casa à sua maneira, moldando-a mas também adaptando-se ao que ela tem para oferecer. Este apartamento em Bruxelas, e é a 5ª (ou será 6ª?) casa que a minha filha habita em 11 anos de Bélgica. É pequeno, mas bem localizado, ao lado de um parque e num bairro bem fornecido em termos de lojas. Às quartas feiras, um marché instala-se junto à praça principal, animando e perfumando as ruas com seus produtos frescos de diversas proveniências. Para se ter ideia da aldeia global em que vivemos, a dois passos da casa há uma loja de...pastéis de nata! do sabor tradicional aos mais inovadores, com recheio de chocolate belga ou speculoos. Enfim, não existem mais fronteiras nem exclusividades!

O apartamento fica num prédio com mais de cem anos, com uma arquitetura comum aos edifícios Bruxelenses da época e parece ter sido originalmente uma casa unifamiliar, a determinada altura dividida em 3 pequenas moradas para arrendamento. Laura e o namorado ocupam o 1º andar. Não é grande mas tem aquelas características que aumentam e potencializam qualquer espaço: luz natural em abundância, pé direito alto, portas grandes que dividem as assoalhadas sem as enclausurar. Se o quarto é enorme mas não tem roupeiros suficientes, nada de desespero: prateleiras e varões à vista solucionam o impasse. A sala não comporta uma mesa de jantar? sem dramas: a mesa vai para a cozinha, ganha banco com almofadas e até poltrona e luminária à cabeceira, duplicando as funções como canto de leitura. Não existe espaço para uma estante de livros? o parapeito da janela é um bom apoio. Gosto destas soluções descontraídas, que abraçam os defeitos de uma casa e transformam as partes negativas em aliadas de peso. São soluções descontraídas, sem nenhum padrão ou estilo definido mas que definitivamente tornam único, um lar.

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