A MESA DA JOANA

21.10.16
Apesar do aspeto inocente da mesa (ou deveria dizer mesinha, devido às suas reduzidas dimensões?) eis uma peça que me tirou do sério! Lixá-la, foi muito simples; passar o primário não apresentou dificuldades; pintar, correu até muito bem; conjugar as cores das pétalas, cortá-las e colá-las, é tarefa que não tem mistério. Pior mesmo, foi na hora do acabamento, quando apenas faltava o verniz para proteger o trabalho: no pé da mesa, tudo normal, mas quando passei para o tampo, deu-se o fenómeno e o verniz apresentou bolhas e manchou. Quando eu decidia passar mais uma demão, as nódoas desapareciam de um lado e surgiam do outro. Tentei com o rolo, experimentei vários tipos de trincha, a coisa ia de mal a pior e as minhas soluções e calma escasseavam. Ainda tinha a responsabilidade acrescida, da mesa ser um presente para a 1ª casa da Joana, amiga da filha. Ela vinha seguindo a transformação do móvel pelo whatsapp e estava entusiasmada com o resultado. Enquanto tentava desesperadamente ver-me livre das manchas ao mesmo tempo que mentalmente preparava como iria dar a notícia do fracasso à Joana, e prestes que estava a lixar todo o tampo e recomeçar do zero, lancei mão do último e derradeiro recurso: lixar com uma lixa de água super fininha o verniz defeituoso, muito cuidadosamente para não estragar as flores e usar um novo tipo de verniz, mais gelatinoso. Bingo! nem quis acreditar quando  me apareceu uma superfície suave e impecável! Aí está, querida Joana, não ficou em verde água e estêncil no tampo, como tínhamos combinado, mas é tua, é única e vai alegrar a tua casa cheia de luz.

MONTROS & CIA

13.10.16
Foi esta a minha primeira -e provavelmente última- incursão no mundo dos bonecos, pois concretizou-se aquilo que eu mais temia: não levo jeito para dar-lhes expressividade! Quando vejo por aí bonecas Tilda, acho-as bonitas com os seus detalhes sempre tão caprichados, no entanto sei que esse tipo de costura não é para mim: não me dou muito bem com trabalhos em que o pormenor seja levado ao extremo e julgo não ter paciência para desvirar e encher pernas e braços tão fininhos. Por isso fiquei feliz quando conheci os monstrinhos descomplicados da Dora, que foi uma querida e mandou-me vários moldes para que eu experimentasse fazer. Juro que até tentei que eles ficassem diferenciados e ganhassem feições assustadoras, mas se não fosse a única coisa para a qual tenho alguma habilidade -juntar retalhos- eles teriam se tornado copy paste dos da Dora. Desculpa Dora se a minha criatividade para desenhar caras e bocas é inexistente! No entanto foi uma experiência muito divertida (mesmo) e que aqui deixo à guisa de registo.

CAIXA PARA PESOS

24.9.16
Tenho uma balança de pratos com a respetiva caixa para guardar os pesos há algum tempo. Adquiri-a a uma parente quando esta decidiu descartar-se de uma série de objetos velhos que não lhe interessavam mais. E se a balança, pesada, em ferro e com os pratos em latão, tem servido para algumas decorações aqui em casa, a caixa, nem por isso. Mal tratado, com uma pintura feita sem cuidado algum e em que até o fecho estava preso na própria tinta, o estojo acabou sempre posto de lado, apesar de eu ver nele uma certa originalidade. Sempre gostei de peças pensadas para uma função bem definida e feitas com minúcia, como é o caso desta caixa em que cada peso tem um nicho ao seu tamanho escavado na madeira. A princípio, pensava conseguir deixar a caixa com a madeira totalmente exposta, mas como objetos que viveram outras vidas têm sempre suas peculiaridades, limpar as cavidades dos resíduos de tinta velha revelou-se tarefa difícil, e hesitante, optei então por realça-las com cor. Surpreendi-me com o resultado. Aberta, para exibir sua nova aparência, e colocada junto à balança que ostenta frutas da época, o conjunto faz vezes de centro de mesa e anuncia a chegada do Outono.

1 ANO DE OCAPOP

16.9.16
Vamos comemorar o 1º ano de existência da revista mais colorida e inspiradora da internet! A 5ª edição acaba de sair do forno, está uma festa para os olhos e eu tenho muito orgulho de ter colaborado com uma inspiração de decor para quem quer receber Lá fora! Se gosta de ler sobre DIY, viagens, nutrição, entre outros temas e se o seu desporto favorito é espreitar casas da vida real com muita personalidade, então, a revista foi feita à sua medida! Aproveite o fim de semana que está à porta e..desfrute!


DESFAZER E TORNAR A FAZER #2

9.9.16
Há uns tempos atrás, a fuçar num armário na casa de férias, dei com uns quadros em ponto de cruz, muito em voga nos anos 80. Usavam-se em quartos infantis com o nome da criança. A criança em questão, tem hoje quase 30 anos, é minha sobrinha e lembrei-me que a minha irmã, quando queria destralhar a sua casa, mandava os objetos dos quais queria ver-se livre, para a casa de praia. A minha mãe ficava chateada com o atrevimento da filha, mas mesmo contrariada, lá acedia a guardar uma ou outra coisa no fundo do armário. Foi assim que os quadros sobreviveram até hoje. Bordados, são trabalhos de minúcia que eu muito aprecio mas que infelizmente são incompatíveis com a minha índole agitada. Não sei se fiz bem ou mal em desfazê-los, cortá-los, transformá-los. Se estraguei obras executadas com esmero ou se até pelo contrário, consegui integrá-las com alguma graça em itens úteis do quotidiano. Do longo nome da sobrinha, apenas utilizei a inicial e as três letras que compõem o nickname pelo qual ela é conhecida pessoal e profissionalmente. Como ela gosta de ler, fiz-lhe dois marca livros simples e inspirada pelos trabalhos bonitos e perfeitos da Lete, usei este seu tutorial (provavelmente o passo a passo mais completo da história da blogosfera, 48 fotos!!) para reproduzir uma bolsa porta-qualquer-coisa. Agrada-me este exercício de desmontar e reconverter, de trazer para a atualidade peças que tiveram a sua época, mas caíram em desuso.

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