Sempre tive a mania de sacos de pano. E sempre tive vários: para os sapatos, as meias e a roupa interior na hora de viajar, para organizar o material de ginástica dos filhos quando estes eram crianças, para mandar o lanche para a escola ou levar o almoço para o trabalho. Só que não tinha máquina, não sabia costurar, nem conhecia quem pudesse mos fazer, então comprava-os quando me deparava por aí com algum interessante.
Há uns 3 anos atrás queria desesperadamente um saco para quando fosse comprar o pão. Importa dizer que sou eu a padeira da casa, e que sempre me chateou vir da padaria com os pães num saco de papel craft. Até porque achava mal empregado: o saco pardo já vinha todo amachucado, e eu com pena de vê-lo acabar no lixo quando na verdade via nele mil e uma possibilidades de fazer bonitos embrulhos. Lembro-me de nessa altura ainda ter ido a casa do meu pai, na esperança de que numa gaveta, jazesse esquecida alguma saca, antiga e maravilhosa, talvez até bordada, quem sabe. Mas nada. E acabei por comprar um saco desenxabido, de um tecido fininho, até grande demais para o pretendido, com um sistema de fecho de plástico, enfim, uma coisa triste e enfadonha, que durou e durou e serviu...até este fim de semana. Quando, inspirada por muitos dos vossos blogs, ousei desfazê-lo e voltar a fazê-lo, usando a imaginação e aquilo que houvesse em casa. Confesso que gostei desse mundo novo que se abriu de desconstrução/reconstrução e que agora ando receosa de olhar para as camisas do marido ou os vestidos das filhas com olhos de ver. O mais seguro será mesmo não apurar muito a vista...


