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ATREVA-SE A RECICLAR

4.5.19
Nunca menospreze uma peça sem graça que lhe venha parar às mãos. Pelo contrário, um móvel pequeno, comum, pintado sem nenhum cuidado e com tinta inapropriada pode vir a tornar-se o projeto ideal para começar e acabar num fim de semana e perder o medo de se lançar na reciclagem. Sem neuras, sem grandes responsabilidades, somente para manter mãos e mente ocupadas e descobrir que afinal até existe jeito e criatividade dentro de si. Não exija muito de si própria, não precisa lixar até à exaustão, nem deixar a peça imaculada, nem tão pouco necessita ter dotes de desenho à mão livre. Eu não tenho e socorro-me do decalque, do stencil, découpage, papel autocolante, entre outras técnicas. Enfim, a reciclagem é uma arte democrática em que vale tudo, basta ter ânimo, determinação e um certo atrevimento. O resto vem com a prática!

BANQUINHO COM POMPONS DE FELTRO

10.2.18
A história deste banquinho é a seguinte: via várias vezes a senhora que limpa o prédio onde moro, periclitantemente equilibrada em cima do dito cujo, a polir as pedras das colunas que ficam na entrada. Um dia propus-lhe um negócio: eu arranjava-lhe um escadote em condições e ela, em troca, dava-me a banqueta. A resposta veio imediata: que se fizesse a permuta rapidamente, pois ela era pessoa baixinha, o banco curto, e estava mais do que evidente a dificuldade que tinha em aceder a cantos altos. E foi assim que eu ganhei um banco velho e sujo, e ela, um escadote novo e reluzente. A meu ver, troca mais do que justa! Depois seguiu-se a fase da ansiedade: lixar a tinta antiga para enfim descobrir as virtudes e os defeitos do banco. A coisa boa foi a sua estrutura, que se revelou robusta e bonita. A notícia má veio com a descoberta de um tampo minado pelo caminho dos bichos. Umas bases para pratos quentes, feitas em pompons de feltro, e que eu utilizava bem pouco em casa, foi a solução que encontrei para transformar o tampo agonizante num assento colorido e confortável. Desfiz as bases e colei uma a uma as bolas. A princípio julguei que a minha ideia iria resultar num banco frágil, quase só para enfeite, em que com o sentar, pompons se iriam soltar a pouco e pouco. Mas não, com doses generosas de cola de contato e os pompons bem chegados uns aos outros, obtive um "maciço" sólido e um banquinho de arrancar sorrisos!

BANQUINHO FLORIDO

21.4.17
Considero-me uma stool lover. A sério, não posso ver um banco velho largado em cima de um monte de entulho que logo enxergo ali um sem-número de possibilidades. Bancos para mim, são tubos de ensaio: peças de pequena escala onde podemos dar largas à imaginação de forma descontraída, sem grande responsabilidade e sem perder muito tempo.
O que me chamou a atenção neste, foi o seu assento redondo. Já passaram pelas minhas mãos muitos bancos mas nunca um de assento redondo. Faltava-lhe uma perna, que consegui encontrar uns metros adiante, e uma trave horizontal. Essa, não apareceu e fui obrigada a fazer uma nova. O que aliás, acabou por ditar todo o resto: a madeira diferente da nova trave destoou o que me levou a pintar parte dos pés com tinta spray fluorescente e a usar no estofo um estampado garrido, saído lá dos anos 70. Só para que conste: as fotos não têm filtro, ok? foi o banco que ganhou luz própria!





































AS DUAS VERSÕES DE UMA BANQUETA

20.2.16
De tempos a tempos chove um banco, banqueta, tamburete, mocho, ou como os queiramos chamar, na minha horta. Confesso que não os enjeito, até acho-lhes piada, por duas razões: além de serem jeitosos para se ter em casa porque ocupam pouco espaço, ainda podem assumir as mais variadas funções, desde assento a mesinha de apoio. Secretamente, existe uma terceira motivação: pelas suas reduzidas dimensões, é o tipo de objeto que nos faz começar uma reciclagem sem medo de errar, ou melhor, com a sensação de que se não resultar como o esperado, não se investiu muito tempo e é fácil retroceder. Ou emendar.
Desta vez, para o tornar ainda mais versátil e permitir que ele passeie sem limitações pela casa, o banquinho ganhou dois visuais: um romântico com capa acolchoada ornada de berloques e uma versão rústica com pintura de stencil no tampo. Agora é vê-lo a saltar daqui para acolá, a acomodar mais uma pessoa à mesa, a levar as plantas para apanhar sol ou tão simplesmente, a enfeitar aquele canto sem graça.

PLANOS PARA O QUARTO ROSA

18.9.15
O quarto rosa da casa de praia, vai ser transformado. Durante quase 30 anos, passou por várias mudanças, mas nunca nenhuma definitiva. É usado pelos netos (do meu pai) porque é o maior da casa e tem camas que se desdobram. Ou seja, cabe sempre mais um e isto é importante para jovens que só andam em bando. Quando informei os miúdos da reforma do quarto e perguntei-lhes se tinham algum pedido ou preferências, as respostas foram sintomáticas: as meninas disseram que confiavam no meu gosto e nas minhas escolhas, já os rapazes, pediram um ar condicionado!
Talvez o quarto deixe de ser rosa  e venha a ser verde água com toques rosas, ainda não sei. Alguns móveis que já lá estavam vão ser reciclados, e outros, peças desacreditadas que encontro por aí, serão transformadas. Até agora só um banco pequeno está pronto a habitar o ambiente renovado. Sim, eu sei, sou a rainha das banquetas! este já andava por lá num meio caminho entre  a pintura original e uma decapagem de tinta que comecei a fazer e nunca acabei. Mas como as reclamações eram mais que muitas ("há bocados de tinta a cair", "quando vais terminá-lo?", "está esquisito") decidi livrá-lo de vez das camadas que tinha e deixá-lo no  tom da madeira, assumindo as suas imperfeições e quantidade surpreendente de pregos à vista. Como por mais que tentasse, não consegui eliminar umas manchas feias no tampo, utilizei os meus dotes de "crocheteira" super básica e fiz-lhe uma capa. Desta forma, fica apto a agradar a todos os gostos.

BANQUINHO FORRADO COM RETALHOS

20.8.15
É nas horas em que estou a decapar um banquinho velho e sem graça, que me pergunto se serei masoquista. Seria tão mais fácil deslocar-me até à esquina, comprar um igual ou parecido, novo e limpinho, e evitar esta etapa maçadora e quase inglória. Quem mo entregou para recuperá-lo, vai ficar tão feliz em receber um lindo banquinho reciclado, repaginado, remodelado e outros "ados" mais, que nem sequer notará se é o mesmo...
Mas pronto, é oficial: eu gosto de sofrer! E assim sendo, toca a decapar e lixar bem, porque a intenção é forrar o banco com retalhos de tecidos e eliminar ao máximo as irregularidades da madeira, ajuda na perfeição do acabamento. No tampo nem toco: em tempos alguém lembrou-se de lhe colar um bocado de alcatifa com cola de contato, e essas marcas vou varrê-las para debaixo do tapete. Que é como quem diz, aproveitar uns blocos que vi aqui e que fiz num momento de ócio, sem nenhum propósito, só naquela de usar os retalhos, e praticar. Como é curto, adiciono-lhe umas laterais e faço um quilting para enfeitar. Prendo um quadrado de enchimento à superfície do tampo, agrafo o todo, e está pronto o assento.
Final feliz num estilo tudo junto e misturado, para uma peça que tinha destino traçado (lixo). E agora quem duvida que se trata do mesmo, sou eu.

DUPOND ET DUPONT

23.8.14
Encontrei-os juntos, companheiros de uma vida e achei que assim poderiam continuar.
Quase, quase, falhavam o embarque com destino a Bruxelas, na carrinha do Sr. Serafim. Não fosse estar 30 graus em Lisboa, e eu ter saltado todas as etapas de secagem e mais algumas que são da praxe neste tipo de trabalho, jamais teria acabado a tempo de seguirem viagem.
Mas lá se fizeram os dois à estrada, de roupa nova (ou melhor dizendo, de capas novas) para continuarem as suas aventuras e convivência mútua, no país do Tintin.

DE PATINHO FEIO A CISNE

6.6.14
Chegou cá a casa pela mão da minha cunhada.
Imaginem um banco igual a tantos outros, baixinho, meio coxo e com pelo menos 3 camadas de tinta de esmalte, uma delas dada sobre papel autocolante.
Lixar à mão revelou-se missão impossível. Valeu-me a lixadora elétrica, mas que não chegava aos cantos. Quando a madeira apareceu, nova decepção: um pinho sem graça. Foram uns meses a olhar para ele e a pensar seriamente em desistir e devolvê-lo no estado. Até que me bateu uma ideia brilhante: se o banco é tão comum e há uma série de técnicas que quero experimentar, é claro que ele vai me servir de cobaia. Se o desfecho for desastroso, pelo menos não se perde grande coisa.
E foi acontecendo: uma espécie de pintura dip-dye (imergir e tingir) nas pernas,  tecido colado nas travas (há que tempos que eu sonhava colar tecido em algum lugar e não tinha aonde!!), e um assento de patch aplicado no tampo.
O resultado foi uma coisa a puxar para o over, um tanto ou quanto folk e a lembrar o hippie. Mas será que posso dizer que o banquinho ficou com um estilo boho-chic? É que integrado nessa categoria, ele até ganha outra dimensão, percebem? Parece que cresce!

BANQUINHO RENOVADO

25.4.14
Não sei explicar o fenómeno, mas cada vez que entro numa casa devoluta, há um banco (ou mais) abandonado na cozinha. Vou levando-os para casa. São relativamente pequenos, jeitosos, cabem em qualquer sítio,  e sempre é uma maneira de treinar as minhas habilidades no quesito recuperação.

O MODESTO BANQUINHO

23.1.14
Lembram-se da minha colega de trabalho, a Cristina, que decidiu que ia ser ela a tratar de um banquinho rejeitado, que já estava há tempo demasiado no meu gabinete a pedir socorro, sem que eu lhe ligasse?
Pois surgiu a oportunidade de lhe retribuir a gentileza.

Já contei aqui, que por força da minha profissão, não poucas vezes, visito casas devolutas, para ajuizar que destino dar às mesmas.
Nessas incursões a casas vazias, geralmente encontro objetos deixados para trás, desde candeeiros de teto (muito comum), a moveis (mais raro, mas acontece) e sempre muitos itens de cozinha. 
Muitas dessas coisas guardo para (um dia, quem sabe) recuperar, outras sou obrigada a me desfazer, pois não tenho espaço para ficar com tudo.

Dessa vez, a Cristina veio comigo, e tomou-se de amores por um banco mais do que degradado que se encontrava na cozinha. Ainda tentei demovê-la: o banco não tinha qualquer pormenor que o diferenciasse e estava muito estragado, não valia sequer o esforço de o levar dali. Mas ela não me deu ouvidos, e o dito cujo sofreu o mesmo destino do outro banquinho e foi mofar, desta vez para o gabinete dela, à espera que alguém lhe desse atenção.
Abaixo, o estado deplorável do banco, e a cozinha onde o encontrámos.
Até que um belo dia, trouxe-o comigo e lancei mãos à obra: recuperei como pude o corpo do banco, pintei-o de uma cor de cereja e como o tampo estava irremediavelmente partido, pedi a um carpinteiro que reproduzisse outro igual e já agora, lhe desse uma laca amarela.

BANQUINHO DE ROUPA NOVA

15.10.13
Há já algum tempo que não publicava um clássico Antes e Depois. Daqueles que não fica muito por dizer, apenas mostrar as imagens.
A história deste pequeno banco eu já contei aqui. A seguir à publicação dessa postagem, ele continuou ainda uns bons meses no meu gabinete. Até que a Cristina, uma colega de escritório, um belo dia diz-me:  
" Levei o teu banquinho para casa. Vou tratar dele! "

E o banquinho voltou esta semana: de roupa nova, colorido e com berloques. Pronto para uma nova vida lá em casa, onde vai passear, perambular e flanar, até encontrar o seu lugar.



Gosto do fato de ser um banco tosco, executado numa madeira popular e cheia de nós, com pregos à vista e marcas do tempo.

BANCO MOCHO

22.7.13
Encontrei-o na minha rua há uns dias. Mais precisamente 3 prédios a seguir ao meu.
Saí cedo como sempre, para comprar o pão, e lá estava ele. No dia anterior tinha visto no mesmo sítio um pequeno monte de "monstros" (nome que se dá aos moveis e objetos pesados colocados na via pública para serem removidos pela Câmara) e claro que a minha curiosidade natural empurrou-me para lá. Mas o mocho, como se chamava popularmente a estes bancos de cozinha, só deve ter sido despejado na calçada, naquela manhã.
Estava feio, mas robusto e aparentemente saudável. Esqueci o pão, e trouxe-o comigo.
Na fase abaixo, eu já tinha usado decapante para livrá-lo da pintura velha. E a minha expectativa  era encontrar a madeira e conservá-la à vista. Mas doce ilusão! Por mais que eu lixasse e lixasse, sucessivas camadas de tinta teimavam em aparecer.Ainda pensei em alguma coisa shabby chic, um assumir do velho, mas  a verdade é que algumas partes da madeira não estavam bonitas. Desisti.

DOIS BANCOS RESGATADOS

31.1.13

Não,não se enganou e foi parar à página do Jornal de Negócios.
É que atualmente em Portugal (e arredores) no meio desta crise conjuntura algo conturbada que atravessamos, só de ouvir falar em bancos,pode ser traumático e levar-nos a imaginar coisas.
Mas bom, keep calm e continue a ler.
Refiro-me a bancos, banquinhos, banquetas.
Aqueles que servem para sentar e calçar os sapatos, alcançar objectos, apoiar ou simplesmente relaxar.
São práticos, compõem aquele canto sem graça, não ocupam espaço e ainda passeiam pela casa.

Os dois que se seguem, se não me falha a memória, foram deixados para trás num andar antigo de mais de 8 assoalhadas. Hoje, estão a levar uma segunda vida lá em casa.










Este não estava no programa, mas já agora, como me faltam as ideias para ele, aqui vai.
DESCRIÇÃO: Mini banquinho, que encontrei numa micro casa de 25m2(pasmem: com 4 assoalhadas + cozinha - casa de banho)que só poderia estar localizada numa rua de Lisboa com o sugestivo nome de Rua da Metade.
UTILIDADE: excelente para se arrumar gavetas baixas.
SITUAÇÃO ATUAL: no meu gabinete de trabalho, com a parte de cima partida, a olhar para mim, a implorar que eu me inspire. Sugestões, precisam-se, com urgência!!!

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