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VIDA NOVA PARA UM MÓVEL DE COZINHA #1

28.7.19
Tenho entre mãos um móvel de proporções avantajadas que saiu de uma velha e linda cozinha que, infelizmente, não existe mais. A senhora idosa que ali morava, deixou o apartamento, a casa foi vendida e quem a adquiriu transformou o espaço num local arrojado e moderno, despindo a cozinha de todo o seu charme original. Foi com tristeza, mas nada surpreendida, que vi as imagens num site de venda de casas: os móveis românticos e com pormenores talvez só perceptíveis a olhares mais sensíveis tinham dado a lugar a uma fila de caixotes lisos e lustrosos, uma pena...
Mas antes disso acontecer, e como já previa o desfecho, trouxe comigo o armário, tipo cómoda, anormalmente fundo e pesado, que lá se encontrava. A única foto que tenho dele no seu estado original é a seguinte:

MANTAS PARA CARRINHO COM BOLSA DE TRANSPORTE

28.6.19
Confesso que gosto desses títulos enormes, que atraem a atenção de quem entra no blog. Mas traduzido em miúdos, a expressão apenas quer dizer que fiz duas mantas pequeninas (mais ou menos de 60cm x 80cm), para serem usadas nos carrinhos de bébés, e que as ditas cujas podem ser cuidadosamente dobradas e colocadas dentro de uma bolsa para ajudar na hora de levá-las para a rua ou guardá-las no armário. Para uma graça extra, resolvi personalizá-las com nome e ano de nascimento das crianças. Como encontro-me num momento de mais absoluta falta de tempo, optei por blocos bem simples de patchwork e tecidos que tinha em casa. Para a Isabella, recortei uma peça com várias imagens e integrei-as noutros tecidos que se coordenavam, para o Martim, usei padrões variados e uma base neutra. O modelo para a bolsa tirei-o daqui, já não é a primeira vez que o faço e é um passo a passo super bem explicado que recomendo vivamente. A parte mais divertida do projeto foi justamente fazer as bolsas, sem plano antecipado, numa criatividade de improviso, usando o que sobrou, apenas sabendo que o tecido com o nome bordado teria que fazer parte.

ATREVA-SE A RECICLAR

4.5.19
Nunca menospreze uma peça sem graça que lhe venha parar às mãos. Pelo contrário, um móvel pequeno, comum, pintado sem nenhum cuidado e com tinta inapropriada pode vir a tornar-se o projeto ideal para começar e acabar num fim de semana e perder o medo de se lançar na reciclagem. Sem neuras, sem grandes responsabilidades, somente para manter mãos e mente ocupadas e descobrir que afinal até existe jeito e criatividade dentro de si. Não exija muito de si própria, não precisa lixar até à exaustão, nem deixar a peça imaculada, nem tão pouco necessita ter dotes de desenho à mão livre. Eu não tenho e socorro-me do decalque, do stencil, découpage, papel autocolante, entre outras técnicas. Enfim, a reciclagem é uma arte democrática em que vale tudo, basta ter ânimo, determinação e um certo atrevimento. O resto vem com a prática!

FABRIC CARROTS

7.4.19
Um post rápido e simples com um projeto mais do que rápido e simples, só para mostrar que a apenas 2 semanas da Páscoa, ainda dá tempo, sim, de preparar uma mesa alegre, temática e sem gastar muito. É só reunir uns retalhos que tenha em casa (neste caso usei tecidos cor de laranja, mas não, cenouras não precisam ser dessa cor) arranjar umas argolas para guardanapos e seguir este tutorial. Acrescentar ou alterar é opcional: usei ráfia em vez de pano verde para as folhas, e "fechei" a cenoura com um pequeno botão. Depois é só escolher uns pratos alegres, um coelho aqui, outro acolá, flores et...voilá.

BUNNY BAGS

20.3.19
Há já algum tempo (leia-se anos) que eu queria fazer uns saquinhos em forma de coelho para a Páscoa, mas nunca consegui me organizar. A quadra chegava e eu via-me de repente sem tempo hábil para nada. Até que este ano obriguei-me a pensar na Páscoa com antecedência. Pesquisei bastantes templates, cheguei a fazer alguns protótipos e concluí que este tutorial, de execução bastante simples, poderia resultar em treat bags divertidas para oferecer a miúdos e, porque não, a alguns graúdos. A parte boa foi a possibilidade de utilizar retalhos que andavam por aí encalhados nas caixas. E a parte melhor ainda é poder colocar no ar estas imagens cheias de cor, hoje, dia em que no hemisfério norte dá-se a chegada da primavera, evento sempre muito celebrado pois marca o fim do inverno, o início dos dias longos e soalheiros e o renascimento da natureza!

UMA "SEW TOGETHER BAG" EM PRETO E BRANCO

9.3.19
Não sei se também vos acontece, mas é frequente eu fazer alguma peça para os outros, achar que também quero igual e que mais tarde tratarei disso, mas outros projetos passam à frente e acabo sempre sem fazer para mim. Isso aconteceu entre outras coisas com a sew together bag que sorteei aqui no blog em Dezembro. Achei que a malinha, cheia de compartimentos e bolsos seria ideal para eu transportar o vasto material indispensável às aulas de patchwork. Só que o tempo foi passando, e a ideia, obviamente, ficando para trás. Finalmente arranjei coragem (ou tempo, sei lá) e muito a medo, desafiei-me, saindo da minha zona de conforto. Sim, isso sempre sucede quando resolvo abandonar o colorido e optar por branco, pretos, cinzentos e afins. É inacreditável como me sinto completamente à vontade a conjugar cores, mas muito temerosa ao combinar tons neutros ou básicos. O meu receio é cair na monotonia e produzir algo desestimulante e que não me arranque um sorriso. Como não sou de ferro, lá pelo meio dos incontáveis padrões a preto e branco que lotavam as minhas caixas, descobri um com fundo escuro e alguma cor e resolvi integra-lo discretamente no projeto. E como eu era a minha própria cliente ainda personalizei mais a peça incluindo uma pequena mas útil almofada para alfinetes. Gostei do resultado e já estreei a minha sew together bag pessoal e intransmissível na aula de hoje. Fiquei orgulhosa, claro, senti-me uma pro dos retalhos com todo o material necessário arrumado e organizado!

ANTES E DEPOIS DO MÓVEL ESQUECIDO NA DESPENSA

23.2.19
Tudo começou com um whatsapp de uma amiga de quase 30 anos: "vou te enviar a foto de um móvel em mau estado, diz-me se tem salvação", dizia a mensagem. Olhei a imagem que me mostrava o ecrã do telemóvel e reconheci o pequeno móvel que sempre vi em casa dela, primeiro ainda com alguma dignidade, na sala, e mais tarde, na despensa da cozinha onde servia de apoio e de abrigo a tudo e mais alguma coisa que não tivesse poiso certo ou serventia. E eu que até estava na oficina de restauros que frequento uma vez por semana, portanto, altamente imbuída do espírito de renovação, digo-lhe prontamente que sim, que deixe nas minhas mãos, que a peça tem solução. Só não contava é que as mazelas fossem tantas: porta empenada, pés parcialmente comidos pelo bicho que tornavam o móvel claudicante, interiores forrados a papel para encobrir manchas indeléveis, tampo separado em dois. Não consegui dar um jeito a tudo: a porta e o tampo continuaram com os seus defeitos (que eu prefiro chamar de feitios) mas consegui estabilizar o móvel serrando uns pés e acrescentando outros e os interiores, bem, os interiores tornaram-se o efeito surpresa. Um regalo para a vista de quem abre a gaveta ou as portas e, inesperadamente, recebe uma lufada de ar fresco. Fiquei entretanto a saber que, depois de ter pertencido à sala e posteriormente ter ido parar aos cafundós da despensa, ele ganhou novamente as atenções da dona e assumiu recentemente funções de mesinha de cabeceira.

AVENTAIS PARA PEQUENOS CHEFES

12.2.19
Se há coisa que gosto de costurar para dar de presente a crianças, são aventais. Lembro-me que os meus filhos, quando pequenos, adoravam "ajudar" na cozinha, empoleirados num banquinho para chegarem à bancada, e eu, que tinha outra idade e paciência, fazia sessões de bolos e bolachas, que sujavam todo o recinto mas nos proporcionavam momentos bem passados. Essas lembranças fazem-me crer que um avental além de uma prenda divertida, pode ainda estimular a criança a participar em pequenas tarefas em casa. Espero um dia destes ter calma para conseguir fazer um kit completo: bata, luva térmica e acessórios lúdicos a condizer. Ainda não foi desta, mas já fiz uma nota mental para, da próxima vez que eu me deparar em lojas, com forminhas, espátulas, colheres, batedor de ovos, tudo em ponto pequeno, comprar e aguardar até ao próximo avental! Desta vez, o tempo urgiu e apenas deu para eu usar um modelo de bata simples, que encontrei aqui, e fazer uma versão feminina e outra masculina, que não sendo iguais, se complementassem de alguma forma. Usei a imaginação, muitos retalhos disponíveis e espero ter feito os mini chefes duplamente felizes, pois os aventais são dois em um, ou melhor, dupla face.

TIE DYE QUE NÃO DEU CERTO E OUTROS PRESENTES (DE NATAL)

6.1.19
Neste último Natal tinha dois grandes objetivos: não colocar os pés num shopping center e fazer camisolas tie dye para as crianças da família. A primeira intenção foi superada com sucesso, mas da segunda, já não posso dizer o mesmo. Apesar de ter comprado o material atempadamente, ter assistido mil e um vídeos no Youtube e ter seguido à risca as instruções do fabricante, as tshirts brancas não saíram da panela manchadas, como era suposto, mas completamente unicolor e sem graça, como se tivessem sido compradas numa qualquer loja da esquina. E, creiam, torci-as e amarrei-as com força e determinação antes de as mergulhar na tintura. Desiludida e sem ideias, foi quando dei de caras, no Instagram da Malú com suas artes de Natal feitas com o típico Christmas Truck aplicado. Pedi-lhe ajuda e a Malú manda-me uma foto do desenho à mão livre, feito por ela, de um carrinho com a árvore de Natal carregada no tejadilho. Maravilha de laços e generosas partilhas que fazemos por essa internet afora! O passo seguinte foi ampliar a foto, transferir e aplicar nas desenxabidas camisolas, dando-lhes um ar cómico que muito agradou as presenteadas. Quanto à minha recusa de não entrar num centro comercial entupido de gente, é óbvio que a alternativa foi comprar tudo online. Nas minhas navegações por aí, descobri a marca Holandesa Kitch Kitchen, colorida e original como gosto, e corri a família, eles e elas, mais jovens ou não tão jovens, a vasos, plantas e flores. Diga-se de passagem que a parte masculina ficou surpreendida, habituada que está a receber itens que se convencionou serem os ideais para homens (camisas, cintos, garrafas de vinho..) mas recebeu de bom grado uma suculenta para cuidar e até procurou informar-se: frequência de rega, sol ou sombra, dentro de casa ou exterior. Outra coisa da qual fiquei proud of myself neste Natal, foi de não ter contribuído para o lixo que se amontoa junto aos eco pontos nos dias que se seguem às festas: nada foi embrulhado! Achei que as prendas tinham estética mais que suficiente para bastarem-se a si próprias.


CENTRO DE MESA DE NATAL LÚDICO (e comestível)

11.12.18
O Natal chega a minha casa mais tarde do que na casa dos outros. Já se foi o tempo em que os filhos eram pequenos e eu enfeitava tudo mal Dezembro surgia. Eles ajudavam e adoravam todo o aparato de luzes e brilhos. Hoje em dia vou deixando para depois enquanto colho inspirações pelo comércio, exercito a criatividade e a verdade é que antes do dia 20 nada aparece montado. Quando eles eram crianças eu tinha também muitas decorações voltadas para o universo infantil e na maior parte das vezes, o Natal acabava por ter um cunho muito lúdico. Com o passar dos anos, com os pequenos já crescidos, até isso deixou de fazer sentido, só insisti mesmo foi em continuar a fugir do verde e vermelho da praxe e a investir no meu próprio colorido, pois essa é a minha natureza e tradições nunca foram o meu forte. Só que este ano, embora esteja a pensar fazer uma árvore e uma mesa rústicas, deu-me muita vontade de voltar a praticar o meu lado criança, que apesar da minha idade, preservo com muito orgulho e sem nenhum complexo: montei um centro de mesa em que as árvores são feitas de gomas, smarties fazem as vezes de bolas e estão colados com uma mistura de açúcar de pasteleiro e água, a montanha é um bolo de iogurte coberto de pasta de açúcar, os troncos misturam-se com frutos cristalizados e mashmellows e a neve não é mais do que coco ralado. Diverti-me a valer enquanto montava o cenário, iluminava a casinha, dispunha o personagem e procurava acessórios. E aqui fica a inspiração: para quem tem crianças em casa ou apenas preza o seu lado pueril tanto quanto eu!

DE SECRETÁRIA.......A MESA DE COZINHA

24.11.18
Bem, digo eu que era uma secretária, ou pelo menos, usado como tal, já que o móvel foi encontrado na esquina de casa, e tirei essa conclusão pelos indícios que descobri nas gavetas: papéis rabiscados, canetas velhas, clips...A primeira ação a tomar foi mandar a mesa para o expurgo pois eram às centenas os buracos feitos por bicho da madeira e eu tive medo que eles ainda estivessem ativos. E a minha segunda decisão, arrependi-me a uma certa altura, mas como já não havia nada a fazer, assumi: vi-me livre do tampo de madeira. As razões que me levaram a arrancar o tampo original não eram de peso, diria mesmo que foram caprichos pessoais: não estava com paciência alguma para tapar mais buracos de térmitas e o móvel pesava toneladas de cada vez que precisava colocá-lo na bancada de trabalho. Como também já tinha em mente transformá-lo num móvel de cozinha, achei que um tampo em pedra seria mais apropriado. As restantes resoluções para a outrora secretária apareceram naturalmente: duas cores para lhe dar um ar mais jovial, gavetas forradas e parte das ferragens aproveitadas. As imagens que vão ver a seguir foram tiradas na copa lá de casa, enquanto não surge a cozinha que deve andar por aí só à espera de receber este móvel, e ilustram a forma como consigo visualizá-lo: encostado à parede servindo de apoio a uma cozinha farta, ou no meio do ambiente fazendo vezes de pequena mesa de refeições. No entretanto, está no canto da sala de casa, sim, aquele mesmo que já foi amplamente visto por aqui, onde costumam ficar em espera os móveis que cruzam o meu caminho.

BEADED LAMPSHADE

9.11.18
Desde que vi a luminária de missangas da Regina que não me saiu da cabeça a ideia de fazer uma parecida. Afinal, material havia em casa, e em abundância: um candeeiro já mais do que usado e a precisar de um up e caixas e caixas de missangas e contas que já estiveram a um passo de irem parar ao lixo. Quando as minhas filhas eram crianças "fundaram" em sociedade com os primos uma empresa de bijuterias, fabricavam toda a sorte de bujigangas que vendiam na escola às amigas. Desta fase empreendedora da vida delas sobraram aqui por casa milhares de miudezas dos mais diversos formatos, cores e tamanhos e de materiais distintos como madeira, vidro, plástico ou massa. Com calma e paciência, foi a oportunidade única de usar boa parte do acervo da extinta firma e ainda dar cara nova ao candeeiro já caído em descrédito. Só não me foi possível aproveitar o abajur antigo pois a sua estrutura não me permitia esticar os fios de modo a dispor as missangas. Mas de resto, o candeeiro em si, levou duas cores de tinta em spray (o amarelo para dar a ilusão de que a lâmpada está sempre acesa) e o velho cabo branco saiu para dar lugar a um mais atual, coberto em tecido, enquanto as contas foram enfiadas completamente ao acaso sem que eu ligasse a harmonia ou combinações. De brinde, vai, no final do post, um simplicíssimo tutorial para quem quiser se habilitar a montar um Beaded lampshade!

BRIDE AND GROOM PADDINGTON BEARS

30.9.18
A minha sobrinha chegou-me esta semana, de surpresa, com dois porta chaves do ursinho Paddington. O Paddington Bear, para quem não sabe, é um personagem clássico da literatura infantil do Reino Unido, e as histórias contam as aventuras de um urso que nasceu no Peru e foi adotado por uma família em Londres. Mas dizia eu que a sobrinha, que mora em Londres e veio a Lisboa especialmente para o casamento de um amigo de infância luso-britânico, aparece-me com os ursinhos e pede-me ajuda: precisava, a pedido dos noivos, transformar os dois bonecos em noivinhos para enfeitarem o topo do bolo de casamento. Seria uma homenagem ao lado inglês do noivo e também um desejo da noiva, grande fã do personagem. A princípio fiquei meia apreensiva, pois entendi que a sobrinha queria que eu confeccionasse uns fatos especiais para os bonecos, que de tão pequenos cabiam na palma da mão. Mas quando trocámos ideias, chegámos à conclusão que não havia razão para descaracterizar o Paddington que tem como imagem de marca o chapéu vermelho e a canadiana azul. Sem estas roupas ele tornar-se-ia um Teddy Bear anónimo e comum. Pensámos que se um dia o ursinho se fosse casar, apenas adicionaria ao seu típico traje bicolor um acessório de gala e que a escolha certa seria um bow-tie com algum brilho. Já para a noiva, o investimento foi maior: conservámos o casaco azul mas o chapéu foi substituído pelo tradicional véu (foi uma boa surpresa descobrir, quando descosi o chapéu, que o boneco tinha orelhas!), flores do campo na "mão" e de repente tínhamos à nossa frente uma ursinha feminina mas que ainda assim, remetia ao Paddington. Foi uma brincadeira engraçada, que deixo aqui à guisa de inspiração, pois nunca me teria passado pela cabeça transformar um personagem do imaginário infantil em bonecos de topo de bolo. Soube, que apesar da abordagem e do projeto simples, os noivos emocionaram-se e foi isso que me deixou mais feliz.

ARMÁRIO DE COZINHA

29.7.18
A minha presença pouco assídua aqui no blog tem sido por motivos de trabalhos grandes, que têm ocupado todo o meu tempo livre. Estou a intervir num apartamento dos anos 50 e alguns dos móveis que vão para a cozinha e as casas de banho, tenho estado eu própria a recuperá-los. São trabalhos que além de morosos, dependem dos canalizadores, eletricistas, colocadores de espelhos, entre outros para que os ambientes fiquem completos e eu possa mostrá-los. Obras de recuperação são mais lentas que fazer tudo novo (e consideravelmente mais caras também): há muitas condicionantes e surgem decisões que devem ser tomadas para modernizar a casa sem, no entanto, despojá-la das suas características originais. Nem sempre é fácil, mas para mim, é nesse equilíbrio entre o que fica e o que infelizmente deve partir, que reside o desafio. O móvel da vez, é um dos armário da cozinha. O único que ficou, pois os outros, além de estarem em bastante mau estado, seria difícil integra-los aos eletrodomésticos atuais. O móvel é grande, pesado, e para trocá-lo de posição enquanto o despia das camadas de tinta, era preciso chamar reforços. Foram muitos finais de tarde e fins de semana (mais do que aqueles que eu poderia supor) de volta dele mas eu acho que valeu a pena. Ainda falta colocar a rede de galinheiro nas portas, pendurá-lo no devido lugar e vir mostrar-vos o antes e depois da cozinha, um projeto que tem sido muito interessante para mim, pois alguns elementos foram mantidos (como este móvel) mas trocaram de lugar e para isso tiveram necessidade de ser adaptados e outros, como o lava loiças, pura e simplesmente não existiam e foi preciso procurar até encontrar um da época. Um verdadeiro quebra-cabeças que espero completar em breve!

ARMÁRIO RÚSTICO #3

28.6.18
Eu tinha prometido mostrar-vos o móvel quando ele estivesse completo e colocado na parede. Levou o seu tempo, mas aqui está ele. Sim, trata-se do guarda comida que apareceu aqui ainda num estado bastante primário e a seguir mostrei-o terminado mas ainda não no seu lugar definitivo. Finalmente, consegui pendura-lo na parede, e tal como tinha planeado, acrescentei-lhe umas poleias trabalhadas na base, que a meu ver lhe conferiram um certo acabamento, além de serem úteis pois ajudam a suportar o peso do móvel quando este estiver carregado. A parede em questão fica na marquise de uma cozinha e a minha aposta é que, quem for habitar esta casa, provavelmente colocará por baixo deste móvel suspenso, uma mesa para as refeições ou, quem sabe, um aparador. São meras hipóteses que coloco, pois o meu papel, na remodelação de casas antigas, apenas passa pela cozinha e casas de banho. Não decoro nem mobilo e a maior parte das vezes nem sequer chego a ver as casas ocupadas, o que considero uma pena pois com certeza seria interessante para mim, descobrir se quem se instalou no espaço, seguiu o mesmo fio de pensamento que eu ou pelo contrário, veio com uma ideia completamente diferente! Nas fotos, vão notar que o piso e o rodapé são os originais da casa, apenas foram limpos e polidos. Assim como a janela de madeira que ilumina uma das casas de banho do apartamento. Não tenho o "antes" dela, mas foi retirada a tinta velha deixando a madeira à vista e os vidros antigos, preservados. Com tempo ainda quero mostrar-vos as casas de banho que apesar de totalmente refeitas, conservaram características interessantes, assim como a cozinha, um verdadeiro desafio que ainda não acabou: tenho no momento entre mãos a recuperação do único móvel que existia naquele espaço, é  enorme e tem me dado água pela barba!

TOUCADOR IMPROVISADO

22.4.18
A vida aqui no blog tem andado muito slow, mas lá fora, a coisa está agitada. Deveria mesmo dizer, frenética. São as obras em casa, que coincidem com uma fase de compromissos profissionais intensa, tudo isto somado às atividades extra curriculares (hobbies) que teimo em não abandonar e à minha mania de ser eu própria a fazer tudo. No meio de toda essa azáfama, o quarto das filhas começa a desenhar-se, com algumas coisas prontas, outras em fase de acabamento, e outras ainda em estudo, como gravuras e fotos que se encontram pregadas às paredes com fita crepe. Se há coisa que me tira do sério em decoração, é deparar com aparelhos de ar condicionado e radiadores murais, males necessários num país que tem as 4 estações. E o quarto das minhas filhas tem ambos, e tudo numa mesma parede. Quanto ao ar condicionado, não há nada a fazer, é pura e simplesmente ignora-lo. Mas o aquecedor fica ao nível dos olhos e ocupa espaço útil, não há como não assumi-lo. E foi nessa tentativa de integra-lo ao ambiente que surgiu uma espécie de penteadeira, usando quase tudo que trago das minhas viagens e estoco. Sim, quando viajo, há certos itens que geralmente vêm nas malas, entre eles, puxadores, cabides de parede e luminárias (não falemos em pratos). Guardo, e espero que a ocasião de usá-los se apresente. E acreditem, a oportunidade, pode levar anos, mas chega. Os únicos objetos que comprei de propósito para fazer este toucador improvisado, foram o espelho e a prateleira. Uma prateleira comum, de qualidade bastante duvidosa até, que forrei com publicidades de cremes, batons e lingerie, tiradas de uma revista de moda de 1954. Enquanto o resto não se compõe, deixo-vos aqui um pequeno spoiler do quarto. Outros, seguirão.


ARMÁRIO RÚSTICO #2

25.3.18
Três semanas depois, em meio à azáfama das obras no quarto das filhas, que virou a casa e a minha vida de cabeça para baixo (justificativa para a minha ausência no blog), parece que o armário ficou pronto. Parece, porque olhando bem, haveria lugar para mais uma lixadela aqui ou um polimento ali. Mas chega a uma altura em que é preciso aceitar a beleza da imperfeição e assumir que a peça está acabada. E para mim, o guarda comida ganhou nova vida. Continua com ares de moço simples, com a sua lateral feita de restos de madeiras toscas e a cimalha interrompida, mas ganhou um fundo de propagandas recortadas de revistas antigas e agora apenas espera que a parede que o irá receber fique pronta. Para quem perdeu o primeiro episódio da transformação deste móvel, sugiro que leia aqui enquanto aguarda pacientemente pela 3ª e última parte.... (entretanto, 3ª e última parte aqui)

ARMÁRIO RÚSTICO #1

4.3.18
Desde que caí de amores por um móvel rústico, que estava pregado a um canto de uma assoalhada de um velho andar, que não tenho sossego. Os meus fins de semana têm sido passados na sua companhia e a tarefa ingrata de lixar, lixar e lixar sem fim à vista, por vezes me faz pensar se estarei no bom caminho. Mas enfim, não sou pessoa de desistir fácil, e enquanto como o pó da lixa, desconfio que me está a aparecer uma madeira cheia de nós, certo, mas que promete não me decepcionar. O móvel em causa é na verdade um guarda comida, muito simples, com as típicas telas nas portas para deixar respirar os alimentos, ferragens rudimentares, cimalha e uma das laterais inacabadas na parte que encostava à parede e, sem fundo. Ou seja, um móvel de execução grosseira, desprovido de ornamentos e com acabamentos descuidados, mas que na minha cabeça já está transformado: vou assumir a madeira e as imperfeições, colocar-lhe um fundo forrado de propagandas de revistas antigas e acrescentar-lhe na base, poleias em ferro trabalhado. Mas neste momento ele está assim, ó: ferragens e telas desmontadas, partes decapadas e outras em progresso. Faço duas promessas: que ele vai ficar lindo e que eu venho mostrar a evolução.
Nota: veja aqui o móvel acabado.

PÉ DE MÁQUINA DE COSTURA

19.2.18
A minha existência tem sido tudo, menos glamourosa, desde que estou a intervir numa casa em que alguns móveis estão a ser recuperados por mim. Como durante a semana a vida passa-se no escritório, e só me dedico aos móveis nos tempos livres, isto quer dizer que os momentos de ócio são raros e que os assuntos no blog andam menos variados, centrando-se essencialmente nos "antes e depois" das peças que tenho em mãos. Sorry, prometo que é só uma fase e que a programação eclética há-de retornar!
A peça da vez é um pé de máquina de costura. Lembro-me que foi um amigo nosso que nos deu, tínhamos nós acabado de casar. A mãe deste amigo havia tirado a máquina da base, para mandar eletrificar, ele sabia que eu apreciava coisas velhas e um dia apareceu lá em casa com o pé. Por uns tempos ainda serviu como mesa lateral do sofá mas rapidamente acabou na arrecadação e lá ficou por mais de 20 anos. Agora, nas obras deste apartamento, precisei de mais um móvel que servisse de bancada de casa de banho (no outro banheiro da casa usei o móvel de stencil) e lembrei-me do pé que, por uma coincidência incrível descobri ter exatamente as medidas que eu precisava: era suficientemente estreito para caber entre o vão da porta e a parede em que encosta e o seu comprimento, perfeito para não atrofiar o espaço da sanita. O que fiz no pé não vai arrancar de quem o vê um UAU enorme e super expressivo, pois apesar de eu gostar de transformar radicalmente, existem peças que apenas pedem limpeza. E acho que esta era uma delas. Pesquisei bastante no pinterest e instagram, pés deste tipo (com "pernas" em madeira e pedal de ferro), repaginados, mas francamente, as imagens que encontrei não me agradaram. Pintar apenas por pintar, para dizer que agora o pé ficou colorido e alternativo, não me diz nada. Optei então por tirar o verniz escuro e deixar a madeira no seu tom mel. No pedal em ferro, fiz o mesmo: palha de aço fina, deixar a cor de ferrugem à vista e cera no acabamento. Ainda não está terminado, falta a pedra mármore no tampo, falta o lavatório e falta o mais importante: assumir as suas novas funções!

BANQUINHO COM POMPONS DE FELTRO

10.2.18
A história deste banquinho é a seguinte: via várias vezes a senhora que limpa o prédio onde moro, periclitantemente equilibrada em cima do dito cujo, a polir as pedras das colunas que ficam na entrada. Um dia propus-lhe um negócio: eu arranjava-lhe um escadote em condições e ela, em troca, dava-me a banqueta. A resposta veio imediata: que se fizesse a permuta rapidamente, pois ela era pessoa baixinha, o banco curto, e estava mais do que evidente a dificuldade que tinha em aceder a cantos altos. E foi assim que eu ganhei um banco velho e sujo, e ela, um escadote novo e reluzente. A meu ver, troca mais do que justa! Depois seguiu-se a fase da ansiedade: lixar a tinta antiga para enfim descobrir as virtudes e os defeitos do banco. A coisa boa foi a sua estrutura, que se revelou robusta e bonita. A notícia má veio com a descoberta de um tampo minado pelo caminho dos bichos. Umas bases para pratos quentes, feitas em pompons de feltro, e que eu utilizava bem pouco em casa, foi a solução que encontrei para transformar o tampo agonizante num assento colorido e confortável. Desfiz as bases e colei uma a uma as bolas. A princípio julguei que a minha ideia iria resultar num banco frágil, quase só para enfeite, em que com o sentar, pompons se iriam soltar a pouco e pouco. Mas não, com doses generosas de cola de contato e os pompons bem chegados uns aos outros, obtive um "maciço" sólido e um banquinho de arrancar sorrisos!

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