TROCA DE CASA

20.5.18
A cerimónia de final de curso da filha que estuda nos EUA obrigou-nos a nova travessia do Atlântico. Numa cidade pequena, onde a grande maioria dos habitantes são estudantes (relembre aqui), em semana de graduation, os hotéis esgotam e os preços das diárias disparam. Foi em meio a essa dificuldade de encontrar um local para ficar que veio a proposta: Mary Ann, uma senhora aposentada do departamento de atletas da universidade quer conhecer Portugal e sugere uma troca de casa. A chamada home swap: combinamos as mesmas datas para as respetivas estadias e instalamo-nos. Ela em nossa casa, nós, na dela. E foi assim que, de repente, vi-me acomodada numa casa de campo nos arredores de Columbia, enquanto ela, hospedava-se no nosso apartamento no centro de Lisboa. "This will be fun for both of us" disse-nos ela. E foi. Mary Ann esqueceu o carro e galgou Lisboa toda a pé. Nós, longe de tudo, usávamos o seu truck para nos deslocarmos. E a casa? a casa representava totalmente a personalidade da dona, repleta de objetos rústicos e memórias de alguém que tinha sido criada numa farm e que se define como uma country girl.  Com uma planta tipicamente Americana, que integra cozinha, sala de jantar e estar e que se abre a um porch rodeado de verde, os nossos vizinhos mais próximos eram bois, vacas, cavalos, esquilos, coelhos, veados, pássaros, rãs e demais espécies que não consegui identificar. Impossível descrever aqui a cacofonia que faziam à noite e o agradável que era adormecer com esta trilha sonora. Uma experiência única, enriquecedora e inesquecível !

ANTES E DEPOIS DO SOFÁ

11.5.18
Eu tinha guardado o sofá para um dia colocá-lo na sala, quando fosse feita a reforma que anda a ser adiada há anos, mas acabou no quarto das filhas, visto o "programa" delas pedir um local para chill out. O "programa" também me deixava liberdade para um, e somente um, elemento de cor no ambiente, e foi no sofá que me realizei. Relativamente pequeno e com umas orelhas que lhe conferem um certo charme, a ideia foi dar-lhe aquele twist que lhe permitisse passar do clássico ao contemporâneo. E nem os pés, que são novos pois os antigos tinham sido comidos pelo bicho, escaparam. Falta pouco para a reforma chegar ao fim: umas colchas lindas feitas pelas mãos de alguém que muitos de vocês conhecem e acompanham, estão quase prontas. E, apesar das miúdas já não precisarem de uma zona de estudo, desenhei e mandei fazer uma bancada estreita, da cor da parede, de linhas simples e que contempla uma pequena área para a pessoa sentar e escrever ou consultar o portátil. Está quase, vamos segurar um pouco mais a ansiedade!

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