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TOALHA DE VERÃO

31.8.19
O verão este ano foi particularmente agitado com a preparação do casamento da sobrinha, evento de peso que trouxe a Lisboa grande parte da nossa família do Brasil, além dos convidados dos noivos, provenientes do Reino Unido, Austrália, Egipto...Enfim, foi como se de repente todos os caminhos viessem dar a Lisboa, com toda a logística e responsabilidade que acarreta receber tantas pessoas de fora. A família chegada foi chamada a colaborar para levar a bom porto a festa e, claro, diminuir a ansiedade e nervosismo não da noiva, mas da minha irmã. Tudo isto para explicar que os dias de ócio foram corridos, mas intensos, e que pelo meio, ainda deu para comprar tecidos floridos, juntá-los em tiras e fazer uma toalha que me permitisse sonhar que estava tudo calmo, descontraído, e o final das férias marcariam não o início da maratona de comemorações do enlace mas o retorno às rotinas. Mais desta casa de férias, podem recordar aqui e aqui. É um local que me abraça, enche-me de boas energias e que mimo com muito carinho.


MANTAS PARA CARRINHO COM BOLSA DE TRANSPORTE

28.6.19
Confesso que gosto desses títulos enormes, que atraem a atenção de quem entra no blog. Mas traduzido em miúdos, a expressão apenas quer dizer que fiz duas mantas pequeninas (mais ou menos de 60cm x 80cm), para serem usadas nos carrinhos de bébés, e que as ditas cujas podem ser cuidadosamente dobradas e colocadas dentro de uma bolsa para ajudar na hora de levá-las para a rua ou guardá-las no armário. Para uma graça extra, resolvi personalizá-las com nome e ano de nascimento das crianças. Como encontro-me num momento de mais absoluta falta de tempo, optei por blocos bem simples de patchwork e tecidos que tinha em casa. Para a Isabella, recortei uma peça com várias imagens e integrei-as noutros tecidos que se coordenavam, para o Martim, usei padrões variados e uma base neutra. O modelo para a bolsa tirei-o daqui, já não é a primeira vez que o faço e é um passo a passo super bem explicado que recomendo vivamente. A parte mais divertida do projeto foi justamente fazer as bolsas, sem plano antecipado, numa criatividade de improviso, usando o que sobrou, apenas sabendo que o tecido com o nome bordado teria que fazer parte.

BUNNY BAGS

20.3.19
Há já algum tempo (leia-se anos) que eu queria fazer uns saquinhos em forma de coelho para a Páscoa, mas nunca consegui me organizar. A quadra chegava e eu via-me de repente sem tempo hábil para nada. Até que este ano obriguei-me a pensar na Páscoa com antecedência. Pesquisei bastantes templates, cheguei a fazer alguns protótipos e concluí que este tutorial, de execução bastante simples, poderia resultar em treat bags divertidas para oferecer a miúdos e, porque não, a alguns graúdos. A parte boa foi a possibilidade de utilizar retalhos que andavam por aí encalhados nas caixas. E a parte melhor ainda é poder colocar no ar estas imagens cheias de cor, hoje, dia em que no hemisfério norte dá-se a chegada da primavera, evento sempre muito celebrado pois marca o fim do inverno, o início dos dias longos e soalheiros e o renascimento da natureza!

UMA "SEW TOGETHER BAG" EM PRETO E BRANCO

9.3.19
Não sei se também vos acontece, mas é frequente eu fazer alguma peça para os outros, achar que também quero igual e que mais tarde tratarei disso, mas outros projetos passam à frente e acabo sempre sem fazer para mim. Isso aconteceu entre outras coisas com a sew together bag que sorteei aqui no blog em Dezembro. Achei que a malinha, cheia de compartimentos e bolsos seria ideal para eu transportar o vasto material indispensável às aulas de patchwork. Só que o tempo foi passando, e a ideia, obviamente, ficando para trás. Finalmente arranjei coragem (ou tempo, sei lá) e muito a medo, desafiei-me, saindo da minha zona de conforto. Sim, isso sempre sucede quando resolvo abandonar o colorido e optar por branco, pretos, cinzentos e afins. É inacreditável como me sinto completamente à vontade a conjugar cores, mas muito temerosa ao combinar tons neutros ou básicos. O meu receio é cair na monotonia e produzir algo desestimulante e que não me arranque um sorriso. Como não sou de ferro, lá pelo meio dos incontáveis padrões a preto e branco que lotavam as minhas caixas, descobri um com fundo escuro e alguma cor e resolvi integra-lo discretamente no projeto. E como eu era a minha própria cliente ainda personalizei mais a peça incluindo uma pequena mas útil almofada para alfinetes. Gostei do resultado e já estreei a minha sew together bag pessoal e intransmissível na aula de hoje. Fiquei orgulhosa, claro, senti-me uma pro dos retalhos com todo o material necessário arrumado e organizado!

AVENTAIS PARA PEQUENOS CHEFES

12.2.19
Se há coisa que gosto de costurar para dar de presente a crianças, são aventais. Lembro-me que os meus filhos, quando pequenos, adoravam "ajudar" na cozinha, empoleirados num banquinho para chegarem à bancada, e eu, que tinha outra idade e paciência, fazia sessões de bolos e bolachas, que sujavam todo o recinto mas nos proporcionavam momentos bem passados. Essas lembranças fazem-me crer que um avental além de uma prenda divertida, pode ainda estimular a criança a participar em pequenas tarefas em casa. Espero um dia destes ter calma para conseguir fazer um kit completo: bata, luva térmica e acessórios lúdicos a condizer. Ainda não foi desta, mas já fiz uma nota mental para, da próxima vez que eu me deparar em lojas, com forminhas, espátulas, colheres, batedor de ovos, tudo em ponto pequeno, comprar e aguardar até ao próximo avental! Desta vez, o tempo urgiu e apenas deu para eu usar um modelo de bata simples, que encontrei aqui, e fazer uma versão feminina e outra masculina, que não sendo iguais, se complementassem de alguma forma. Usei a imaginação, muitos retalhos disponíveis e espero ter feito os mini chefes duplamente felizes, pois os aventais são dois em um, ou melhor, dupla face.

PRESENTES À MEDIDA DE CADA UM

5.1.18
Eu sou uma chata quando se trata de dar e receber presentes: assim como não me agrada que me despachem com algo que nada tenha a ver comigo, também não gosto de oferecer qualquer coisa.  Como a maioria das pessoas, fujo da corrida aos centros comerciais na época do Natal, mas para evitar os shoppings, sou obrigada a puxar pela criatividade para arranjar prendas com as quais as pessoas se identifiquem ou se surpreendam. Este ano, dois itens fizeram especial sucesso entre os presenteados, e por se tratarem de peças e "momentos" relativamente fáceis e acessíveis de serem concretizados, achei que partilhar aqui poderia vos servir de inspiração quando a oportunidade de oferecer se apresentar ao longo do ano e vos faltar a imaginação. A ala das crianças da família foi corrida a aventais e os sobrinhos adultos, levaram cada um, um "vale brunch". Eu explico: fiz batas dupla face, coloridas e algo lúdicas para as meninas e um avental de pequeno chef para o menino. Se me tivesse sobrado mais tempo, teria juntado a estas peças elementos tais como colheres de pau ou formas de bolachas, para que os pequenos se sentissem incentivados a ir para a cozinha, meter as mãos na massa e divertirem-se. Mas tal nem foi preciso, pois os miúdos assim que desembrulharam os presentes, já se paramentaram com os aventais e não mais os tiraram. O fato de terem dois lados, também os deixou numa dúvida cruel. Foi engraçado de assistir. Quanto aos sobrinhos mais velhos, já na casa dos 20 e poucos, ao se depararem com os vales brunch, ficaram um pouco confusos, mas eu logo apressei-me a explicar: que eles agendassem uma data onde pudessem estar todos, num local aprazível, previamente definido por mim. O resto, seria por minha (nossa) conta. Decidimos logo ali o dia e hora em que nos encontraríamos, e isto, não parece, mas é importante, porque se deixarmos para combinar noutra ocasião, o "vale" acaba por cair no esquecimento e perde a graça. Uma semana depois, lá estávamos todos, junto ao rio, num sábado, a meio da manhã. Nós lá de casa chegámos com os cestos de piquenique carregados. No menu, café, sumo de laranja natural, bolo de limão, iogurte com dois tipos de granola, panquecas com mirtilos e maple syrup, sandes com recheio de abacate. Fiz questão que nada fosse de papel ou descartável, a ocasião pedia um certo requinte! Mas a comida foi o menos importante, bom mesmo foi estar com os sobrinhos, ouvi-los e sabermos deles.

ALMOFADAS GÉMEAS

21.11.17
Há algumas semanas chegou-me a casa um pacote recheado de mimos e de carinho. Sei que quem enviou não esperava novidades na volta do correio mas eu não resisti a retribuir em forma de almofadas para os seus filhos gémeos, dois meninos de tenra idade. Usei um tema que gosto muito e que em Portugal chamamos carinhosamente de "carrinha pão de forma" mas é a.k.acamper van ou kombi. É um desenho que dá panos para mangas pois remete à praia, ao estilo de vida surfista e aos movimentos pacifistas hippies e flower power dos anos 60. E o desafio que me coloquei foi o seguinte: abusar de cor e flores de maneira a não cair no universo feminino. Acho que consegui. As almofadas são similares, mas não iguais, pois tal como irmãos gémeos, podem até ser parecidos, mas nunca, idênticos. Individualidade, sempre!
Deixo aqui o melhor template de uma camper van na internet. Palavra de quem acredita que um dia,  ainda vai sair por aí a bordo de uma pão de forma "overmente" decorada.

DUAS MANTAS E A JANELA DA D. IRENE

13.10.17
Foi no estendal da D. Irene que eu pedi para pendurar as minhas mantas. A janela da cozinha da D. Irene dá para um pátio que pertence à oficina que eu frequento 1 vez por semana. É para essa oficina que levo as minhas peças velhas e é lá que tenho toda a liberdade para restaurá-las ou repaginá-las, já que em casa essas tarefas tornam-se muitas vezes impossíveis. E a cada 7 dias empoleiro-me na janela da D. Irene para dois dedos de conversa. O prédio é velho e a madeira da janela mal se aguenta. Do meu posto vislumbro parte da cozinha, também ela cheia de rachas, mas com uma chaminé em pedra, linda, e um suporte na parede que exibe tachos e panelas. Eu tenho esse fascínio pela ação do tempo sobre os objetos, e aonde a D. Irene enxerga anos e anos de uma vida de sacrifícios e solidão, eu, apenas vejo beleza. Quanto às mantas foram feitas do meu jeito, com muito carinho, para duas crianças que acabam de chegar ao mundo. Um menino e uma menina e acho que não vale a pena dizer qual manta é para quem, porque isso ficou muito óbvio. Quando digo que fi-las do meu jeito, quero explicar que exagerei na mistura de padrões, porque é esse o meu gosto, e não usei tecidos e cores para crianças, porque nunca fui de tradições!

TAGS

12.9.17
Não sei se também vos acontece, mas sempre que estou a fazer alguma prenda para oferecer, tenho um prazo ou data para entregar, e eu que gosto tanto de personalizar o embrulho (afinal, o cuidado começa na embalagem) acabo sem tempo para idealizar e confecionar uma tag. Nessas horas prometo a mim própria tirar uns dias apenas para fazer etiquetas, agarrar nos retalhos que se multiplicam rapidamente e em abundância, colocar a imaginação para funcionar e costurar uma série delas para ficarem de reserva. De forma a que quando for necessário, baste lançar mão do estoque. A ideia não era fazer nada super elaborado, pelo contrário, queria usar o material que entulha as gavetas de casa, entre fitas, botões, carimbos, colocador de ilhoses, corda, missangas, mini alfinetes de dama, e não ter trabalho com medidas e arremates. Quase um improviso. Se soubesse bordar ou crochetar, com certeza a produção ainda teria sido mais simpática!
Achei uma terapia divertida e agora quero evoluir para uns greeting cards, daqueles que comportam um texto maior (e não só o nome da pessoa) e acompanham um presente de aniversário, casamento, ou são enviados com votos de Natal. Aguardem.

PAUSA PARA RECONECTAR

22.6.17
Dentro de alguns dias, parto. Ou melhor, partimos. Uma oportuna super promoção da TAP fez-nos comprar por impulso passagens para Toronto e Boston. Claro que pesou, e muito, o fato da minha filha estar a fazer um estágio a poucos quilómetros de Boston. Não vejo a hora de descontrair, receber novos estímulos, colher inspirações, absorver referências e abraçar a minha filha depois de quase 6 meses. No entanto, os dias que antecedem uma partida são sempre de ansiedade, originada pelo misto da vontade de zarpar com a necessidade de deixar o trabalho organizado. Andava eu a riscar tarefas da minha check-list quando a minha irmã pede-me que lhe faça alguma coisa para ela oferecer a um jovem casal. Se o tempo já estava curto, encolheu um pouco mais, mas pedido de irmã mais velha é ordem. Sim, ela não sabe, e é melhor que continue na ignorância, mas ainda mantém essa ascendência sobre mim. Cansada e com a criatividade a pedir socorro, fiz uns individuais de um patchwork simples e que não me obrigasse a pensar (muito). Para inovar em qualquer coisa, e fazer bonito com a irmã, acrescentei umas gregas, comprei guardanapos na Zara Home, que enfeitei com um crochet de principiante, e para o kit seguir completo, não esqueci os porta guardanapos. E agora é tempo de pausar. Não para desconectar, que eu não me vejo isolada do mundo, mas para fazer um restart pessoal!

PARA A EMÍLIA

15.5.17
Lembram-se da manta do Thomas? sim, aquela que tinha tecido resinado no verso e tiras para facilitar o transporte? Pois esta é uma versão mega, ultra feminina da mesma. Tem profusão de flores, frutas da época, rosa e verde para estimular, cornucópias sinuosas. Foi feita a pensar na pequena Emília, que nasceu há 3 meses. A Emília tem uma mana mais velha, que não poderia ser esquecida. Sei, porque a mãe contou-me, que ela é vaidosa e começa a interessar-se por batons, blush, sombras e afins. Usei então os pequenos triângulos que sobraram dos blocos de patchwork da manta, para montar um estojo onde a Maggi vai poder guardar os seus primeiros "produtos de beleza". As fotos foram feitas na praia para homenagear a ilha do Atlântico onde mora esta família, e dizer-lhes que me aguardem, porque qualquer dia desembarco por aí!

ALMOFADAS CACTUS

1.5.17
Deste post da Susi, roubei o título e a inspiração. Estava justamente na fase de reabilitar a parte externa de casa depois de um longo inverno, limpar o limo que se forma no piso, lixar o banco e impregna-lo com óleo de teca, tentar pelo 3º ano consecutivo que a buganvília se desenvolva e floresça, quando imaginei que umas almofadas cactus pudessem emprestar um ar lúdico e divertido ao terraço. Entre pensar e executar, foi um passo. Questão de comprar alguns tecidos, aproveitar material que já tivesse em casa, procurar moldes no pinterest, fazer outros de minha própria autoria. São desenhos de linhas muito simples, de fácil elaboração e aplicação. Outro elemento novo no terraço é a mesa de centro. Na verdade, um banco, que nas fotos parece branco mas é verde água, bem tosco e que me foi oferecido por uma colega do trabalho. Isto de ter fama de que se gosta de coisas velhas e se aproveita tudo, tem destas vantagens, vez por outra somos presenteadas com peças bem engraçadas! Vejo nele uma tal versatilidade que desconfio que este será dos tais que terá vida longa e muitas funções!

BANDANA MANIA

22.3.17
Que eu sou super fã dos lenços bandana, acho que já não é novidade para ninguém. Adoro a alegria das cores, os desenhos e a versatilidade de os misturar. Na verdade, e sendo bem sincera, tenho fascinação pelas linhas fluídas e sinuosas das cornucópias e é o doodle que me sai quando distraída, rabisco numa folha. Da toalha de mesa de bandanas, sobraram-me tantos lenços, que eu decidi colocar à prova a minha criatividade e usá-los de várias formas possíveis. Fiz almofadas, organizador de sapatos de festa, bolsas para transportar as havaianas e até um saco express, cujo tempo de confecção não leva mais de 5 minutos. Bom, 10, se a pessoa, como eu, resolver fazer as alças em vez de usar um bonito cordão comprado. Como os lenços já vêm com bainha feita, não há o que saber: juntar 2 lenços e abrir uma passagem para as alças. Agora é esperar que a primavera chegue na prática (e não só no calendário) e sair por aí ostentando a estampa que para mim, é a cara da boa disposição!

DESFAZER E TORNAR A FAZER #3

14.2.17
Como mulher precavida e organizada que era, minha mãe tinha seu traje para a virada do século, já confeccionado pela modista e cuidadosamente pendurado no closet. Mas o destino trocou-lhe os planos, e a pouco mais de 1 mês para a grande data, ela partiu. Era um conjunto de seda, branco, como manda a tradição, saia travada e camisa com mangas curtas e flores aplicadas, bem ao estilo da minha mãe, que gostava de tecidos finos, bordados e algum brilho. Na altura em que perdi minha mãe, acabei por guardar boa parte das roupas de festa dela. Não sei bem porquê. Nem sequer as iria usar: sou mais alta, mais forte, raramente uso vestidos ou saias e também nunca tive imaginação para transformar roupas. Hoje sei, que numa primeira fase, agarramo-nos ao que era da pessoa para tentarmos permanecer perto dela (ou ela perto de nós) e só mais tarde nos apercebemos que as memórias estão na nossa cabeça e não tanto nas "coisas". Seja como for, estes últimos dias, tive entre as mãos tecidos que não estou habituada a manusear, que escorregam, desfiam mal se toca neles e estão fragilizados pelos anos. Desmanchei a camisa da festa que ela não chegou a ir e uma saia que fazia parte de outro conjunto que minha mãe usou no dia em que eu casei. Sofri com os tecidos que teimavam em se desfazer e em fugir dos meus dedos e pela primeira vez na vida, forrei, alinhavei e chuleei, mas consegui fazer aquilo que tinha imaginado: duas pequenas almofadas delicadas e com um certo requinte. Elegantes. Exatamente como minha mãe.

PARA O THOMAS

30.1.17
Nos países frios, basta um raio de sol espreitar, para que os parques das cidades se encham de mantas coloridas e cestos de verga. Os pais correm para os parques com as crianças, que cansadas dos grossos agasalhos e das brincadeiras indoor, usufruem o mais possível da liberdade de correr e jogar ao ar livre. Thomas, vai nascer na Alemanha, e eu juntei 19 padrões diferentes para lhe fazer uma manta divertida. A minha pretensão, é que lhe sirva, nos primeiros tempos, para ele deitar-se, espreguiçar-se à vontade e tirar umas sonecas. Daqui a uns meses, ele possa sentar-se nela para brincar. E lá mais para o verão, se estenda à família e aos amiguinhos e convide a belos lanches na relva. A novidade, foi que coloquei no forro, um tecido resinado que repele a humidade e é de fácil limpeza, caso se agarre terra ou outras sujidades. Também providenciei duas longas tiras no topo, para que a manta fique sempre organizada e de fácil transporte. Ou seja, não há desculpas para que, assim que o sol sair e as flores começarem a desabrochar, Thomas não seja visto, agitando braços e perninhas, num jardim perto de casa!

MARCA PÁGINAS FEITOS COM RETALHOS

12.11.16
O tempo escasso na minha vida, a imaginação um tanto ou quanto bloqueada (acontece), a família de fora que visita a cidade e baralha a nossa rotina e umas mini férias pelo meio, são só algumas das razões que me fazem andar desaparecida. Ausente, travada, com o dia a dia virado de cabeça para baixo, só me restou tempo para costuras pequenas. Peças que eu pudesse começar e acabar em poucas horas, ou que ficassem em suspenso sem atrapalhar o meu raciocínio. Pensei no Natal que se aproxima a passos largos, nas lembranças para os amigos, nos retalhos que não acabam NUNCA e nos marca páginas que fiz aqui e que para minha surpresa tiveram algum sucesso. Decidi então incrementa-los, personaliza-los e lancei-me o desafio de só usar o que houvesse em casa. Cada um foi pensado para cada uma. As iniciais dos nomes, como não bordo, foram feitas nessas casas que bordam dizeres em toalhas, mantas e outros itens. Levei os tecidos, escolhi o tipo de letra, tamanho, cor. As fitas têm a ver com as pessoas que vão receber: há fitas reaproveitadas de presentes para quem adora embalagens criativas e outras religiosas que remetem à cidade de origem dos presenteados. Há um marca páginas inspirado nos símbolos Americanos que um certo miúdo tanto gosta, e um outro em tons de rosa velho, romântico e cheio de rendas para uma dada senhora. Eu acho que já disse aqui, mas vou repetir: eu gosto deste exercício de fazer algo a pensar em alguém. Obriga-nos a refletir sobre as características daqueles de quem gostamos e a buscar soluções.

MONTROS & CIA

13.10.16
Foi esta a minha primeira -e provavelmente última- incursão no mundo dos bonecos, pois concretizou-se aquilo que eu mais temia: não levo jeito para dar-lhes expressividade! Quando vejo por aí bonecas Tilda, acho-as bonitas com os seus detalhes sempre tão caprichados, no entanto sei que esse tipo de costura não é para mim: não me dou muito bem com trabalhos em que o pormenor seja levado ao extremo e julgo não ter paciência para desvirar e encher pernas e braços tão fininhos. Por isso fiquei feliz quando conheci os monstrinhos descomplicados da Dora, que foi uma querida e mandou-me vários moldes para que eu experimentasse fazer. Juro que até tentei que eles ficassem diferenciados e ganhassem feições assustadoras, mas se não fosse a única coisa para a qual tenho alguma habilidade -juntar retalhos- eles teriam se tornado copy paste dos da Dora. Desculpa Dora se a minha criatividade para desenhar caras e bocas é inexistente! No entanto foi uma experiência muito divertida (mesmo) e que aqui deixo à guisa de registo.

DESFAZER E TORNAR A FAZER #2

9.9.16
Há uns tempos atrás, a fuçar num armário na casa de férias, dei com uns quadros em ponto de cruz, muito em voga nos anos 80. Usavam-se em quartos infantis com o nome da criança. A criança em questão, tem hoje quase 30 anos, é minha sobrinha e lembrei-me que a minha irmã, quando queria destralhar a sua casa, mandava os objetos dos quais queria ver-se livre, para a casa de praia. A minha mãe ficava chateada com o atrevimento da filha, mas mesmo contrariada, lá acedia a guardar uma ou outra coisa no fundo do armário. Foi assim que os quadros sobreviveram até hoje. Bordados, são trabalhos de minúcia que eu muito aprecio mas que infelizmente são incompatíveis com a minha índole agitada. Não sei se fiz bem ou mal em desfazê-los, cortá-los, transformá-los. Se estraguei obras executadas com esmero ou se até pelo contrário, consegui integrá-las com alguma graça em itens úteis do quotidiano. Do longo nome da sobrinha, apenas utilizei a inicial e as três letras que compõem o nickname pelo qual ela é conhecida pessoal e profissionalmente. Como ela gosta de ler, fiz-lhe dois marca livros simples e inspirada pelos trabalhos bonitos e perfeitos da Lete, usei este seu tutorial (provavelmente o passo a passo mais completo da história da blogosfera, 48 fotos!!) para reproduzir uma bolsa porta-qualquer-coisa. Agrada-me este exercício de desmontar e reconverter, de trazer para a atualidade peças que tiveram a sua época, mas caíram em desuso.

BABETES

23.8.16
De repente aconteceu um baby boom à minha volta. São primas, amigas e até a vizinha. Todas de esperanças. E eu, há tanto tempo afastada do universo infantil, vi-me de uma hora para a outra compelida a entrar na baby vibe e comecei a pensar em algo que fosse de fácil confecção e útil para oferecer às mamãs dos rebentos. Entusiasmei-me, e o resultado foi uma fabricação em série de babetes bem humorados. Estes, já têm dono, mas à velocidade que as coisas estão a dar-se, preciso de mais uma mão cheia deles para suprir as necessidades. No final do post tem um passo a passo para aquelas que se sentirem motivadas, mas desde já alerto: a prática é divertida e pode levar à dependência!

ALMOFADAS PARA (BLOG)AMIGAS

9.8.16
Esta semana fiz almofadas para presentear duas blogamigas, que eu não conhecia pessoalmente mas que pelo que leio nos seus blogs, imaginei seriam pessoas diferentes em gostos e personalidade. Então saíram duas almofadas que se coordenam, mas enquanto uma é mais intensa, a outra prima pela sobriedade. Gosto deste exercício de adivinhar como são as pessoas apenas pelo que escrevem e expõem e tentar materializar a minha interpretação. Uma das almofadas foi entregue em mãos à Regina, num quente final de tarde em sua casa, em torno de uma mesa com uma alegre toalha de retalhos (que eu tinha que ter fotografado) e em que o lanche ajantarado foi quibe, húmus e para sobremesa, 3 sabores diferentes de gelado. Tudo primorosamente feito por ela! A outra almofada é uma promessa que fiz há cerca de 8 meses e vai seguir pelos correios para além mar. Irá para a Cissa, que adorou esta almofada mas que eu não consegui reproduzir porque foi feita com um charm pack (pequena coleção de tecidos coordenados cortados em quadrados de 5"x5") e a loja onde comprei não voltou a receber. Mas tenho a certeza que a Cissa não vai ficar desapontada, a LOVE foi feita a pensar no seu home office de parede encarnada! Gosto de oferecer, receber e fazer almofadas. Para quem recebe, há sempre uma cadeira vazia num cantinho desconsolado, lá em casa, onde a prenda se pode encaixar. E para quem faz, são trabalhos relativamente rápidos que permitem-nos treinar ou descobrir técnicas novas sem colocar tudo a perder em algo muito grande. Desta vez consegui testar a técnica de patchwork de pequenos quadrados inseridos num tecido liso; suei mas aventurei-me a coser pompons a toda a volta da almofada (e antes de desvirar juro que fiz uma prece a pedir que tivesse funcionado!); e finalmente descobri como fazer o verso da almofada com um fecho escondido. Passos triviais para algumas mas um salto gigante para mim! 

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