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MOINHOS DE CAFÉ

12.3.22

Há 4 objetos antigos que são meus prediletos de sempre: pés de máquinas de costura, caixas de costura, formas de bolo e moinhos de café. Acho que são peças bonitas, desenhadas e executadas com muito detalhe e minúcia. Me encanta o entrançado em ferro dos pés das máquinas de antigamente; sou atraída pelo pormenor como eram pensadas as caixas de costura, com suas mil e umas compartimentações que se abrem e fecham graças a um  mecanismo cuidadoso. Adoro formas de bolo, em cobre, sempre tão trabalhadas e moinhos de café, com suas gavetas em madeira para receber o pó. Pés de máquinas, tenho alguns, caixas de costuras, nenhuma, mas formas e vários moedores de café já cruzaram o meu caminho dando-me a oportunidade de formar uma pequena coleção que exibo orgulhosa nas prateleiras da cozinha. Os moedores são em madeira, datando de 60, 70 anos atrás, alguns mais elaborados, outros mais simples e encontrados em feiras ou viagens. Mas todos têm seu charme e recentemente decidi tratar deles e limpá-los pois alguns estavam a desmembrar-se e outros encontravam-se bastante sujos por anos de uso. Pensei que poderia ser interessante mostrar-vos aqui no blog as peças que tenho e dizer-vos que nem sempre vivo de grandes transformações. Que sim, agrada-me muito, muito mesmo, agarrar nas tintas e  pincéis e dar largas à criatividade, mas também sinto-me bem a manter aquilo que tenho e que há peças que não pedem muito além de algum carinho. São artefactos para os quais gosto de olhar e que vão andando pela casa: ora estão na cozinha, ora migram para a sala, ora enfeitam a mesa em alguma ocasião especial. Depois de limpas, ganham um ligeiro brilho e a cera confere-lhes um pouco mais de cor. São mudanças subtis, talvez só visíveis aos meus olhos, mas tão importantes quanto as alterações gigantes. Quantas vezes não são as pequenas coisas que nos enchem as medidas!

O último moinho que entrou para a família, nem lembro bem onde o consegui, numa sequência de antes e depois. Foi limpo com etanol para tirar o verniz velho, levou uma muito ligeira lixa e no final, cera amarela: 

COLECIONISTA?? quem? EU??!!?...

11.1.13
Não me considero com alma de colecionador(a).Nem sequer acho piada a casas cheias,entupidas de coleções disto e daquilo, onde um item é repetido à exaustão, sob variadíssimas versões.
Mas tenho alguns objetos em casa,a maioria dos quais não procurei nem quis necessariamente ter. Mas que por uma ou outra razão vieram até mim.
Foi o que aconteceu com as caixas de pó de talco.


Confesso que esta, pedi,com a cara e a coragem,à sogra.Sou uma pessoa visual,não poderia ficar indiferente às cores da embalagem, nem ao sorriso, pose e figurino da loira de sonho.

Alguém viu a lata lá em casa,e numa viagem ao Canadá,comprou e ofereceu-me a que se segue.Pessoas como eu são muito fáceis de ser presenteadas! Adorei, claro.O fabricante tem um nome delicioso e sugestivo: Puff Co.
Como não há duas sem três,chega-me às mãos este bebé fofo com grandes favolas,curiosamente da mesma marca da 1ª lata.Três objetos da mesma natureza,pode-se considerar um início de coleção?... 
E enquanto não enjoo delas ali onde estão e não saltitam para outro sítio qualquer da casa,vão dando alguma personalidade ao lavabo social,pousadas sobre um móvel também cravado...à sogra.E claro que ele não era amarelo. Levou uma boa dose de tinta e puxadores novos.Nada permanece muito tempo na mesma,depois de passar a porta de minha casa.
                      

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