O BENGALEIRO

19.5.22

As recentes obras de downsize e remodelação que se fizeram na sede da empresa da família, foram a desculpa perfeita que encontrei para tornar o espaço com mais cara de casa e ao mesmo tempo usar algumas velharias na decoração. É que eu não sou a única fã do vintage, o meu pai também partilha do meu gosto e até exagera na aquisição de peças, entupindo o espaço com itens amontoados, numa desorganização em que nada consegue se destacar ou brilhar. No amontoado encontrava-se um bengaleiro, peça que caiu em desuso mas que quando tratada com carinho, resgata as linhas de outros tempos e segue abrilhantando o ambiente. A minha missão nas obras de remodelação, foi encontrar o espaço certo para cada objeto e definir-lhes uma função, nem que fosse só decorativa. Foi assim que tendo como ponto de partida um papel de parede revigorante e que nada tem a ver com um espaço de trabalho, o trenó juntou-se ao par de skis e tornou-se expositor de livros, a máquina de costura destacou-se no corredor, as malas de viagem migraram e se empilharam na sala de reuniões e o dito bengaleiro, depois que se despiu do verniz escuro e ganhou novos e modernos cabides, foi receber e saudar os visitantes na entrada. Fico a dever a mesinha de cabeceira que tenho no momento entre mãos e que fará vezes de apoio ao sofá do pequeno espaço de espera. Nas fotos a seguir, além das demais peças já nos seus devidos lugares, verão o bengaleiro tal como se encontra junto à entrada do escritório e também uma pequena produção de como se poderia levar esta peça para casa e torná-la destaque num quarto. Criatividade e irreverência é o que pedem os objetos antigos!

PICNIC RUG

4.5.22

Não é a primeira manta para piquenique que faço. As outras duas, que podem rever aqui e aqui, foram tão bem recebidas e passados estes anos, sei que ainda continuam a uso, que decidi costurar mais uma e leva-la para um bebé em Londres, onde fiz as fotos. Na minha opinião é uma prenda original, que não só acompanha o crescimento da criança como ainda é extensiva ao resto da família que acaba também por disfrutar da manta. Desta vez, inovei no bloco mas insisti no tecido resinado no verso, que permite mais higiene e robustez ao conjunto. Aos olhares mais atentos, talvez não passem despercebidas duas palavras bordadas num dos quadradinhos: amor e hayati (minha vida). Palavras de ternura em português e árabe, a forma que arranjei de homenagear as duas origens da criança. Apesar de eu saber que peças em patchwork são sempre únicas, gosto de torná-las ainda mais exclusivas, personalizando-as. Mantas em patchwork são especiais e só pessoas especiais as podem receber!

É PÁSCOA!

15.4.22

Época de renovação, de alegria, de confraternização, de reunião das famílias. Ainda que quando pensávamos que um flagelo estava a chegar ao fim, outro mais terrível tenha começado, celebremos pelos que estão impossibilitados de o fazer.

A todos que por aqui passam, uma Santa Páscoa!

Side note: o bolo foi feito pelo marido.

DE CAIXA DE VINHO A CENTRO DE MESA PARA A PÁSCOA

4.4.22

Transformar uma caixa de vinho em centro de mesa é tarefa fácil e de resultado surpreendente. A parte mais time consuming será aquela de arranjar a caixa com as dimensões e o formato perfeitos para a sua mesa tendo em conta a diversidade de invólucros que existe hoje em dia. Mas uma vez a caixa ideal na mão, o processo não pode ser mais divertido: escolher a cor, os desenhos, adicionar uns adornos, e descobrir uma forma de colocar as flores frescas. Eu usei transfers, mas pode ser découpage ou outra técnica; optei por pregar ferragens velhas e colocar puxadores nos topos, mas esta etapa, apesar de enriquecer o trabalho, é totalmente facultativa. E quanto à maneira de manter as flores em pé, deixo um pequeno PAP mais abaixo para ajudar quem viu, achou a ideia interessante e vai tentar fazer fazer o seu!

MOINHOS DE CAFÉ

12.3.22

Há 4 objetos antigos que são meus prediletos de sempre: pés de máquinas de costura, caixas de costura, formas de bolo e moinhos de café. Acho que são peças bonitas, desenhadas e executadas com muito detalhe e minúcia. Me encanta o entrançado em ferro dos pés das máquinas de antigamente; sou atraída pelo pormenor como eram pensadas as caixas de costura, com suas mil e umas compartimentações que se abrem e fecham graças a um  mecanismo cuidadoso. Adoro formas de bolo, em cobre, sempre tão trabalhadas e moinhos de café, com suas gavetas em madeira para receber o pó. Pés de máquinas, tenho alguns, caixas de costuras, nenhuma, mas formas e vários moedores de café já cruzaram o meu caminho dando-me a oportunidade de formar uma pequena coleção que exibo orgulhosa nas prateleiras da cozinha. Os moedores são em madeira, datando de 60, 70 anos atrás, alguns mais elaborados, outros mais simples e encontrados em feiras ou viagens. Mas todos têm seu charme e recentemente decidi tratar deles e limpá-los pois alguns estavam a desmembrar-se e outros encontravam-se bastante sujos por anos de uso. Pensei que poderia ser interessante mostrar-vos aqui no blog as peças que tenho e dizer-vos que nem sempre vivo de grandes transformações. Que sim, agrada-me muito, muito mesmo, agarrar nas tintas e  pincéis e dar largas à criatividade, mas também sinto-me bem a manter aquilo que tenho e que há peças que não pedem muito além de algum carinho. São artefactos para os quais gosto de olhar e que vão andando pela casa: ora estão na cozinha, ora migram para a sala, ora enfeitam a mesa em alguma ocasião especial. Depois de limpas, ganham um ligeiro brilho e a cera confere-lhes um pouco mais de cor. São mudanças subtis, talvez só visíveis aos meus olhos, mas tão importantes quanto as alterações gigantes. Quantas vezes não são as pequenas coisas que nos enchem as medidas!

O último moinho que entrou para a família, nem lembro bem onde o consegui, numa sequência de antes e depois. Foi limpo com etanol para tirar o verniz velho, levou uma muito ligeira lixa e no final, cera amarela: 

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