CENTRO DE MESA DE NATAL

27.11.16
Um jantar em casa, só de meninas, foi a desculpa que eu arranjei para improvisar um centro de mesa com ideias simples e que aproveitasse o material que já tinha. Queria algo que evocasse o Natal mas fugisse ao tradicional, que usasse os frascos de vidro mais como candelabros e não tanto como porta velas, que fosse assimétrico e de certa forma, se esparramasse pela mesa. Usei um guardanapo de natal, com anjinhos, para decorar os vidros, enriqueci as figuras com arabescos feitos com caneta de contorno de glitter dourado e colei pequenas estrelas. Num pote, pintei a tampa e completei com uma forma de empada, em outro enrolei cordel e fio dourado. O mais alto, fez quase vezes de vaso, ganhou flores e um suporte para vela (vendido para enfeitar os pinheiros) encavalitado na borda. Estes mesmos suportes, mas com a haste cortada, introduzi nas maçãs. Uma laranja espetada com cravos da Índia proporcionou um cheirinho todo especial. Montado o todo, foi só preciso espalhar estrelas e missangas, sentar à mesa e desfrutar!

MARCA PÁGINAS FEITOS COM RETALHOS

12.11.16
O tempo escasso na minha vida, a imaginação um tanto ou quanto bloqueada (acontece), a família de fora que visita a cidade e baralha a nossa rotina e umas mini férias pelo meio, são só algumas das razões que me fazem andar desaparecida. Ausente, travada, com o dia a dia virado de cabeça para baixo, só me restou tempo para costuras pequenas. Peças que eu pudesse começar e acabar em poucas horas, ou que ficassem em suspenso sem atrapalhar o meu raciocínio. Pensei no Natal que se aproxima a passos largos, nas lembranças para os amigos, nos retalhos que não acabam NUNCA e nos marca páginas que fiz aqui e que para minha surpresa tiveram algum sucesso. Decidi então incrementa-los, personaliza-los e lancei-me o desafio de só usar o que houvesse em casa. Cada um foi pensado para cada uma. As iniciais dos nomes, como não bordo, foram feitas nessas casas que bordam dizeres em toalhas, mantas e outros itens. Levei os tecidos, escolhi o tipo de letra, tamanho, cor. As fitas têm a ver com as pessoas que vão receber: há fitas reaproveitadas de presentes para quem adora embalagens criativas e outras religiosas que remetem à cidade de origem dos presenteados. Há um marca páginas inspirado nos símbolos Americanos que um certo miúdo tanto gosta, e um outro em tons de rosa velho, romântico e cheio de rendas para uma dada senhora. Eu acho que já disse aqui, mas vou repetir: eu gosto deste exercício de fazer algo a pensar em alguém. Obriga-nos a refletir sobre as características daqueles de quem gostamos e a buscar soluções.

A MESA DA JOANA

21.10.16
Apesar do aspeto inocente da mesa (ou deveria dizer mesinha, devido às suas reduzidas dimensões?) eis uma peça que me tirou do sério! Lixá-la, foi tarefa fácil; passar o primário não apresentou dificuldades; pintar, correu até muito bem; conjugar as cores das pétalas, cortá-las e colá-las, é tarefa que não tem mistério. Pior mesmo, foi na hora do acabamento, quando apenas faltava o verniz para proteger o trabalho: no pé da mesa, tudo normal, mas quando passei para o tampo, deu-se o fenómeno e o verniz apresentou bolhas e manchou. Quando eu decidia passar mais uma demão, as nódoas desapareciam de um lado e surgiam do outro. Tentei com o rolo, experimentei vários tipos de trincha, a coisa ia de mal a pior e as minhas soluções e calma escasseavam. Ainda tinha a responsabilidade acrescida, da mesa ser um presente para a 1ª casa da Joana, amiga da filha. Ela vinha seguindo a transformação do móvel pelo whatsapp e estava entusiasmada com o resultado. Enquanto tentava desesperadamente ver-me livre das manchas ao mesmo tempo que mentalmente preparava como iria dar a notícia do fracasso à Joana, e prestes que estava a lixar todo o tampo e recomeçar do zero, lancei mão do último e derradeiro recurso: lixar com uma lixa de água super fininha o verniz defeituoso, muito cuidadosamente para não estragar as flores e usar um novo tipo de verniz, mais gelatinoso. Bingo! nem quis acreditar quando  me apareceu uma superfície suave e impecável! Aí está, querida Joana, não ficou em verde água e estêncil no tampo, como tínhamos combinado, mas é tua, é única e vai alegrar a tua casa cheia de luz.

MONTROS & CIA

13.10.16
Foi esta a minha primeira -e provavelmente última- incursão no mundo dos bonecos, pois concretizou-se aquilo que eu mais temia: não levo jeito para dar-lhes expressividade! Quando vejo por aí bonecas Tilda, acho-as bonitas com os seus detalhes sempre tão caprichados, no entanto sei que esse tipo de costura não é para mim: não me dou muito bem com trabalhos em que o pormenor seja levado ao extremo e julgo não ter paciência para desvirar e encher pernas e braços tão fininhos. Por isso fiquei feliz quando conheci os monstrinhos descomplicados da Dora, que foi uma querida e mandou-me vários moldes para que eu experimentasse fazer. Juro que até tentei que eles ficassem diferenciados e ganhassem feições assustadoras, mas se não fosse a única coisa para a qual tenho alguma habilidade -juntar retalhos- eles teriam se tornado copy paste dos da Dora. Desculpa Dora se a minha criatividade para desenhar caras e bocas é inexistente! No entanto foi uma experiência muito divertida (mesmo) e que aqui deixo à guisa de registo.

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