PLANOS PARA O QUARTO DAS FILHAS

16.1.18
Neste final de ano aconteceu algo sui generis lá em casa. Aproveitando a rara ocasião em que as duas filhas estavam presentes, uma vez que ambas estudam fora e é difícil coincidirem em Lisboa, dei-lhes um ultimato para que fizessem uma limpeza aos armários do quarto delas, separando a roupa que já não servisse ou quisessem. Saí de casa e disse-lhes que queria tudo limpo e organizado até ao final da tarde, quando eu voltasse do trabalho. Mas qual a minha surpresa quando ao regressar, dei com a entrada do apartamento atafulhada de sacos: as duas não só tinham separado a roupa para doação como ainda embalaram tudo o que se encontrava no quarto e que elas definiram como artigos infantis que nada mais tinham a ver com elas. Ensacaram bonecas, porta retratos, desenhos, bijuterias, CDs, livros, enfeites. E perante a minha cara de espanto, viraram o feitiço contra o feiticeiro e lançaram-me o repto: que eu me livrasse dos móveis coloridos, das secretárias de estudo que já não utilizam e lhes desse finalmente um quarto de adulto. Reivindicam madeira natural e cores neutras  (vá lá, depois de muita conversa vão deixar-me colocar um só elemento com cor) e uma zona de chill out. Eu sei que elas têm razão em pedir este refresh. São 22 anos de uma decoração que evoluiu com elas até uma certa altura mas depois parou. Parou porque elas não estavam cá. Parou por preguiça minha (confesso). Parou porque a maior parte do tempo o quarto tem estado fechado e esquecido. Planos, tenho alguns. Dúvidas, muitas. A única certeza é que quero começar por tirar o lambril de madeira verde, arranjar uma cor para as paredes na paleta dos cinzas, e tentar remodelar uma ou duas peças velhas que tenho guardadas. O resto, como sempre, confio no acaso, vai cair do céu e vai dar certo!

O quarto depois do desbaste:









PRESENTES À MEDIDA DE CADA UM

5.1.18
Eu sou uma chata quando se trata de dar e receber presentes: assim como não me agrada que me despachem com algo que nada tenha a ver comigo, também não gosto de oferecer qualquer coisa.  Como a maioria das pessoas, fujo da corrida aos centros comerciais na época do Natal, mas para evitar os shoppings, sou obrigada a puxar pela criatividade para arranjar prendas com as quais as pessoas se identifiquem ou se surpreendam. Este ano, dois itens fizeram especial sucesso entre os presenteados, e por se tratarem de peças e "momentos" relativamente fáceis e acessíveis de serem concretizados, achei que partilhar aqui poderia vos servir de inspiração quando a oportunidade de oferecer se apresentar ao longo do ano e vos faltar a imaginação. A ala das crianças da família foi corrida a aventais e os sobrinhos adultos, levaram cada um, um "vale brunch". Eu explico: fiz batas dupla face, coloridas e algo lúdicas para as meninas e um avental de pequeno chef para o menino. Se me tivesse sobrado mais tempo, teria juntado a estas peças elementos tais como colheres de pau ou formas de bolachas, para que os pequenos se sentissem incentivados a ir para a cozinha, meter as mãos na massa e divertirem-se. Mas tal nem foi preciso, pois os miúdos assim que desembrulharam os presentes, já se paramentaram com os aventais e não mais os tiraram. O fato de terem dois lados, também os deixou numa dúvida cruel. Foi engraçado de assistir. Quanto aos sobrinhos mais velhos, já na casa dos 20 e poucos, ao se depararem com os vales brunch, ficaram um pouco confusos, mas eu logo apressei-me a explicar: que eles agendassem uma data onde pudessem estar todos, num local aprazível, previamente definido por mim. O resto, seria por minha (nossa) conta. Decidimos logo ali o dia e hora em que nos encontraríamos, e isto, não parece, mas é importante, porque se deixarmos para combinar noutra ocasião, o "vale" acaba por cair no esquecimento e perde a graça. Uma semana depois, lá estávamos todos, junto ao rio, num sábado, a meio da manhã. Nós lá de casa chegámos com os cestos de piquenique carregados. No menu, café, sumo de laranja natural, bolo de limão, iogurte com dois tipos de granola, panquecas com mirtilos e maple syrup, sandes com recheio de abacate. Fiz questão que nada fosse de papel ou descartável, a ocasião pedia um certo requinte! Mas a comida foi o menos importante, bom mesmo foi estar com os sobrinhos, ouvi-los e sabermos deles.

SO THIS IS CHRISTMAS

24.12.17
Natal para mim é uma época de mixed feelings. Gosto da beleza e do significado da quadra mas sinto falta da magia de outros natais e de pessoas que já nos deixaram. Acho que é por essas razões que a decoração de casa fica sempre para o último dia, dessa forma vou protelando. Adio, mas não evito, pois a noite de 24 e o dia 25 acabam sempre por chegar. Então vamos viver esses dias com alegria! Sentemo-nos logo à noite à volta de uma mesa bonita, sim, mas principalmente que seja uma mesa repleta de memórias, sonhos, afetos e paz. E deixo-vos a mensagem de John Lennon que é para mim a ideia mais simples e bonita de Natal: "So this is Christmas, I hope you have fun".

MÓVEL REPAGINADO COM STENCIL

18.12.17
O que safou este móvel do abandono definitivo, é que era Agosto, mês desesperante em Lisboa, em que meia cidade está de férias, a outra metade em suspensão, faz um calor de rachar e eu com muito pouco que fazer. Achei que lixá-lo até à exaustão e descobrir o que poderia estar por baixo da tinta, seria uma boa maneira de aproveitar os finais de tarde de verão que se arrastam com luz até às tantas. Sim, eu sei, há gosto para tudo. Só não contava é que o móvel fosse feito de várias madeiras e contraplacados, tivesse portas e interiores irremediavelmente manchados e partes bem maltratadas pelo bicho. Algumas razões fizeram no entanto com que eu não desistisse dele a meio do processo: a sua frente assimétrica, os pés palito e o pesadíssimo tampo em pedra de lioz. Dois meses depois, com a peça totalmente virgem e sem decisão de acabamento à vista, acontece de eu embarcar de rajada para os EUA e trazer de lá inúmeros stencils, uma técnica bem em voga ali pelos anos 90 e que ressurge agora em força, com desenhos bem criativos e atuais. Ouro sobre azul para alguém como eu, que gosta de padrões mas que gosta muito mais ainda, de misturar padrões. O móvel está lá em casa, de passagem, pois a sua transformação ainda não acabou. Ele, que durante mais de 50 anos morou numa cozinha, vai ser reinaugurado como bancada de casa de banho. Curiosos? ah, eu também, mas vamos ter que segurar a ansiedade!

E OS "TEA COZY" VÃO PARA....

15.12.17
Antes de mais quero agradecer a todas as leitoras que participaram do sorteio. Foram 28 mensagens bonitas de se ler. E para quem diz que colocar peças feitas por mim "em jogo" é um ato de generosidade meu, eu vou explicar que é justamente o contrário! É puro egoísmo: gosto de costurar, adoro conjugar cores e padrões e realizar novos projetos. Só que não posso ficar com tudo! A solução é, portanto, oferecer a quem aprecia este tipo de trabalho. Desta forma fico livre para tentar outros voos!

Mas vamos ao que importa: as ganhadoras. Pelo programa random foram sorteados os números 11 e 28:

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