ARMÁRIO RÚSTICO #3

28.6.18
Eu tinha prometido mostrar-vos o móvel quando ele estivesse completo e colocado na parede. Levou o seu tempo, mas aqui está ele. Sim, trata-se do guarda comida que apareceu aqui ainda num estado bastante primário e a seguir mostrei-o terminado mas ainda não no seu lugar definitivo. Finalmente, consegui pendura-lo na parede, e tal como tinha planeado, acrescentei-lhe umas poleias trabalhadas na base, que a meu ver lhe conferiram um certo acabamento, além de serem úteis pois ajudam a suportar o peso do móvel quando este estiver carregado. A parede em questão fica na marquise de uma cozinha e a minha aposta é que, quem for habitar esta casa, provavelmente colocará por baixo deste móvel suspenso, uma mesa para as refeições ou, quem sabe, um aparador. São meras hipóteses que coloco, pois o meu papel, na remodelação de casas antigas, apenas passa pela cozinha e casas de banho. Não decoro nem mobilo e a maior parte das vezes nem sequer chego a ver as casas ocupadas, o que considero uma pena pois com certeza seria interessante para mim, descobrir se quem se instalou no espaço, seguiu o mesmo fio de pensamento que eu ou pelo contrário, veio com uma ideia completamente diferente! Nas fotos, vão notar que o piso e o rodapé são os originais da casa, apenas foram limpos e polidos. Assim como a janela de madeira que ilumina uma das casas de banho do apartamento. Não tenho o "antes" dela, mas foi retirada a tinta velha deixando a madeira à vista e os vidros antigos, preservados. Com tempo ainda quero mostrar-vos as casas de banho que apesar de totalmente refeitas, conservaram características interessantes, assim como a cozinha, um verdadeiro desafio que ainda não acabou: tenho no momento entre mãos a recuperação do único móvel que existia naquele espaço, é  enorme e tem me dado água pela barba!

TOUR PELO QUARTO DAS FILHAS

9.6.18
Para fechar com chave de ouro a transformação do quarto das filhas, aqui fica um pequeno video realizado, não por mim, que pouco ou nada entendo de tecnologia, mas por Andy, um jovem talentoso e multifacetado, estudante de arquitetura e atleta de saltos ornamentais, que a convite da minha filha ficou por alguns dias cá em casa enquanto explorava e tomava-se de amores por Lisboa e arredores. Pouco mais de um minuto em que, quem andou por aqui, a incentivar e a adivinhar o que viria a seguir, vai finalmente poder ver, através do olhar divertido e irreverente do Andy, as peças que se encaixam. Clique and....enjoy!


__________________________                                      
FICHA TÉCNICA:
                                
IDEIA E REALIZAÇÃO         
Andy Kreiter

CAST (in order of appearance)
Val
Victoria
Bea
Andy
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Para quem perdeu, ou quer recordar, o processo que levou à transformação do quarto, aqui ficam os links:

A BANCADA

28.5.18
Nem só de móveis recuperados vive um quarto e se havia um problema por solucionar desde o início da remodelação, e que eu sabia que dificilmente o conseguiria fazer com um móvel existente, devido às dimensões muito específicas que eu precisava, era o canto entre a parede onde ficam as prateleiras e o sofá. Depois de matutar bastante (reciclar, para mim, é sempre a primeira opção e fico contrariada quando não é possível fazê-lo) acabei por eu mesma desenhar e pedir a um carpinteiro que executasse uma bancada simples, da cor da parede, estreita, que contemplasse alguma área para arrumação (socorro! jovens têm toneladas de roupa) e um pequeno espaço para sentar e escrever ou consultar o portátil. Para que o móvel não ficasse com ar de bancada de cozinha asséptica e impessoal, coloquei-lhe puxadores de modelos e cores diferentes, cujo único ponto em comum é serem todos de vidro. Fiquei contente com o resultado: apesar de grande (2 metros de comprimento), as linhas minimalistas do móvel e o fato da cor confundir-se com a da parede, conferiram-lhe um protagonismo sóbrio que não colide com as restantes peças. As mais observadores vão ainda reparar, que nas fotos abaixo, aparecem de relance as colchas das camas. Foram feitas com carinho pelas mãos da Ana e sobre elas, nada como ler aqui e aqui as suas próprias impressões. Conclusão do quarto? no próximo post, com direito a video divertido onde poderão ver tudo junto e misturado!

TROCA DE CASA

20.5.18
A cerimónia de final de curso da filha que estuda nos EUA obrigou-nos a nova travessia do Atlântico. Numa cidade pequena, onde a grande maioria dos habitantes são estudantes (relembre aqui), em semana de graduation, os hotéis esgotam e os preços das diárias disparam. Foi em meio a essa dificuldade de encontrar um local para ficar que veio a proposta: Mary Ann, uma senhora aposentada do departamento de atletas da universidade quer conhecer Portugal e sugere uma troca de casa. A chamada home swap: combinamos as mesmas datas para as respetivas estadias e instalamo-nos. Ela em nossa casa, nós, na dela. E foi assim que, de repente, vi-me acomodada numa casa de campo nos arredores de Columbia, enquanto ela, hospedava-se no nosso apartamento no centro de Lisboa. "This will be fun for both of us" disse-nos ela. E foi. Mary Ann esqueceu o carro e galgou Lisboa toda a pé. Nós, longe de tudo, usávamos o seu truck para nos deslocarmos. E a casa? a casa representava totalmente a personalidade da dona, repleta de objetos rústicos e memórias de alguém que tinha sido criada numa farm e que se define como uma country girl.  Com uma planta tipicamente Americana, que integra cozinha, sala de jantar e estar e que se abre a um porch rodeado de verde, os nossos vizinhos mais próximos eram bois, vacas, cavalos, esquilos, coelhos, veados, pássaros, rãs e demais espécies que não consegui identificar. Impossível descrever aqui a cacofonia que faziam à noite e o agradável que era adormecer com esta trilha sonora. Uma experiência única, enriquecedora e inesquecível !

ANTES E DEPOIS DO SOFÁ

11.5.18
Eu tinha guardado o sofá para um dia colocá-lo na sala, quando fosse feita a reforma que anda a ser adiada há anos, mas acabou no quarto das filhas, visto o "programa" delas pedir um local para chill out. O "programa" também me deixava liberdade para um, e somente um, elemento de cor no ambiente, e foi no sofá que me realizei. Relativamente pequeno e com umas orelhas que lhe conferem um certo charme, a ideia foi dar-lhe aquele twist que lhe permitisse passar do clássico ao contemporâneo. E nem os pés, que são novos pois os antigos tinham sido comidos pelo bicho, escaparam. Falta pouco para a reforma chegar ao fim: umas colchas lindas feitas pelas mãos de alguém que muitos de vocês conhecem e acompanham, estão quase prontas. E, apesar das miúdas já não precisarem de uma zona de estudo, desenhei e mandei fazer uma bancada estreita, da cor da parede, de linhas simples e que contempla uma pequena área para a pessoa sentar e escrever ou consultar o portátil. Está quase, vamos segurar um pouco mais a ansiedade!

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