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VIDA NOVA PARA UM MÓVEL DE COZINHA #1

28.7.19
Tenho entre mãos um móvel de proporções avantajadas que saiu de uma velha e linda cozinha que, infelizmente, não existe mais. A senhora idosa que ali morava, deixou o apartamento, a casa foi vendida e quem a adquiriu transformou o espaço num local arrojado e moderno, despindo a cozinha de todo o seu charme original. Foi com tristeza, mas nada surpreendida, que vi as imagens num site de venda de casas: os móveis românticos e com pormenores talvez só perceptíveis a olhares mais sensíveis tinham dado a lugar a uma fila de caixotes lisos e lustrosos, uma pena...
Mas antes disso acontecer, e como já previa o desfecho, trouxe comigo o armário, tipo cómoda, anormalmente fundo e pesado, que lá se encontrava. A única foto que tenho dele no seu estado original é a seguinte:

O DEPOIS E O ANTES DE UMA COZINHA

30.8.18
Ao escrever este post dou-me conta que boa parte do meu ano de 2018 foi passado a recuperar esta casa, mas que finalmente, acabou! Deu trabalho, houve muito investimento pessoal por ter sido eu própria a restaurar boa parte dos móveis, a encerar todas as portas e a pintar alguns elementos, que por serem corriqueiros não cheguei a mostrar aqui. Mas está pronta! E ao vos mostrar a cozinha, dou por encerrado este capítulo e espero poder voltar em breve à máquina de costura (parada desde Abril) e a postagens mais diversificadas. O processo de tornar esta cozinha mais consentânea com o estilo de vida atual sem contudo desvirtuá-la dos seus elementos originais, trouxe alguns desafios: foi preciso arrancar o móvel da parede e adaptá-lo ao novo espaço (leia como, aqui), deslocar a bancada, torná-la mais larga e recolocá-la numa posição mais alta para permitir que a máquina da loiça caiba em baixo e, pasme-se, sair à procura de um lava loiças em pedra que substituísse aquele que eventualmente existiu na casa mas, por alguma razão que desconheço, havia desaparecido. Aquilo que mais gosto quando intervenho num andar velho é que a remodelação seja coerente com a época de construção da casa. E, modéstia à parte, acho que consegui.

ARMÁRIO DE COZINHA

29.7.18
A minha presença pouco assídua aqui no blog tem sido por motivos de trabalhos grandes, que têm ocupado todo o meu tempo livre. Estou a intervir num apartamento dos anos 50 e alguns dos móveis que vão para a cozinha e as casas de banho, tenho estado eu própria a recuperá-los. São trabalhos que além de morosos, dependem dos canalizadores, eletricistas, colocadores de espelhos, entre outros para que os ambientes fiquem completos e eu possa mostrá-los. Obras de recuperação são mais lentas que fazer tudo novo (e consideravelmente mais caras também): há muitas condicionantes e surgem decisões que devem ser tomadas para modernizar a casa sem, no entanto, despojá-la das suas características originais. Nem sempre é fácil, mas para mim, é nesse equilíbrio entre o que fica e o que infelizmente deve partir, que reside o desafio. O móvel da vez, é um dos armário da cozinha. O único que ficou, pois os outros, além de estarem em bastante mau estado, seria difícil integra-los aos eletrodomésticos atuais. O móvel é grande, pesado, e para trocá-lo de posição enquanto o despia das camadas de tinta, era preciso chamar reforços. Foram muitos finais de tarde e fins de semana (mais do que aqueles que eu poderia supor) de volta dele mas eu acho que valeu a pena. Ainda falta colocar a rede de galinheiro nas portas, pendurá-lo no devido lugar e vir mostrar-vos o antes e depois da cozinha, um projeto que tem sido muito interessante para mim, pois alguns elementos foram mantidos (como este móvel) mas trocaram de lugar e para isso tiveram necessidade de ser adaptados e outros, como o lava loiças, pura e simplesmente não existiam e foi preciso procurar até encontrar um da época. Um verdadeiro quebra-cabeças que espero completar em breve!

BELEZA SEM RETOQUES

12.11.17
Sempre hesito muito antes de publicar no blog os trabalhos que faço profissionalmente. Mas depois que os mostro, a onda de curiosidade em relação a conservação e restauro e a chuva de emails com perguntas sobre estes assuntos são tão grandes por parte de quem me lê, que acabo por me convencer que sim, que quem passa por aqui, tem um genuíno interesse por reabilitação de casas usadas pelas pessoas e pelo tempo. Esta intervenção foi especial, não tanto pelo apartamento em si, (sim, ele é lindo, mas estou habituada a isso, 99,9 % do meu trabalho como arquiteta é em remodelações) mas pelo que pude descobrir depois que levantei o linólio que cobria o piso da cozinha, raspei a tinta do interior da chaminé ou desmontei a parede que dividia duas salas. Por baixo do linólio, revelou-se um chão de madeira interrompido aqui e ali por mosaicos hidráulicos, num patchwork surpreendente. Sob a camada de tinta, apareceram delicados azulejos antigos. E quando descasquei cuidadosamente a parede, surgiu uma estrutura linda, de madeira, como se de um biombo se tratasse. Belas surpresas, que me levam a pensar que é um privilégio trabalhar nesta área, e uma responsabilidade acrescida deixar à vista uma beleza nua e crua, com marcas e defeitos. Sem disfarces.

CASAS DE BANHO E COZINHAS DO SÉCULO PASSADO

2.10.17
Quem me conhece sabe que eu adoro ver as casas dos outros, não por bisbilhotice mas sim por um genuíno prazer de descobrir como as pessoas ocupam e vivem os espaços. E se as casas dos outros são, ou foram, mansões e cottages do séc 20, essa minha indiscrição natural ainda se agudiza mais. Mas não se alastra a todo e qualquer ambiente. O que gosto mesmo de apreciar, são as casas de banho e as cozinhas de antigamente. Do tempo em que, quem tinha desafogo financeiro, não se confinava em espaços pequenos, o banhar-se e vestir-se era todo um ritual, e as refeições exigiam protocolo e etiqueta. As imagens a seguir foram tiradas nas famosas mansões de Newport. Newport fica no estado de Rhode Island, nos EUA, e era, nos finais do séc. 18, inícios de 19, uma cidade da elite, onde famílias influentes de Nova Iorque construíam suas casas de veraneio. Quando veio a grande depressão dos anos 20, e à medida que as famílias foram desmoronando, para evitar que as casas fossem vendidas pelos descendentes, demolidas ou transformadas em modernos condomínios, surgiu uma entidade, a The preservation Society of Newport County, que as adquiriu e mantém-nas abertas ao público. Sorte a nossa, que hoje em dia podemos comprar um passe que dá acesso a todas as casas, e com a ajuda de um guia áudio, passearmo-nos pelas histórias de vida dos Vanderbilt ou dos Astor. Banheiros e cozinhas antigas, são a minha perdição. Os primeiros porque encontramos neles peças que chamo de "intrusos" e as segundas, porque me fascinam aquelas mesas enormes centrais. Intrusos, para mim, são tapetes, cortinados, sofás, cadeiras, cómodas, quadros e todos aqueles elementos que deveriam esta na sala ou no quarto, mas estão nas casas de banho. Objetos que parecem estar fora do seu habitat natural, mas a meu ver, dão um charme imenso a um ambiente tão prático e ascético como uma casa de banho. Quanto às cozinhas, sou perdidamente apaixonada pelas mesas gigantes, de tampo de madeira ou pedra, pela proliferação de utensílios antigos e pelos armários louceiros que espalham-se pelas paredes e deixam o enxoval da casa todo à vista. E quando deambulo por estes espaços, divago e deixo a imaginação fluir. Tento conjecturar sobre as dezenas de empregados que eram precisos para manter estas casas e servir os patrões. E esforço-me também por imaginar os aristocratas, de férias, mas num ritmo frenético de formalidades e cerimoniais, quando um dia era planeado ao pormenor e havia horários rígidos para toda e qualquer atividade!

CASAS VELHAS FAZEM-ME SORRIR

9.4.17
Algumas vezes perco a vergonha e mostro no blog trabalhos que faço profissionalmente. Geralmente, são remodelações de apartamentos velhos e devolutos há vários anos. Pouca gente entende esta minha atração por entrar em espaços escuros, sujos e degradados, mas creiam, quanto mais deteriorada e abandonada estiver a casa, mais me sinto desafiada. Se tiverem potencialidade (e raramente não têm) consigo visualizar os espaços acabados quase que imediatamente na minha cabeça. Não vou aqui entrar em detalhes técnicos (e houve muitos nesta obra!) pois o meu objetivo não é ensinar-vos nada e sim e tão apenas inspirar-vos e sensibilizar-vos para andares antigos e cheios de personalidade que existem por aí, só à espera de serem descobertos. O apartamento que vão ver a seguir, é muuuito pequeno, com algum otimismo pode-se dizer que terá uns 30m2. Não tinha casa de banho. A sanita, ficava na cozinha. Sim, leram bem, na cozinha. Ele hoje parece novo, mas o interessante é que as marcas do tempo permanecem: nas portadas que não fecham bem porque estão empenadas, na pedra da chaminé que foi descascada e revelou suas falhas, nas bandeiras das portas ligeiramente inclinadas devido à estrutura do prédio que em algum momento da sua longa existência, cedeu.
Um detalhe que adoro é a janela da cozinha. Nada de abrir para um espaço lindo e cheio de luz, se espreitar por ali, são as escadas do prédio que vai ver! São estas surpresas, impensáveis nos dias de hoje, que me cativam. Para as fotos, trouxe alguns adereços de casa. Já expliquei aqui que o meu trabalho acaba no fim das obras, e que é muito raro eu ter acesso à casa depois de habitada. Então carrego objetos meus para que quem lê possa ter alguma noção do espaço. Aaaah, quando eu fechar pela última vez a porta desta casa de bonecas, vou ter saudades da mini cozinha, da pequena casa de banho e dos cómodos diminutos!

A COZINHA DOS VERHOVEN

8.1.16
Em meados de Novembro último, todos nós assistimos, atónitos, aos atentados de Paris e às consequentes medidas rigorosas de segurança tomadas por alguns países vizinhos. Nomeadamente a Bélgica, e mais especialmente sua capital, que durante quase uma semana, literalmente parou: o metro foi fechado, as aulas do infantil às faculdades, suspensas, o comércio encerrado, aglomerações proibidas. À população foi pedido que se mantivesse o mais possível em casa. Eu tenho uma filha em Bruxelas, estudante de medicina e que nesse mês de Novembro estava em estágio com um médico. Na Bélgica, é comum os médicos terem os consultórios instalados nas suas próprias casas e saírem para fazer visitas domiciliárias. Foi com um clínico com esta rotina, um senhor em final de carreira, que Laura fez o estágio. Todos os dias, ela dirigia-se a pé para a casa dos Verhoven, participava das consultas e saía de carro com o doutor para as visitas em casa dos pacientes. Isto aliviou as minhas preocupações de mãe, pois pelo menos sabia-a longe do metro, do Campus Universitário onde diariamente circulam milhares de estudantes e fora das aulas ministradas em anfiteatros com mais de cem alunos. Mas o que me acalmou mesmo, foi quando dei-me conta que as pausas da Laura eram feitas numa cozinha linda, desarrumada, vivida, com móveis que pareciam não combinar, flores frescas colocadas sobre a bancada, restos de comida na mesa, desenhos dos netos espalhados pelas paredes coloridas. Como se ali, ela pudesse estar protegida de tudo, abraçada pela cor e pelo aconchego da família. As pausas e refeições eram feitas neste ambiente, na companhia do casal, de 5 crianças impedidas de ir à escola e do cão. Os Verhoven, acolheram a minha filha num período que acabou por ser difícil para todos, e podem até imaginar que eu lhes esteja grata por isso, mas nunca saberão a real dimensão desse reconhecimento nem desconfiarão o quanto a barafunda da cozinha deles apaziguou-me o coração e me fez acreditar que a vida por lá corria serena.
De Lisboa, entre os mil afazeres das festas de Dezembro enviei-lhes uma almofada feita sem estudo prévio, apenas com o que tinha em casa e em que nem a camisa do marido escapou. Uma prenda modesta face ao que recebi.

SAÍDA DOS ANOS 50

7.3.14
Na minha profissão de arquiteta, as remodelações são o que mais gosto de fazer.
É a oportunidade de devolver à casa, a atmosfera e o ambiente da época da sua construção.
E quem me acompanha nestas andanças, sabe que o original é sempre para manter, mesmo que isso acarrete mais trabalho, mais gastos, menos algum conforto futuro. No final, compensa.
São casas que depois de remodeladas, não servem para qualquer pessoa, e sim para quem sabe aceitar e até admirar, as imperfeições e as marcas do tempo.
Vou vos deixar com a cozinha desta casa dos anos 50, que é quase sempre a parte mais interessante de um antes e depois, e lá mais para baixo, verão outros ambientes do apartamento. Como já disse aqui, infelizmente, é raro eu ter acesso às casas depois de ocupadas, o que me impede de mostrá-las como eu gosto, já com cara de lar. Para fotografar a cozinha, ainda levei uma grande tigela de limões, tinham mos dado nesse dia, e eu achei que poderia trazer alguma cor e humanizar as imagens. Mas em termos de produção, foi o máximo que consegui fazer!




COZINHA PRONTA EM 3...2...1 !

21.11.13
Promessa é dívida! vou mostrar a cozinha, ou melhor, o canto das refeições finalmente pronto. Levou o seu tempo, eu sei. Não é que a remodelação fosse complicada , muito pelo contrário: já tinha tudo na minha cabeça, era só questão de concretizar.
Mas o tempo frio e húmido não ajudou à colagem do papel nem as pinturas em tinta de esmalte, então tudo tornou-se mais moroso.

Mas aí está, um espaço muito pessoal e quase intransmissível, reconheço.

Em 17 anos, a cozinha conheceu 3 fases.
Da primeira, apenas sobram as imagens abaixo, tiradas da revista Casa Cláudia de janeiro de 2000, em que a família era menos numerosa, e o estilo tinha um pézinho no rústico.

Em 2007, fiz umas obras grandes na cozinha. Mudei móveis, piso e revestimento das paredes, e claro que o canto das refeições também levou um upgrade: acrescentei uns nichos para a crescente coleção de velharias, coloquei uma mesa maior, porque no entretanto a família aumentou, e troquei a pintura mural rústica por algo mais citadino, inspirado nos cafés Parisienses. Sou assim: altamente influenciável pelo que vejo. 

UMA CASA QUE TRANSBORDA

2.10.13
Conheço a Danielle desde sempre. As nossas mães eram BFF*, embora não o soubessem, porque a expressão não existia na época. Mas sentiam-no.
E as nossas avós, vizinhas: o portão do jardim da casa de uma, ficava em frente ao portão do jardim da casa da outra.
Uma amizade de três gerações, portanto.

A casa da Danielle é grande em tudo. Abundante em espaço, generosidade e em amor. Em filhos também. Sete ao todo, alguns do coração.
Quem conhece bem a Danielle, identifica a sua personalidade enérgica em cada canto da casa: um quê de exuberância e inconformismo, mesclado a grandes doses de se dar aos outros. 

É uma casa muito habitada e de portas abertas, em todos os sentidos. Sem fronteiras entre os espaços, nem conceitos pré definidos. 
O verbo que me ocorre é transbordar.
Aqui tudo se confunde: a arte entra na cozinha, as frutas e legumes estendem-se para a sala, a sala espalha-se lá para fora em bonitas e coloridas redes.

HOJE,SÓ A COZINHA

24.5.13
Vocês já perceberam que eu atrevo-me a dar receitas,sem ter jeito nem para fritar um ovo.Que ataco de crafter mal sabendo enfiar a linha na agulha.E ainda corro,nado e pedalo diariamente,mas  estou longe de ser atleta.
Na vida real,sou arquiteta.That´s what I do for living.Gosto de ter os pés metidos no pó,no barulho,no movimento e no imprevisto.
Quanto mais a casa estiver velha e degradada,melhor.Maior é o desafio de recuperar os elementos de época,nem sempre evidentes, e maior o estímulo para arranjar soluções que,sem colidir com  a alma da casa,permitam trazer o conforto e alguma da modernidade dos nossos dias.
Quem me acompanha numa obra já sabe:quando as decisões dependem só de mim,tudo é para manter.Mesmo se certas soluções não vão ao encontro do gosto comum ou possam suscitar discussões.

A casa que vão ver abaixo,foi uma das que mais tive satisfação em intervir.Para não maçar,hoje vão ficar só com a cozinha.Plantas do antes e depois e outros ambientes virão no próximo post. 

Quando entrei,a cozinha ( e o resto da casa) estava num estado deplorável,e acreditem,até ao dia anterior a estas fotos,tinha lá estado a viver uma família.
A cor que imperava em todo o espaço,era esse amarelado de gordura.Nunca consegui identificar qual teria sido a cor original dos móveis e das paredes.Infelizmente a bancada e os armários inferiores,estavam irrecuperáveis. 


A bancada nova poderia ter continuado até à parede do fundo,decisão lógica.Mas encontrei na casa esse sideboard dinamarquês,em ótimo estado,e achei que lacado de lilás ele poderia continuar a morar por lá.
Em baixo,a cozinha,vista da marquise,final de obra,limpeza feita. As portas foram decapadas como já fiz noutros trabalhos, gosto mesmo de ver os veios e os nós das madeiras.
A janela para a qual chamei a atenção lá em cima:tinha uma rede para ventilar uma despensa contigua à cozinha. Essa despensa foi transformada em casa de banho.Deixei a janela no seu estado original,sem tocar no aro e guarnição,que ficaram na cor que eu tinha encontrado a cozinha.Quem entra hoje na casa,pensa que é um trabalho de patine feito de propósito.Mas não.Ficou como um testemunho dos anos de descaso.Pormenor no aro,em baixo à esquerda:marca de uma tomada de luz.
O móvel superior é o mesmo.As portas estão ao natural,com vidro e puxadores novos.
Alguns pormenores:

ESTAVA ASSIM, MAS FICOU ASSIM

6.2.13
Apesar de eu não me considerar cozinheira nem nas horas vagas,a cozinha é um dos espaços em que me dá mais prazer intervir.

A que vos trago hoje tem uma configuração que não é nada comum:

E encontrava-se neste estado: piso abatido e coberto por linóleo,armários destruídos,algumas paredes com estrutura de madeira,típica de um prédio de 1910, como é o caso, irrecuperáveis por anos de ação da água.
Mas a essência estava lá: mais de 3 metros de pé direito ,chaminé em pedra,azulejos de inícios do séc.XX.


Esta parede do lava loiças confina com a casa de banho, o seu interior em madeira estava completamente apodrecido. Teve que ser demolida e refeita. Ao fundo pequena janela que dá para o saguão interior do prédio.

Foi só preciso manter tudo o que pudesse ser recuperado e adicionar alguns elementos -leia-se móveis- novos para que o espaço ganhasse vida novamente.




única parede em que se conseguiu manter os azulejos. Reparem que todas as tomadas estão no rodapé. À direita, painel de aquecimento: um mal necessário!
Infelizmente, acabo quase sempre por não ver os espaços adaptados à família que o vai habitar, nem com os detalhes que vão fazer a diferença.
As casas são recuperadas para vender ou alugar -neste caso está arrendada- e só muito raramente acontece de eu lá entrar com as pessoas a morar.O que é uma pena, pois um exercício interessante é descobrir como é que outros "ocupam" e personalizam um espaço pensado por nós.
Mas enfim as bases estão lançadas:elementos novos e neutros, para fazer sobressair o antigo.
E se não posso saber como a cozinha está hoje, não tenho dúvidas de como a adaptaria à vivência da minha família:uma bela mesa no centro,um louceiro na parede de azulejos, e quadros, grandes e com cor, acima dos azulejos,tirando partido e enfatizando ainda mais o pé direito generoso .
E um toque final: este candeeiro de pé que a Bárbara fotografou para nós numa loja em São Paulo-Brasil.



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