Uma linda e feliz quadra é o que desejo a todos que passam por aqui. Mesmo que não consigam reunir toda a família, como tem sido o meu caso de há uns anos a esta parte, o essencial é que estejam todos no coração uns dos outros.
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ESTAR PRESENTE...
24.12.18
Tenho uma teoria muito própria sobre o Natal: que idade e número de presentes são grandezas inversamente proporcionais. Ou seja, quanto mais velhos ficamos, menos prendas recebemos! Mas até nisso a natureza é sábia tornando-nos mais desprendidos das coisas materiais à medida que os anos passam. Com a idade começamos a valorizar mais os momentos em si, os sentimentos e a importância de logo à noite estarmos presentes. Seja qual for a sua forma de festejar o Natal, e não há uma fórmula correta, cada um assimila e vive a quadra à sua maneira, tenho a certeza que reunião é a palavra mais importante. Reunião, que também é sinónimo de celebração e comemoração. Que à vossa mesa, daqui a umas horas, não faltem afetos, memórias e sonhos. Mas principalmente, que estejam todos...presentes.
Feliz Natal!
Feliz Natal!
FESTA DE 18 ANOS EM CLIMA DE OUTONO
28.10.18
Por estes dias, a criança da casa completou 18 anos. Ele é um miúdo que apesar de gostar de conversar e conviver, não é muito dado a festas, principalmente se as luzes estiverem viradas na sua direção. Mas, maioridade é um marco na vida de qualquer pessoa e achei que a ocasião não poderia passar em branco. Pedi-lhe então que convidasse alguns amigos, chamei a família e esvaziei a sala de casa para conseguir lá fazer caber mesas que permitissem que todos jantassem sentados e em conforto. Rapidamente também cheguei à conclusão que uma decoração inspirada no Outono seria fácil de montar e teria o cariz masculino que pretendia. Nem todos os itens são meus: aluguei as mesas rústicas e as cadeiras, os copos e os guardanapos. Usei o serviço de pratos que foi prenda de casamento há quase 30 anos e dividi os vários modelos de talheres que tenho pelas 3 mesas. E o resto é, como se costuma dizer, fruta (e flores) da época, que nisso o Outono é pródigo e generoso: abóboras, dióspiros, romãs, castanhas e nozes, margaridas, girassóis, eucaliptos e folhas caídas. Até o menu teve sabores outonais e o creme de abóbora quentinho foi servido...na própria abóbora, como que para contrariar as temperaturas baixas que se fizeram sentir nessa noite.
TOUR PELO QUARTO DAS FILHAS
9.6.18
Para fechar com chave de ouro a transformação do quarto das filhas, aqui fica um pequeno video realizado, não por mim, que pouco ou nada entendo de tecnologia, mas por Andy, um jovem talentoso e multifacetado, estudante de arquitetura e atleta de saltos ornamentais, que a convite da minha filha ficou por alguns dias cá em casa enquanto explorava e tomava-se de amores por Lisboa e arredores. Pouco mais de um minuto em que, quem andou por aqui, a incentivar e a adivinhar o que viria a seguir, vai finalmente poder ver, através do olhar divertido e irreverente do Andy, as peças que se encaixam. Clique and....enjoy!
__________________________
FICHA TÉCNICA:
IDEIA E REALIZAÇÃO
Andy Kreiter
CAST (in order of appearance)
Val
Victoria
Bea
Andy
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Para quem perdeu, ou quer recordar, o processo que levou à transformação do quarto, aqui ficam os links:
A BANCADA
28.5.18
Nem só de móveis recuperados vive um quarto e se havia um problema por solucionar desde o início da remodelação, e que eu sabia que dificilmente o conseguiria fazer com um móvel existente, devido às dimensões muito específicas que eu precisava, era o canto entre a parede onde ficam as prateleiras e o sofá. Depois de matutar bastante (reciclar, para mim, é sempre a primeira opção e fico contrariada quando não é possível fazê-lo) acabei por eu mesma desenhar e pedir a um carpinteiro que executasse uma bancada simples, da cor da parede, estreita, que contemplasse alguma área para arrumação (socorro! jovens têm toneladas de roupa) e um pequeno espaço para sentar e escrever ou consultar o portátil. Para que o móvel não ficasse com ar de bancada de cozinha asséptica e impessoal, coloquei-lhe puxadores de modelos e cores diferentes, cujo único ponto em comum é serem todos de vidro. Fiquei contente com o resultado: apesar de grande (2 metros de comprimento), as linhas minimalistas do móvel e o fato da cor confundir-se com a da parede, conferiram-lhe um protagonismo sóbrio que não colide com as restantes peças. As mais observadores vão ainda reparar, que nas fotos abaixo, aparecem de relance as colchas das camas. Foram feitas com carinho pelas mãos da Ana e sobre elas, nada como ler aqui e aqui as suas próprias impressões. Conclusão do quarto? no próximo post, com direito a video divertido onde poderão ver tudo junto e misturado!
ANTES E DEPOIS DO SOFÁ
11.5.18
Eu tinha guardado o sofá para um dia colocá-lo na sala, quando fosse feita a reforma que anda a ser adiada há anos, mas acabou no quarto das filhas, visto o "programa" delas pedir um local para chill out. O "programa" também me deixava liberdade para um, e somente um, elemento de cor no ambiente, e foi no sofá que me realizei. Relativamente pequeno e com umas orelhas que lhe conferem um certo charme, a ideia foi dar-lhe aquele twist que lhe permitisse passar do clássico ao contemporâneo. E nem os pés, que são novos pois os antigos tinham sido comidos pelo bicho, escaparam. Falta pouco para a reforma chegar ao fim: umas colchas lindas feitas pelas mãos de alguém que muitos de vocês conhecem e acompanham, estão quase prontas. E, apesar das miúdas já não precisarem de uma zona de estudo, desenhei e mandei fazer uma bancada estreita, da cor da parede, de linhas simples e que contempla uma pequena área para a pessoa sentar e escrever ou consultar o portátil. Está quase, vamos segurar um pouco mais a ansiedade!
BAÚ DE CABECEIRA
30.4.18
Quando alguém me perguntou se eu queria ficar com o baú, confesso que aceitei só por simpatia. Nunca pensei que algum dia pudesse vir a me ser útil. No entanto, quando precisei de uma mesa de cabeceira para o quarto das filhas, foi dele que me lembrei. Era feio de doer, mas tinha as medidas adequadas e apesar de velho, estava em bom estado. Foi um autêntico desafio livra-lo do verniz escuro que o cobria por inteiro, mas quando a camada preta desapareceu, revelou uma madeira cor de mel, ferragens trabalhadas e um papel com textura. Como para o meu objetivo ainda estava um pouco carregado, pintei o papel com uma tinta clara, com cuidado para não esconder os relevos. E de uma caixa sombria e sisuda, direi até, meia soturna, o baú passou a um elemento levemente romântico, que encaixou na perfeição entre as camas das miúdas.
Baús são peças que despertam indagações: será que rodaram o mundo ou terão levado uma existência mais pacata, encerrando o enxoval de uma vida? entre mala de viagem e arca de arrumação, acho que foi esta última a função que ele sempre cumpriu. Agora, passará a ser guardador de sonhos.
Baús são peças que despertam indagações: será que rodaram o mundo ou terão levado uma existência mais pacata, encerrando o enxoval de uma vida? entre mala de viagem e arca de arrumação, acho que foi esta última a função que ele sempre cumpriu. Agora, passará a ser guardador de sonhos.
TOUCADOR IMPROVISADO
22.4.18
A vida aqui no blog tem andado muito slow, mas lá fora, a coisa está agitada. Deveria mesmo dizer, frenética. São as obras em casa, que coincidem com uma fase de compromissos profissionais intensa, tudo isto somado às atividades extra curriculares (hobbies) que teimo em não abandonar e à minha mania de ser eu própria a fazer tudo. No meio de toda essa azáfama, o quarto das filhas começa a desenhar-se, com algumas coisas prontas, outras em fase de acabamento, e outras ainda em estudo, como gravuras e fotos que se encontram pregadas às paredes com fita crepe. Se há coisa que me tira do sério em decoração, é deparar com aparelhos de ar condicionado e radiadores murais, males necessários num país que tem as 4 estações. E o quarto das minhas filhas tem ambos, e tudo numa mesma parede. Quanto ao ar condicionado, não há nada a fazer, é pura e simplesmente ignora-lo. Mas o aquecedor fica ao nível dos olhos e ocupa espaço útil, não há como não assumi-lo. E foi nessa tentativa de integra-lo ao ambiente que surgiu uma espécie de penteadeira, usando quase tudo que trago das minhas viagens e estoco. Sim, quando viajo, há certos itens que geralmente vêm nas malas, entre eles, puxadores, cabides de parede e luminárias (não falemos em pratos). Guardo, e espero que a ocasião de usá-los se apresente. E acreditem, a oportunidade, pode levar anos, mas chega. Os únicos objetos que comprei de propósito para fazer este toucador improvisado, foram o espelho e a prateleira. Uma prateleira comum, de qualidade bastante duvidosa até, que forrei com publicidades de cremes, batons e lingerie, tiradas de uma revista de moda de 1954. Enquanto o resto não se compõe, deixo-vos aqui um pequeno spoiler do quarto. Outros, seguirão.
SANTA PÁSCOA
30.3.18
No hemisfério norte, a Páscoa acontece junto com a primavera, e reforça o sentido da quadra: desejos de renovação, de alegria e de renascimento. É chegada a hora de retomar, germinar. Desabrochar. E Façamo-lo junto à família, à volta de uma mesa, onde se coloca as iguarias típicas da época mas aonde se põe também a gentileza e os sorrisos. Este ano, aqui em casa, vai faltar uma filha mas os sobrinhos vão preencher essa ausência, o que é garantia de festa redobrada e muito entusiasmo. E o que vos desejo é justamente isso: que se reúnam e reforcem os laços, com a família e os amigos. Com aqueles que vos são queridos e importam na vossa vida!
PLANOS PARA O QUARTO DAS FILHAS
16.1.18
Neste final de ano aconteceu algo sui generis lá em casa. Aproveitando a rara ocasião em que as duas filhas estavam presentes, uma vez que ambas estudam fora e é difícil coincidirem em Lisboa, dei-lhes um ultimato para que fizessem uma limpeza aos armários do quarto delas, separando a roupa que já não servisse ou quisessem. Saí de casa e disse-lhes que queria tudo limpo e organizado até ao final da tarde, quando eu voltasse do trabalho. Mas qual a minha surpresa quando ao regressar, dei com a entrada do apartamento atafulhada de sacos: as duas não só tinham separado a roupa para doação como ainda embalaram tudo o que se encontrava no quarto e que elas definiram como artigos infantis que nada mais tinham a ver com elas. Ensacaram bonecas, porta retratos, desenhos, bijuterias, CDs, livros, enfeites. E perante a minha cara de espanto, viraram o feitiço contra o feiticeiro e lançaram-me o repto: que eu me livrasse dos móveis coloridos, das secretárias de estudo que já não utilizam e lhes desse finalmente um quarto de adulto. Reivindicam madeira natural e cores neutras (vá lá, depois de muita conversa vão deixar-me colocar um só elemento com cor) e uma zona de chill out. Eu sei que elas têm razão em pedir este refresh. São 22 anos de uma decoração que evoluiu com elas até uma certa altura mas depois parou. Parou porque elas não estavam cá. Parou por preguiça minha (confesso). Parou porque a maior parte do tempo o quarto tem estado fechado e esquecido. Planos, tenho alguns. Dúvidas, muitas. A única certeza é que quero começar por tirar o lambril de madeira verde, arranjar uma cor para as paredes na paleta dos cinzas, e tentar remodelar uma ou duas peças velhas que tenho guardadas. O resto, como sempre, confio no acaso, vai cair do céu e vai dar certo!
O quarto depois do desbaste:
O quarto depois do desbaste:
SO THIS IS CHRISTMAS
24.12.17
Natal para mim é uma época de mixed feelings. Gosto da beleza e do significado da quadra mas sinto falta da magia de outros natais e de pessoas que já nos deixaram. Acho que é por essas razões que a decoração de casa fica sempre para o último dia, dessa forma vou protelando. Adio, mas não evito, pois a noite de 24 e o dia 25 acabam sempre por chegar. Então vamos viver esses dias com alegria! Sentemo-nos logo à noite à volta de uma mesa bonita, sim, mas principalmente que seja uma mesa repleta de memórias, sonhos, afetos e paz. E deixo-vos a mensagem de John Lennon que é para mim a ideia mais simples e bonita de Natal: "So this is Christmas, I hope you have fun".
ALMOFADAS CACTUS
1.5.17
Deste post da Susi, roubei o título e a inspiração. Estava justamente na fase de reabilitar a parte externa de casa depois de um longo inverno, limpar o limo que se forma no piso, lixar o banco e impregna-lo com óleo de teca, tentar pelo 3º ano consecutivo que a buganvília se desenvolva e floresça, quando imaginei que umas almofadas cactus pudessem emprestar um ar lúdico e divertido ao terraço. Entre pensar e executar, foi um passo. Questão de comprar alguns tecidos, aproveitar material que já tivesse em casa, procurar moldes no pinterest, fazer outros de minha própria autoria. São desenhos de linhas muito simples, de fácil elaboração e aplicação. Outro elemento novo no terraço é a mesa de centro. Na verdade, um banco, que nas fotos parece branco mas é verde água, bem tosco e que me foi oferecido por uma colega do trabalho. Isto de ter fama de que se gosta de coisas velhas e se aproveita tudo, tem destas vantagens, vez por outra somos presenteadas com peças bem engraçadas! Vejo nele uma tal versatilidade que desconfio que este será dos tais que terá vida longa e muitas funções!
BOA PÁSCOA
14.4.17
Mais uma Páscoa e mais um ano em que não consigo reunir toda a família. Mas a mesa está posta para o almoço de domingo, com alegria e amor nos detalhes. Colorida nos pratos e nos sentimentos. Saudando este momento de reflexão e renascimento, em que se celebra a vida e se agradece as bênçãos. A todos que por aqui passam, uma Páscoa muito feliz!
ENTÃO É NATAL...
24.12.16
Tenho uma tendência incrível para empurrar com a barriga as coisas que não me agradam muito. E preparar a casa para o Natal é uma delas. Como se 24 não fosse chegar, ou se vier (como é inevitável) tudo se resolvesse por si só. O pior, é que nada aparece feito sem a minha intervenção: a árvore não sai da caixa sozinha e se monta a ela própria e os enfeites que lotam a arrecadação não surgem nos locais que idealizei como que por magia! Mas ao mesmo tempo dá-se um fenómeno curioso: não sou alheia às decorações que em final de Outubro começam a surgir no comércio, e se forem diferentes, com cores que fujam às tradicionais ou realmente bonitas, sou cliente em potencial! O resultado é que tenho 5 árvores de vários estilos e caixas abarrotadas. Explico isso com a minha veia estética e mente inquieta, que gosta de ser desafiada. Todos os anos preciso montar quatro árvores, em locais diferentes e sempre reclamo da tarefa. Mas todos os anos esforço-me para fazê-las diferenciadas. Reconheço que o Natal traz-me um certo desassossego e sentimentos díspares. O que gosto mesmo desta época é da chegada do Inverno, das árvores nuas, do nevoeiro matinal, das iluminações da Baixa. De poder andar pela cidade e contemplar tudo isso. Sei que é uma quadra de reunião, e com grande parte da família fora, é claro que sou sensível ao esforço que cada um faz para estar presente. Mas sinto falta, muita mesmo, de algumas pessoas que já partiram e isso não me deixa viver o Natal na sua plenitude.
Mas 24 chega, pontualmente, ano após ano, mesmo que eu não queira, então, para os que aqui passam, desejo uma noite muito feliz, porque para mim, também será!
FESTA NO TERRAÇO
13.6.16
Sempre que há festa lá em casa, rezo a todos os santinhos no geral e a São Pedro em particular, para o tempo estar bom e eu conseguir acomodar a maior parte dos convidados (ou todos) no terraço. Na semana passada, minhas preces foram ouvidas! a filha do meio fez aniversário, convidou 12 amigos para jantar e a noite estava esplêndida! Foi simples, como ela gosta, mas divertido como merece a idade: levei tudo o que estava dentro de casa, lá para fora, e inspirei-me no mês dos Santos Populares para encher o terraço de luz e cor. Nada combina, mas tudo se coordena. A "pequena" fez 21 anos, e com muita pena minha, não consegui acabar a tempo, a prenda que lhe estou a fazer. Não será totalmente surpresa para ela, pois precisei da sua ajuda para fornecer-me a matéria prima. É algo que não tem qualquer valor material, mas grande significado emocional. Como para mim, no blog, o tempo é contabilizado por posts, espero, dentro de duas ou três postagens, poder mostrar-vos um memory quilt muito especial.
A CADEIRA AMARELA
6.6.16
Sou chata quando implico com alguma coisa. E foi assim com esta cadeira. Primeiro achei que ela deveria ser amarela, mas não totalmente. Influenciada pelas imagens que vejo no pinterest, de moveis com partes coloridas e outras deixadas na própria madeira, pintei só alguns elementos da cadeira e envernizei os restantes. Não me agradou, ficou uma coisa sem sentido e a dita cuja foi relegada para um canto da sala, inacabada e sem assento. Foram meses a olhar para ela, indecisa e desanimada até que este fim de semana tive mesmo que lhe dar um jeito. Vou ter hóspede em casa e a ideia do mono ali especado e sem utilidade, dando um ar de desleixo à dona da casa, apavorava-me. Há coisas que para serem acabadas, basta começar: lixei o que tinha envernizado, e dei-lhe um banho integral de tinta amarela. Agarrei numa tábua de contraplacado, cortei-a no shape do assento, um pouco de enchimento e um cetim que tinha em casa a forrar o todo. Não sou apreciadora da estética oriental, mas lembro-me de no ano passado, por altura do Carnaval, ter sido atraída pelas cores dos tecidos para fantasias na montra de uma loja. Num impulso comprei uns cetins japoneses, tecidos que provavelmente ficarão sem uso, pois não me vejo nunca nesta vida, a passear de kimono por Lisboa afora. Não estou completamente convencida, gosto de assentos rechonchudos e o meu ficou mais para o flat. Mas já decidi, no dia que a hóspede sair, sai atrás a cadeira, direta para o estofador.
TRAZER A PRIMAVERA PARA DENTRO DE CASA
13.3.16
Noto que a Primavera está a chegar quando entro no ginásio e este rebenta pelas costuras. Quando na aula de localizada, o meu lugar cativo foi descaradamente ocupado e a afluência é tanta que não consigo visualizar a minha pessoa no espelho. São elas e eles, cheios de boas intenções, entusiasmados com o bom tempo, focados na operação praia 2016. Mas voltando ao tema: as temperaturas sobem, o céu está absurdamente azul e reaparece aquela luz linda, típica de Lisboa. Só dá vontade de apressar o calendário e trazer a Primavera para dentro de casa. E isto é possível e até acessível, basta soltarmos a criatividade e usarmos aquilo que já temos em casa. Tirar dos armários aqueles objetos que geralmente estão guardados para ocasiões especiais, fazer um mix de estampas na roupa de cama e na mesa, dar usos diferenciados a peças soltas e, claro, florir, florir muito a casa. E decorar, com pássaros, com frutas, com bom gosto, harmonia e cor. Pequenas alterações fazem milagres e deixam os nossos olhos e a nossa alma mais alegres. Lá em casa, já está tudo preparado para receber a estação mais inspiradora do ano!
No meu quarto, nunca tive colcha definitiva. Sempre usei diferentes capas de edredons no inverno e mantas leves de toda a sorte no verão, e desta forma, quando é feita a cama de lavado, o ambiente renova-se. No momento, ainda não está quente o suficiente para prescindir do edredon, então, para variar, uso-o sem capa e fiz diversas fronhas com mistura de padrões para ir mudando o visual. Não esquecer de um arranjo singelo na mesinha lateral.
No meu quarto, nunca tive colcha definitiva. Sempre usei diferentes capas de edredons no inverno e mantas leves de toda a sorte no verão, e desta forma, quando é feita a cama de lavado, o ambiente renova-se. No momento, ainda não está quente o suficiente para prescindir do edredon, então, para variar, uso-o sem capa e fiz diversas fronhas com mistura de padrões para ir mudando o visual. Não esquecer de um arranjo singelo na mesinha lateral.
FELIZ TUDO!
24.12.15
Às vezes ponho-me a pensar o porquê de preparar a casa para o Natal sempre tão tarde e chego a duas conclusões. A primeira é que já não tenho mais crianças em casa. Os pequenos tornaram-se jovens adultos que talvez até gostem de ver a casa vestida para as festas, mas têm no momento outras prioridades, portanto, não ajudam. A mãe faz tudo sozinha e sem qualquer incentivo. A segunda ilação que tiro, é que pouco dada a programar e organizar, mas com a mania de que sei e posso fazer tudo, proponho-me mil e um projetos e acabo por cair num problema comum: a falta de tempo hábil para realizar tudo o que pretendo. Desabafos à parte, este ano, saiu da arrecadação o que havia de mais colorido. Sei que não é um gosto comum, mas sou muito pouco dada a tradições. E a mesa está posta. Não para a ceia, que essa será na casa do meu pai, nem para o almoço do dia, por costume, com a família do marido. Mas para um café da manhã. Ou melhor, chamemos-lhe um brunch, pós corrida. Pode parecer estranho, mas acordar cedo em dias que não é suposto e sair para correr nas ruas desertas da cidade, é das coisas que melhor sabe a esta família. E a todos que passam por aqui, desejo um feliz Natal, um feliz Ano Novo. Um feliz tudo!
BURGER LUNCH
3.9.15
No fim de semana passado, houve almoço com os sobrinhos lá em casa. Uma espécie de adeus às férias e despedida entre os primos, que estudam ou trabalham quase todos fora. Agora, para se encontrarem novamente, na melhor das hipóteses, só pelo Natal. Como são todos jovens adultos, resolvi fazer alguma coisa descontraída. E como sou uma pessoa altamente influenciável pelos blogs que leio, quase nada saiu da minha cabeça. O prato principal foi "hamburgers com cebola caramelizada, servidos em pão brioche sobre pequenas tábuas de madeira". Ou seja, hamburger no pão. E ponto. Aqui esgotou-se a minha imaginação. Pois todo o resto foi plagiado no maior descaramento. Do blog da Camila, copiei a ideia das batatas servidas dentro das "cocottes", que mais não são do que pequenas caçarolas que dão um charme todo especial à mesa. Entretanto, já tinha ficado de olho nesta receita de chips da Regina. À falta de inhame, que não consegui mesmo encontrar, usei batata doce. E a sobremesa "de última hora" fui buscar ao Studio da Lu: um doce delicioso, super fácil e rápido de preparar. Aqui, um pequeno parêntese para salientar que quando chegou a este quesito, tive mais um rasgo de criatividade, e para personalizar o doce e divertir os sobrinhos, coloquei na mesa um expositor de "toppings".
A internet no geral e os blogs muito em particular, têm sido para mim uma fonte inesgotável de inspiração e um mundo de partilha sensacional!
VESTIR O BANCO
7.8.15
Desculpem-me a overdose de posts sobre o terraço, mas tem uma explicação: como encontro-me em casa em semi férias, e este espaço no verão é bastante usado, tenho ocupado muito do meu tempo livre a melhorar as condições de "habitabilidade" lá fora. Se o termo semi férias não lhe diz nada, vou esclarecer: oficialmente estou a trabalhar, mas sendo agosto o mês em que Lisboa fica deserta e o escritório em banho-maria, sobra-me bastante vagar para estar em casa a inventar.
Tempo de ócio esse, em que me obriguei a terminar a manta, começada há meses, que vai servir para cobrir e disfarçar as mazelas do velho banco do terraço. Só que nem tudo começou da melhor forma: escolhi cores e padrões que até podem ser bonitos, mas têm pouco a ver comigo; enganei-me nas dimensões e tive que ir emendando (e inventando) à medida que avançava; desiludi-me com o todo, passei à frente N projetos que tinha em fila de espera e a manta evoluiu aos soluços e empurrões. Numa tentativa de remediar o que não tem mais remédio, virei a coberta do avesso e coloquei almofadas. Fica aqui o resultado falhado (numas fotos baças e sem cor que também não ajudam mesmo nada) e a promessa de fazer nova manta, ao meu jeito, para a temporada primavera-verão 2016.
Tempo de ócio esse, em que me obriguei a terminar a manta, começada há meses, que vai servir para cobrir e disfarçar as mazelas do velho banco do terraço. Só que nem tudo começou da melhor forma: escolhi cores e padrões que até podem ser bonitos, mas têm pouco a ver comigo; enganei-me nas dimensões e tive que ir emendando (e inventando) à medida que avançava; desiludi-me com o todo, passei à frente N projetos que tinha em fila de espera e a manta evoluiu aos soluços e empurrões. Numa tentativa de remediar o que não tem mais remédio, virei a coberta do avesso e coloquei almofadas. Fica aqui o resultado falhado (numas fotos baças e sem cor que também não ajudam mesmo nada) e a promessa de fazer nova manta, ao meu jeito, para a temporada primavera-verão 2016.
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