MOSCOVO

21.11.19
Chegar a Moscovo no início da noite, com muito frio, chuva fina e sem GPS para encontrar o hotel, não foi tarefa fácil. Mas de vez em quando em viagem, lançamo-nos esse repto: o de alcançar o destino à moda antiga, com mapa na mão e a pedir informações. É uma forma de fazer trabalhar o cérebro e também de nos orientarmos melhor numa cidade onde acabámos de chegar. A primeira vez nas ruas de uma cidade nova pode ser excitante e assustador ao mesmo tempo. Mas eu considero um desafio e explorar faz parte integrante de qualquer viagem. Seria mais fácil chamar um táxi ou Uber e indicar-lhes a morada, mas com certeza não teria o mesmo sabor.

Mas depois da chuva veio a bonança e o dia seguinte acordou com temperaturas baixas mas bonito e nossa primeira caminhada foi até à Praça Vermelha. Na Praça, além da exuberante Catedral de São Basílio, que emociona qualquer turista, ficam ainda o Kremlin, o Jardim de Alexandre, o Túmulo de Lenine e do Soldado Desconhecido, o Museu do Estado e outras construções menos conhecidas mas tão belas quanto.


Abaixo o Museu do Estado, que por seus tijolos vermelhos, ficou com a fama de ter dado o nome à Praça:

A ladear a Praça vermelha, fica o Gum, um enorme edifício de 1890num estilo revivalista, que alberga um shopping center de marcas de luxo. Mesmo que a intenção não seja comprar, vale a pena a visita, pela beleza da construção em si e o requinte das decorações, nesta altura, alusivas ao Outono. 

Assim como em São Petersburgo, Moscovo também tem padarias aconchegantes (notem o lustre na foto abaixo) e esplanadas convidativas:


A foto abaixo, tirei apenas por curiosidade, pois o MacDonald´s definitivamente não entrou na nossa seleção de restaurantes:

Mas talvez um dos locais onde mais gostei de ir, terá sido ao Café Pushkin, o lugar que existiu primeiro numa canção e só mais tarde abriu em Moscovo, nas instalações de uma antiga farmácia. Para quem como eu, adora música francesa e tem Gilbert Bécaud há anos na sua playlist, ter ido almoçar ao café onde Bécaud na música Nathalie toma um chocolate com a bela guia turística Soviética que acaba de conhecer na Praça Vermelha, teve para mim, significado especial. A refeição estava ótima, preço justo e o ambiente, tradicional, vale a pena ser apreciado:





















Abaixo, detalhe do elemento que fica junto às mesas e serve para as senhoras pousarem as malas:



















Mas no que toca a comida, o Danilovsky Market é outro ponto obrigatório. O mercado tem várias ofertas de produtos locais e grande número de restaurantes das mais variadas origens (Vietnamita, Coreana, Georgiana, Russa) e é muito ao estilo dos mercados Time out de Lisboa e Porto: a pessoa passeia-se pelos diversos corners, escolhe o que vai comer e leva o tabuleiro para mesas comunitárias:






Outro programa bastante original que fizemos em Moscovo foi visitar o Bunker 42. Imagine andar pelos corredores de um abrigo anti aéreo Russo do período da Guerra Fria e que por 30 anos foi totalmente secreto! Tem que começar por descer uns 20 andares de escada, porque claro, um abrigo anti aéreo construído para resistir a um ataque nuclear fica abaixo do nível do metro, a cerca de 60 metros da superfície! No bunker a visita é feita em grupos pequenos, com um guia que vigia os nossos passos atentamente e não nos permitefotografar certas áreas do local:




Moscovo e São Petersburgo são duas cidades conhecidas pela arquitetura deslumbrante que reveste suas ruas, mas existe também um mundo de luxo no seu subsolo: as famosas estações de metro, um dos projetos mais ambiciosos da União soviética a partir de 1935, propaganda pura para o mundo e um recado para os Soviéticos, lembrando que os seus sacrifícios tinham sido recompensados pelo regime. Muito luxo, arte e símbolos soviéticos:









Moscovo à noite também tem seus encantos. É preciso encher-se de coragem para aguentar as temperaturas baixas, quando o que apetece mesmo é ficar indoor a saborear uma bebida quente, mas as ruas e todos os edifícios são muito iluminados proporcionando espectáculos magníficos:
O Teatro Bolshoi:


























E assim se passaram os nossos 10 dias na Rússia!
Se perdeu a primeira parte da viagem, pode vê-la aqui !

8 comentários:

  1. Val, apenas digo: ma-ra-vi-lho-so!!! Adorei as fotos e o que nos vais relatando, até parece que estive lá contigo. Magnífica viagem! Sem dúvida, para mim é um destino a não perder. Obrigada por tão ilucidante partilha ;) bjs*

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  2. QUE MARAVILLA TODO!!
    UN PAIS DE PELICULA.
    ME ENCANTA ESE PASEO.
    CHAUCITO

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  3. Hi Val :)
    Acho incrível este vosso lado aventureiro e destemido de viajar e conhecer novos lugares.
    A historia narrada por ti cativa e dá vontade de dar um saltinho e se sentar numa dessas padarias e observar quem passa e o que se passa à nossa volta.
    Os edificos são tão bonitos e coloridos, tens mesmo de imprimir uma das fotos e colocar na tua gallery wall da sala de jantar.
    Adorei minha amiga, sabes escrever tão bem .....e ensinas tanto.
    bjs
    Lulu

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  4. Val, que beleza de viagem! Quanto história, quanta cultura!
    Gosto muito do estilo de fotografias que você tira, desse seu olhar para os detalhes. Muito lindo. Há muitos anos vi imagens das estações de metrô russas e fiquei encantada. Um dia ainda vou conhecer. Ah, e esse café maravilhoso que você mostrou - Café Pushkin - também entrou na lista!

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  5. Olá Val,

    Que beleza de presente e de viagem! Estou aqui viajando nas ruas fotos e narrativas, principalmente quando falou da canção Nathalie. Escutei a música pela primeira vez em uma aula na Aliança Francesa, e desde então sempre que o tema é a Praça Vermelha a canção me vem à cabeça como uma trilha sonora imaginaria 🤣🤣🤣. Adoraria conhecer o tal café! Adorei as dicas da viagem de trem, do Bunker 42 e do mercado. As duas postagem é um ótimo guia e já adicionei Moscou e São Peterbusgo na minha lista de locais a visitar.
    Beijinhos e bom final de semana.

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  6. Ai que lindo! Um dos meus sonhos é visitar essas duas cidades, bem como outras do leste europeu. Seu post só me deixou com mais vontade!

    Abraços

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  7. Val, só agora consegui passear contigo, tranquilamente. Já cá tinha estado, mas foi a correr, e agora sim, uma palavrinha. Adorei as fotos e a forma pormenorizada de as comentares. Nas melhores estás tu e muito bem caracterizada. Não sei como é que aguentaste o frio sem luvas. Aí está um problema, sou demasiado friorenta para me aventurar na rua, à noite. Abaixo de zero graus, nem pensar. O pormenor do "banquinho" para a carteira das senhoras, que ideia fantástica! E a foto da iluminação das ruas está deslumbrante. Gostei mesmo muito e claro que podes continuar a ser a nossa guia turística. :)
    Beijinho, sua linda, até breve!

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