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UMA CASA QUE TRANSBORDA

2.10.13
Conheço a Danielle desde sempre. As nossas mães eram BFF*, embora não o soubessem, porque a expressão não existia na época. Mas sentiam-no.
E as nossas avós, vizinhas: o portão do jardim da casa de uma, ficava em frente ao portão do jardim da casa da outra.
Uma amizade de três gerações, portanto.

A casa da Danielle é grande em tudo. Abundante em espaço, generosidade e em amor. Em filhos também. Sete ao todo, alguns do coração.
Quem conhece bem a Danielle, identifica a sua personalidade enérgica em cada canto da casa: um quê de exuberância e inconformismo, mesclado a grandes doses de se dar aos outros. 

É uma casa muito habitada e de portas abertas, em todos os sentidos. Sem fronteiras entre os espaços, nem conceitos pré definidos. 
O verbo que me ocorre é transbordar.
Aqui tudo se confunde: a arte entra na cozinha, as frutas e legumes estendem-se para a sala, a sala espalha-se lá para fora em bonitas e coloridas redes.

UM QUARTO A 6000 KM DE DISTÂNCIA

20.9.13
Há quem tenha uma segunda casa para passar férias. Há quem prefira um resort.
Eu tenho a sorte de ter um quarto. A 6.000 km de distância, na casa do meu pai. É melhor que qualquer hotel 5 estrelas, não só porque durante uns tempos volto a ser mais filha e menos mãe, mas ainda porque sou mimada com os quitutes da (nossa) Jesus.

O quarto nem sempre teve o aspeto que se vê hoje. Há alguns anos, a cama de dimensões exageradas, era um móvel planeado para o espaço, com mesas de cabeceira incluídas (muito anos 80), uma cama extra que saía de baixo, e um armador de rede para caber mais um. A explicação é simples: nós chegávamos lá com um filho, depois com dois e a seguir com três, e o quarto esticava e às tantas transformava-se num verdadeiro kibutz.

Até que o meu pai fez umas reformas, arranjou um quarto para as netas, outro para os rapazes, e felizmente uma oportuna praga do bicho da madeira comeu a minha mega cama dos eighties. Pude finalmente arrumar o quarto do meu jeito!

E fi-lo completamente diferente do quarto que tenho em minha própria casa: eu que convivo TÃO BEM com a cor, conservei as paredes brancas, arranjei moveis rústico e optei por acessórios feitos com materiais da terra.   

PARA ALEGRAR O VERÃO BELGA

3.9.13
Quem nunca comprou um tecido só por comprar? Porque achou as cores bonitas,o padrão engraçado.E sem um projeto em mente,inevitavelmente o pano vai parar numa caixa ou gaveta.

E quem é que não guarda as fitas que enfeitam os embrulhos dos presentes e as caixas de chocolates? Sem saber o que fazer delas,correndo o risco de encher ainda mais os armários,mas pode ser que um dia sirvam para adornar outras prendas.

E do nada aparece a inspiração.Sai-se pela casa à procura dos tecidos,das fitas,das linhas e dos restos de outros trabalhos. Com preguiça de ir à rua,ou impondo a si própria o desafio de elaborar algo,apenas com o que se tem à mão.Com uma dose de improviso e a torcer para no final, resultar numa peça pelo menos harmoniosa.

E com medidas que se pensa corretas, ensaiadas numa mesa imaginária, o pano cortado e as fitas aproveitadas, transformam-se num caminho de mesa (ou deveria dizer chemin?) que segue para alegrar o chuvoso verão Belga.

QUANDO A VARANDA É O HALL DE ENTRADA

28.8.13
Para quem mora em países com temperaturas altas durante todo o ano, pode não parecer surpreendente. Mas para quem não está habituado a uma tão grande comunicação entre interior e exterior, é no mínimo inesperado, que ao tomarmos o elevador do prédio para aceder ao andar, este nos leve não a um hall fechado e com luz artificial, mas a uma varanda ampla, luminosa e com uma vista de se perder o fôlego.
 
É assim neste apartamento em Fortaleza.
Como a varanda é coberta e relativamente protegida, a dona da casa teve total liberdade para colocar sofás, tapete, mesas e quadros, numa mistura em que convivem moveis contemporâneos, peças rústicas, pratos de herança e até uma pitada de Art Déco presente no candeeiro de mesa e bengaleiro.

A porta branca e azul, ao fundo, veio de uma demolição e esconde a casa de banho social.
 
Decorado de forma eclética, o espaço integra papel de parede, banqueta, quadro, bancada em vidro, coleção de frascos de perfume antigos, num estilo clássico que em tudo se contrapõe à descontração da varanda. 

Se é costume falar-se da importância do hall de entrada como o cartão de visita da casa, neste caso, ao emergirmos do ascensor, é com um verdadeiro cartão postal que nos deparamos. 

Abaixo, e só porque somos curiosas e gostamos de ver tudo, uma perspectiva de quem está dentro do apartamento. Pois o que acontece nesta casa, é que a visita, não precisa ser convidada a entrar e fica literalmente lá fora. 
É recebida na varanda, sem dúvida o local mais impactante e agradável da casa.

AMBIENTE GIRLY

17.3.13
                                                   
Casa de estudantes geralmente é assim:pequena mas onde cabe sempre mais um,despojada,descontraída,arrumada Q.B.,com fotos da família e dos amigos e livros,muitos livros.
Se além disto,for dividida por duas amigas muito femininas,temos de acrescentar a tudo isso aí em cima,cores e detalhes girly.
É o caso deste estúdio onde moram uma estudante de medicina e outra de "dentária".Fica no próprio campus universitário,em duplex,e alguns móveis já existiam.Com sala de estar,espaço para refeições,kitchenette integrada e uma bela varanda no andar de baixo,dois pequenos quartos e casa de banho em cima.
Oriundas de cidades com sol e mar,as duas tentaram driblar o céu cinzento de Bruxelas usando cores fortes nos detalhes,plantas verdes e muita mistura de padrões nas almofadas e roupa de cama.O resultado está à vista,e prova que num apartamento alugado,com móveis brancos e padronizados,ousar faz toda a diferença.
Ponto para ambas quando colocaram na sala um "sofá" que se transforma em cama para as visitas.E ponto para elas também,pelo olho que tiveram ao resgatar da rua uma velha cadeira de palhinha.O assento está estragado,mais pas de souci,uma almofada é(quase)sempre a solução.






CASAS DA VIDA REAL

8.2.13
Hoje inauguramos oficialmente a rubrica "Casas da vida real", o que me dá uma grande safistação, pois é uma das coisas que mais gosto de fazer: entrar em casas normais, de pessoas comuns, que conseguem fazer dos seus lares, ambientes diferentes, muito pessoais e que inspiram.

E começamos da maneira mais chique: Na casa do Philippe e da Martine, junto ao célebre Moulin Rouge, em Paris.

As fotos foram-me enviadas pela Léa e Laura, respectivamente neta do casal, e amiga da neta, tiradas com o telemóvel, sem a menor das pretensões, apenas porque acharam que eu "poderia gostar de ver". De fato não gostei. ADOREI.

O apartamento é liiindo do começo ao fim, com pormenores construtivos e decorativos que dispensam comentários.
A cereja no topo do bolo? os móveis do casal.

Portanto aqui ficam as imagens, que tanto mais valor têm pelo genuíno: sem produção e sem retoques.

Definitivamente não é uma casa asséptica de revista.
Mas É uma casa de revista. 













 Nos correspondantes à Paris!!

Un grand merci à Philippe et Martine pour la permission de  publier les images de votre bel appart!

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