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BIRD FEEDER

2.6.15
Foi ao ler este post da Ene, que me bateu uma vontade imensa de instalar no terraço de casa, um comedouro para pássaros. Pois apesar de eu morar num prédio localizado numa avenida bastante movimentada de Lisboa, o meu despertador é o chilrear animado dos passarinhos. Nesta altura de primavera, esvoaçam por ali andorinhas e melros. No inverno, em dias de fog intenso, e pelo fato de estar perto do Tejo, não raro, pousam gaivotas no terraço, certamente para recordarem-nos o velho ditado "tempestade no mar, gaivotas em terra".
Procurei bastante no comércio um comedouro que me agradasse e se adaptasse aos meus propósitos, sem sucesso. Troquei ideias com a Ene, pesquisei em lojas online. Nada surgiu. Acabei por imaginar o meu próprio bird feeder: um prato, uma chávena e cola bem forte. Reconheço que não ficou colocado no local ideal, logo acima do velho banco, com a inevitável consequência de alpiste e outras coisas menos agradáveis a sujarem as almofadas, mas pelo menos por enquanto, é o spot disponível. Agora é ter paciência e esperar que os comensais percam a inibição e se aproximem!


O TERRAÇO BERINGELA

10.5.15
Não preparei o espírito da família, e beringela foi o termo mais suave que eu arranjei para explicar- lhes que lá fora ia passar a ser roxo. Púrpura. Ou qualquer coisa parecida com isso. Que a tinta estava a descascar em certas partes, a desbotar noutras, eu a precisar de estímulo e o terraço, de vivacidade e frescura. Como eles até estão habituados aos meus devaneios, parece que já nem estranham (muito). Torceram um pouco o nariz, ouvi-os a tecerem considerações nas minhas costas, mas acabaram por estrear a nova cor, com pompa e circunstância, no almoço de domingo.
Agora o que preciso urgentemente ainda é que as buganvílias cresçam rápido parede acima, que eu tenha uma grande inspiração para transformar a estante de ferro, e que o bom tempo venha para ficar.

O QUE QUERES SER QUANDO FORES GRANDE?

18.4.15
Se uma casa é o espelho de quem a habita, o que dizer de um quarto de adolescente?
Este é o quarto do meu filho David e a pergunta "o que queres ser quando fores grande" fica respondida mal se passa pela porta.
David é um apaixonado pela aviação, e todos os seus momentos livres (e não livres) giram em torno do assunto. O quarto dele, que começou por ser um quartinho azul para o único rapazinho da família, transformou-se por força das circunstâncias no seu mundo temático. É ali que David pesquisa sobre aviões, troca ideias e experiências com colegas do "Aviation Lovers", pilota o Flight Simulator. Boa parte das suas economias são gastas em modelos miniatura, em "Add-ons" para tornar o mais realista possível os seus voos virtuais ou em aparelhos que lhe permitem ouvir em tempo real as comunicações entre pilotos e torre de controle. Um dos seus hobbies é o aircraft spotting que consiste em ir para lugares estratégicos e com boa visibilidade sobre a pista dos aeroportos, fotografar os aviões. O Flight Radar 24 permite-lhe saber exatamente qual aeronave vai pousar ou descolar, a origem ou o destino e a que horas. As fotos são depois postadas em várias comunidades de entusiastas do tema.
Para quem tem medo de avião, viajar ao seu lado é uma tranquilidade: à mínima turbulência David tem uma explicação técnica e lógica para o fenómeno. Tão lógica que até nos convence.
Lembro-me dele ter  6 ou 7 anos, e a professora dizer-me que viu-se obrigada a tirá-lo do lugar perto da janela, pois de cada vez que passava um avião, ele desconetava-se da aula. E é assim até hoje, sempre de olhos postos no céu.
"O meu sonho é estar aos comandos de um avião, sobre o oceano, à noite, com os passageiros a dormirem e só se ouvir o ronco dos motores" confidencia-me ele muitas vezes. E eu acredito que ele chegue lá.

MESA DE PÁSCOA

5.4.15
A mesa está pronta para receber e reunir a família neste dia de Páscoa. Algo incompleta, com marido e uma das filhas num outro continente. Mas a vida é assim, às vezes estamos juntos, outras vezes, nem por isso. Importante é agradecermos e seguirmos com os nossos sonhos.
Páscoa é ressurreição e vida. Neste domingo, o que desejo aos que por aqui passam, é que reflitam e celebrem. Celebrem muito, a renovação e a alegria. Feliz Páscoa!


TUTTI FRUTTI

4.2.15
O que me atraiu nelas foi a possibilidade de colocar tecido no encosto. A que era para ficar encarnada veio daqui mas a cor fugiu para o laranja. A que sempre foi para ser verde bandeira, acabou por sair um tom alface e foi encontrada na rua. Não por mim, mas pela cunhada que liga-me e diz-me: "estou na esquina da rua tal a guardar uma cadeira para ti, vem rápido". Chovia a potes e deu-me uma preguiça súbita de sair de casa para salvar móveis, mas a curiosidade falou mais alto e valeu a pena.
Ainda falta uma, para completar a meia dúzia. Tudo começou com a cereja (ou magenta, ou beringela, depende da luz incidente), continuou com a Queen Anne e agora é esperar pelas cenas do próximo episódio.























E DE REPENTE FEZ-SE NATAL LÁ EM CASA

16.12.14
O Natal lá em casa, sempre tarda. Mas chega. Começa por um período longo de inspiração, em que tudo fica pronto na minha cabeça. E segue-se um adiar constante de concretizar aquilo que imaginei, pelo simples receio de não resultar e o plano B ser inexistente. "Make it work" é o mantra que repito quando finalmente tomo coragem e disponho-me a abrir as caixas da arrecadação.
Quem me acompanha no blog sabe que gosto de cores vivas, mas este ano, fui contra a minha natureza e optei ...pela natureza. Tinha esta árvore guardada há 3 ou 4 anos, comprada nas promoções que acontecem a seguir às festas. Tenho esse costume, de aproveitar o que as lojas oferecem a bom preço quando a quadra acaba. Sobre uma base bege, foi fácil conjugar o que tinha em casa, com pinhas, folhas e troncos que fui buscar ao jardim da Estrela e à serra da Malveira. E finalmente, e depois de tanto prometer a mim própria, fiz a "receita" das frutas desidratadas que a Paula ensinou: cortar as laranjas em rodelas finas, 2 horas no forno a 180 graus, deixar secar ao ar.
As filhas chegam para a semana. Quando abrirem a porta de casa e não virem as cores garridas que tanto agradam à mãe, o mínimo que vão pensar, é que entraram no apartamento errado...

INDIVIDUAIS EM MDF COM CAPAS REVERSÍVEIS

13.11.14
Foi neste post da Camila que vi a ideia e não descansei até conseguir concretizá-la: uns sousplats redondos, em MDF, cujas capas vão sendo trocadas ao sabor do gosto e do humor, consoante se esteja voltada para montar uma mesa colorida, de cariz rústico, temática, ou algo  mais sofisticado. As opções são infinitas e o padrão das capas é que vai ditar a tendência.
A Camila, que no It Glamour mostra-nos que as mesas podem ser simples mas sempre com charme, foi uma querida, e por email mandou-me as medidas das placas de MDF para que eu pudesse pedir a um carpinteiro para as cortar.
Com as rodelas em mãos, era a minha vez de entrar em cena, que entusiasmada ante a perspetiva de poder montar mesas diferentes apenas vestindo e despindo as "bolachas", lembrei-me de fazer os invólucros em dupla face e desta forma multiplicar a versatilidade dos mesmos.
E foi assim, que surgiram 4 mesas, que se desdobraram em 8, e que vos mostro em seguida. Notem que  pratos, talheres, guardanapos e demais adereços são rigorosamente os mesmos no lado A e B de cada capa.

Para iniciar, uma proposta Outonal numa 1ª versão:

DIY COLETIVO: DECOR BRASUCA

29.9.14
DIY Coletivo SOS decor é "uma blogagem coletiva, que reúne blogueiras que adoram um desafio para transformar, elas mesmas, suas casas em verdadeiros sweet homes." Todos os meses é proposto um tema diferente para pôr à prova as participantes. Este mês de Setembro, o DIY coletivo fez aniversário e para celebrar, além de lançar o tema "estampando a Brasilidade na decoração", ainda desafiou as integrantes da equipe a convidarem uma blogueira de fora a participar com a sua inspiração.
Eu fui a convidada da Carla, brasileira que mora na Alemanha e autora de um blog que eu adoro: The Blue Post . Apesar de me sentir lisonjeada por ter sido a sua desafiada, a verdade é que por semanas fiquei a zeros, sem me ocorrer uma única ideia capaz de levar um pouco de Brasil para dentro de casa.
Até lembrar-me da Brasileira mais famosa do século XX, artista que admiro, portuguesa de nascimento, carioca de alma e coração. Conhecida pelo seu visual tropical e extravagante, pelos infinitos balangandãs que carregava, pelos sapatos de plataforma que disfarçavam sua baixa estatura, pelos seus turbantes sui generis, e, sua marca definitiva e intransmissível, os arranjos de frutas tropicais que ornamentavam  a cabeça. Adivinharam! quem pode ser mais a cara do Brasil do que Carmen Miranda!
Daí a colocar a mão na massa foi um pulo! apenas precisei de comprar um cache pot e uma planta de interiores frondosa. Procurei na net uma foto expressiva da Carmen, que ampliei e imprimi numa folha de papel autocolante. O resto tinha em casa: glitter, purpurina, paetês, contas transparentes nas cores azul, verde e amarelo, enfim tudo o que pudesse servir para dar brilho ao cache pot e tornar a foto mais rica e tridimensional.
Associar caras a vasos é ideia antiga, mas aqui a proposta é homenagear Carmen e seus cocares mirabolantes!



A DANÇA DAS CADEIRAS

30.8.14
O périplo das cadeiras coloridas continua. Chegou uma Queen Anne azul para fazer companhia às restantes. Há uns tempos atrás a Dulce do Koklikô perguntou-me como era o meu processo criativo. Fez-me sorrir a pergunta, porque quem me conhece sabe que não penso demasiado sobre as coisas e nunca planeio. Portanto as cores foram escolhidas no ímpeto do momento, e os tecidos são os que havia em casa. Parece que se coordenaram bem, apesar de não haver um tema comum. Mas até isso deixou-me satisfeita, pois quer dizer que terei total liberdade de inventar, quando tropeçar nas três cadeiras que ainda faltam para completar a mesa de jantar.

A NOVA CADEIRA VELHA

7.8.14
Desta vez não meti as mãos na massa. Apenas fui a mentora do projeto: tive olho para pescar a cadeira no meio de um monte de móveis desinteressantes do sogro; pedi que o pintor lhe desse uma cor cereja e entreguei ao estofador uma sobra de tecido.
Ela não é confortável e nem sequer linda, mas vai fazer parte das seis cadeiras que eu me propus encontrar para a minha mesa de jantar. Já tinha uma salmão, agora veio a cereja e está a chegar uma azul. Faltam três. Com a sorte que tenho de me cruzar com móveis velhos por aí (e não, não estou a ser irónica) em breve completo o conjunto.

#toalhademesa #colchadecama

29.6.14
Na minha cabeça a toalha para a mesa grande do terraço já estava mais que pronta. Mas na vida real, só ontem consegui acabá-la. A receita não tem segredo e é até enfadonha: cortar exaustivamente quadrados de 21x21cm, unir os quadrados em tiras, juntar essas tiras até obter o tamanho desejado. Forrar. Nada de enchimento.
Usei fat quarters e uma boa parte dos tecidos, vieram da City Quilter, em Nova Iorque. Gostaria de vos ter falado sobre essa quilt shop em NYC e não o fiz porque foi mesmo impossível fotografá-la, e um post sem fotos, não vale. Mas se visitar a cidade e gostar de patchwork, não deixe de lá ir. Além da oferta infindável de toda a sorte de apetrechos, aviamentos e livros da especialidade, eles têm alguns tecidos exclusivos e desenvolvidos por eles, notadamente as reproduções do metro de NY, o mapa da cidade ou os ícones da Big Apple.
Mas voltando ao meu assunto, ao todo foram 143 quadrados e 38 padrões diferentes. Resultou numa toalha de mesa feliz, exatamente como eu queria. E quando não estiver a ser utilizada como tal, afinal temos um verão curto, talvez possa dar o ar da sua graça alindando a cama.   
Eu diria que a peça é tão versátil, que pode fazer dela #whateveryoulike.

ERVAS AROMÁTICAS EM LATAS

30.5.14
Sempre que vejo uma decoração feita com latas, dá-me uma vontade enorme de fazer igual. Até já tinha trocado ideias com colegas de blogs, pois andava numa procura desenfreada por latas que tivessem o rótulo impresso diretamente no recipiente, e não em papel, como é o mais comum. E não encontrava no mercado nacional latas interessantes que pudessem servir para o efeito.
Na minha recente viagem aos EUA, estive junto à fronteira com o México e bateu-me aquela associação de ideias: México-comida picante-latas coloridas. E não é que eu tinha razão?
Sob o olhar incrédulo do marido, lá embarquei eu de volta a casa com conservas de molho para enchilada e japaleno (já devidamente esvaziadas) e mais algumas de produtos americanos.
E como quem já não procura mais, acaba por, sem querer, encontrar, eis que começo a ver em Lisboa reposição das latas dos chocolates em pó Milo e Coqui, que sinceramente, pensei que já não se fabricavam mais. E dei-me conta que várias marcas de leite para bebé e azeites, não usam o  rótulo em papel, assim como as salsichas Nobre e o famoso Nesquick. Ou seja, tinha andado bastante distraída...
A ideia com as latas, era montar a minha mini-micro-nano-horta. Dá-me gozo ir lá fora colher os meus próprios temperos e fingir que sou o Cristiano Ronaldo da cozinha.
Um velho escadote de madeira, serviu-me de escaparate.
E agora vamos combinar o seguinte: se a coisa der certo, as ervas desenvolverem-se e eu até arranjar outras espécies (e mais latas) para encher os degraus, eu dou notícias. Se pelo contrário, isto revelar-se um rotundo fracasso, esquecemos este post e encerro definitivamente a minha carreira de latafundiária!

A TODOS, UMA BOA PÁSCOA

18.4.14
Este ano, ao contrário do que tem sido hábito, não estaremos em casa pela Páscoa. Aproveitamos os feriados e as oportunas férias tardias na escola do mais novo, para visitar a filha que está nos Estados Unidos.
Também não estaremos completamente em família: quando os filhos crescem e assumem seus compromissos, há quase sempre um que acaba por não poder ir junto. Que saudades do tempo em que colocava todos em baixo das minhas asas e levava-os.
Para a que fica, e para os que por aqui passam, deixo-lhes por companhia os coelhos que costumavam enfeitar a casa quando eles eram miúdos. Algumas amêndoas, ovos de madeira, daqueles que servem para coser meias, e um cheirinho a alecrim.
Que esta Páscoa não seja apenas mais um almoço em família. Que nesse dia, todos tenham a capacidade de entender o verdadeiro sentido da quadra, que é a celebração da alegria.
Desejo-vos uma feliz Páscoa!


FELIZ ANO !!

2.1.14
Há já uns bons anos que a passagem de ano dos sem-festa acaba por ser lá em casa. Inevitavelmente, a minha irmã telefona dois ou três dias antes e pergunta: "então? pode ser aí?", já sabendo de antemão a resposta. E então começa a correria: o marido e o cunhado compõem o menu e compram os ingredientes, já que são eles que vão para a cozinha; a irmã dá palpites e apoio moral; e eu fico com a déco. Uma sociedade que até tem funcionado!
Este ano, entre membros da família sem programa, filhos jovens que ainda não têm alvará de soltura e amigos caídos de pára-quedas, contámos doze.
E os doces da árvore espalharam-se pelas mesas.
Os candy cane que a filha trouxe dos EUA, transformei-os em corações, e é de coração que vos desejo um Ano feliz, com saúde, harmonia, e tudo o mais que almejarem.
Ao contrário da maioria, eu não sou pessoa de fazer balanço do que passou, e também não gosto de planear. Tudo na minha vida, sempre aconteceu sem preparações antecipadas. Mas há uma coisa que eu quero muito para 2014, e vou fazer o possível e o impossível para que se concretize: uns meses sabáticos.
Este ano, eu quero e preciso de um tempo para mim, afastada do trabalho, dos horários e das obrigações. Um período dedicado a coisas que gosto e nunca pude "perder" tempo com elas: fotografia, costura, crochet, restauro... Não sei quando será exatamente, nem como será, mas vou fazê-lo.

E é com esta certeza que vos desejo um doce e colorido Ano Novo!!


UM DOCE NATAL

13.12.13
Não tenho dia especial para montar a árvore, nem hora determinada para entrar no espírito Natalício. Não sendo a minha época preferida e avessa que sou a tradições, empurro com a barriga a hora de começar. Vou olhando aqui e acolá, e tento arranjar um fio condutor, algo que me inspire e me leve a inventar alguma coisa.
Por causa desta minha característica, é difícil pedir à família que colabore. Afinal, quando tiro as caixas da arrecadação, apenas tenho uma pequena ideia daquilo que tenciono fazer, o resto surge no momento.
Este ano, encomendei uns suspiros gigantes na pastelaria do Sr. Martins, comprei manta acrílica e tule na casa de tecidos, e trouxe frascos de diferentes alturas da loja do Chinês.
Mais uma vez, usei a estrutura cónica que tenho há anos e lancei mãos à obra.
Tudo o resto, exceto o boneco Quebra Nozes, que era um sonho antigo, havia em casa. Sempre gostei disso: de baralhar e voltar a dar. Ou seja, de reunir o que tenho, e dispor de uma nova forma.
Resultou num doce Natal. Ou num Natal com cara de bolo de noiva.


COZINHA PRONTA EM 3...2...1 !

21.11.13
Promessa é dívida! vou mostrar a cozinha, ou melhor, o canto das refeições finalmente pronto. Levou o seu tempo, eu sei. Não é que a remodelação fosse complicada , muito pelo contrário: já tinha tudo na minha cabeça, era só questão de concretizar.
Mas o tempo frio e húmido não ajudou à colagem do papel nem as pinturas em tinta de esmalte, então tudo tornou-se mais moroso.

Mas aí está, um espaço muito pessoal e quase intransmissível, reconheço.

Em 17 anos, a cozinha conheceu 3 fases.
Da primeira, apenas sobram as imagens abaixo, tiradas da revista Casa Cláudia de janeiro de 2000, em que a família era menos numerosa, e o estilo tinha um pézinho no rústico.

Em 2007, fiz umas obras grandes na cozinha. Mudei móveis, piso e revestimento das paredes, e claro que o canto das refeições também levou um upgrade: acrescentei uns nichos para a crescente coleção de velharias, coloquei uma mesa maior, porque no entretanto a família aumentou, e troquei a pintura mural rústica por algo mais citadino, inspirado nos cafés Parisienses. Sou assim: altamente influenciável pelo que vejo. 

LANCHE PARA TARDES FRIAS

29.10.13
O outono começou com chuva e temperaturas a cair, e para acompanhar estes dias bastante frescos, nada melhor que uma boa chávena de chocolate quente com uma generosa colher de gemada.
A receita é da minha tia Lúcia, que costumava servir esta bebida numa terra em que a temperatura média anual é de 26 graus, e a humidade do ar ronda os 90%. Combina? não mesmo, mas a verdade é que fazia as nossas delícias.

O processo é bem simples:

1- colocar o leite para ferver e ir engrossando com um chocolate amargo. Eu usei chocolate em pepitas mas pode ser em pó.
2- Para a gemada: bater as claras em castelo, e quando estiverem bem rijas, juntar as gemas. Misturar, e adicionar 1 ou 2 colheres de sobremesa, mal cheias, de açúcar.

A única dica importante é preparar a gemada o mais perto possível da hora de servir, para elas irem para a mesa bastante encorpadas.
Colocar a gemada numa molheira com uma mini concha também dá um charme extra. Eu improvisei com o açucareiro, acompanhei com uns scones a sairem do forno, e eis um lanche bem energético.



Notaram o papel de parede que serve de cenário ao meu lanche? ok, não sou apologista de mostrar as coisas antes delas estarem prontas, mas trata-se da zona de refeições da cozinha de casa, que se encontra em remodelações. Ainda faltam novas prateleiras para expor as velharias que encontro por aí, e mais algumas ideias que tenciono pôr em pratica, mas não sei se vão funcionar. Fica prometido para breve um antes e depois ao pormenor! 

BANQUINHO DE ROUPA NOVA

15.10.13
Há já algum tempo que não publicava um clássico Antes e Depois. Daqueles que não fica muito por dizer, apenas mostrar as imagens.
A história deste pequeno banco eu já contei aqui. A seguir à publicação dessa postagem, ele continuou ainda uns bons meses no meu gabinete. Até que a Cristina, uma colega de escritório, um belo dia diz-me:  
" Levei o teu banquinho para casa. Vou tratar dele! "

E o banquinho voltou esta semana: de roupa nova, colorido e com berloques. Pronto para uma nova vida lá em casa, onde vai passear, perambular e flanar, até encontrar o seu lugar.



Gosto do fato de ser um banco tosco, executado numa madeira popular e cheia de nós, com pregos à vista e marcas do tempo.

A CASINHA DE BONECAS

15.7.13
Quem nunca sonhou em ter uma casinha de bonecas?Todas nós,aposto.
Pois as minhas filhas tiveram.Ou melhor,têm ainda.E uma de verdade,onde se consegue entrar.Com porta,janela,telhado,cozinha e mais mil acessórios.
A casinha surgiu por acaso.Um dia que o apartamento ainda estava em obras,calhou de eu levar lá a minha filha mais velha,que teria então 3 ou 4 anos.Estávamos no local onde seria o quarto dela e da irmã e sobrava um espaço chato de solucionar,na continuação de onde iriam ficar os roupeiros.Quando a vi em pé nesse canto já tão baixo e esconso e que estava prestes a se tornar numa arrecadação,resolvi de repente que ali iria ser a casa de bonecas que todas as meninas desejam.
                                                                            

Durante anos foi o canto preferido para as brincadeiras delas e das amigas.E na hora de arrumar o quarto,equivalia a varrer para debaixo do tapete:num passe de mágica,tudo rapidamente lá para dentro.
Hoje,restam poucos brinquedos,e se dependesse das duas,o espaço já seria ex casinha,atual mini-micro closed.Afinal,à medida que elas crescem,o roupeiro encolhe...e como.




Em Janeiro de 2000,o quarto apareceu numa matéria da revista Casa Cláudia,que falava sobre casas em sotão.A menina que espreita à janela com um sorrizinho maroto....

...é a mesma que estuda hoje para as 4 frequências que vai ter em agosto.Indiferente à casinha e a pedir um quarto mais adulto.Que a mãe já prometeu,e vai cumprir.

OVERDOSE DE ALMOFADAS

6.7.13
Depois da minha primeira almofada,continuei a inspirar-me,pois a minha intenção era fazer umas quantas para encher o banco do terraço,que está tão velhote,com a madeira tão ressequida,precisando urgentemente de alguma coisa que disfarçasse as mazelas e lhe desse mais um tempo de vida.
O meu entusiasmo resultou numa overdose de almofadas.
Foram serões bem agradáveis,passados a crochetar,conjugar cores,desencantar tecidos guardados,a errar muito,cortar demasiado,descoser,refazer.Enfim,dificuldades comuns numa principiante (quero eu acreditar).
Mas acho que consegui vestir o meu velho assento!Pelo menos assim parece,se tivermos em conta que,entre tirar as fotos e escrever o post,uma sobrinha passou aqui por casa e já levou a que mais gostava!Uma boa desculpa para eu me atirar a mais uma!
Agora é aproveitar o banco nestas noites verdadeiramente tropicais que se têm feito sentir.






Ter um blog,tem as suas vantagens.Uma delas,é que a família vez por outra acessa,e acaba por comprovar aquilo que já suspeitava, mas não tinha absoluta certeza:que a Val gosta de tudo que tenha história,e isto é o ideal para uma tia,que já não sabe mais o que fazer com tantas recordações guardadas!
E a dita tia desembarcou em Lisboa com uma caixa cheia de retalhos bordados,alguns inacabados,trabalhos da minha avó.

Só houve coragem de usar dois deles,numa aplicação simples,tal o receio de estragar fragmentos de vida tão interessantes.A vontade agora é aplicar-me e aprender mais,para arriscar em diferentes modelos de almofadas (e não só) e acrescentar fitas,botões,rendas e sei lá mais o quê!
Outro privilégio de um blog,é a partilha desinteressada de ideias.Foi assim que a Rebeca deu-me a dica da almofada envelope,que eu desconhecia.Para quem não prega fechos nem sabe casear (casear vou aprender,coser fechos já não prometo) e tinha feito a sua 1ª almofada com a abertura em velcro,foi como descobrir o Eldorado!Não é de difícil execução  e as costas ficam com um acabamento bem mais perfeito.
Também não abandonei os Granny Squares,e evoluí para esse modelo da direita um pouco mais complicado,uma vez que o centro de cada quadrado é redondo,e só a partir da 4ª fila é que começa a se formar o quadrado.É mais trabalhoso que o Granny tradicional,mas compensa com um desenho mais chamativo.


E por fim,uma brincadeira de 10 seg,invenção do meu filho,sem pretensões e já com a tarde a cair!!

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