O verão este ano foi particularmente agitado com a preparação do casamento da sobrinha, evento de peso que trouxe a Lisboa grande parte da nossa família do Brasil, além dos convidados dos noivos, provenientes do Reino Unido, Austrália, Egipto...Enfim, foi como se de repente todos os caminhos viessem dar a Lisboa, com toda a logística e responsabilidade que acarreta receber tantas pessoas de fora. A família chegada foi chamada a colaborar para levar a bom porto a festa e, claro, diminuir a ansiedade e nervosismo não da noiva, mas da minha irmã. Tudo isto para explicar que os dias de ócio foram corridos, mas intensos, e que pelo meio, ainda deu para comprar tecidos floridos, juntá-los em tiras e fazer uma toalha que me permitisse sonhar que estava tudo calmo, descontraído, e o final das férias marcariam não o início da maratona de comemorações do enlace mas o retorno às rotinas. Mais desta casa de férias, podem recordar aqui e aqui. É um local que me abraça, enche-me de boas energias e que mimo com muito carinho.
VIDA NOVA PARA UM MÓVEL DE COZINHA #1
28.7.19
Tenho entre mãos um móvel de proporções avantajadas que saiu de uma velha e linda cozinha que, infelizmente, não existe mais. A senhora idosa que ali morava, deixou o apartamento, a casa foi vendida e quem a adquiriu transformou o espaço num local arrojado e moderno, despindo a cozinha de todo o seu charme original. Foi com tristeza, mas nada surpreendida, que vi as imagens num site de venda de casas: os móveis românticos e com pormenores talvez só perceptíveis a olhares mais sensíveis tinham dado a lugar a uma fila de caixotes lisos e lustrosos, uma pena...
Mas antes disso acontecer, e como já previa o desfecho, trouxe comigo o armário, tipo cómoda, anormalmente fundo e pesado, que lá se encontrava. A única foto que tenho dele no seu estado original é a seguinte:
MANTAS PARA CARRINHO COM BOLSA DE TRANSPORTE
28.6.19
Confesso que gosto desses títulos enormes, que atraem a atenção de quem entra no blog. Mas traduzido em miúdos, a expressão apenas quer dizer que fiz duas mantas pequeninas (mais ou menos de 60cm x 80cm), para serem usadas nos carrinhos de bébés, e que as ditas cujas podem ser cuidadosamente dobradas e colocadas dentro de uma bolsa para ajudar na hora de levá-las para a rua ou guardá-las no armário. Para uma graça extra, resolvi personalizá-las com nome e ano de nascimento das crianças. Como encontro-me num momento de mais absoluta falta de tempo, optei por blocos bem simples de patchwork e tecidos que tinha em casa. Para a Isabella, recortei uma peça com várias imagens e integrei-as noutros tecidos que se coordenavam, para o Martim, usei padrões variados e uma base neutra. O modelo para a bolsa tirei-o daqui, já não é a primeira vez que o faço e é um passo a passo super bem explicado que recomendo vivamente. A parte mais divertida do projeto foi justamente fazer as bolsas, sem plano antecipado, numa criatividade de improviso, usando o que sobrou, apenas sabendo que o tecido com o nome bordado teria que fazer parte.
PENSAR FORA DA CAIXA
26.5.19
Já escrevi sobre o tema diversas vezes aqui no blog, sobre ter um olhar diferente, um pensar livre de amarras e fora do convencional, que imediatamente chama a atenção e confere personalidade a um ambiente. Por vezes o pensar fora da caixa nem traz tanta funcionalidade mas se cumpre a função de forma única e diferente, já vale o meu aplauso. Por essa razão, gosto de, de vez em quando, fazer uma limpa no telemóvel e compilar o que vejo por aí de interessante e que mereça ser partilhado. Nunca se sabe: uma ideia pode levar a outra que lembra mais uma e termina numa inspiração totalmente diferente da inicial...
NOTA: fotos que me mandam por whatsapp, que tiro por detrás das montras, muitas vezes mal enquadradas, relevem!
A ideia que mais gostei de ver nestes último tempos foi esta banqueta feita a partir de um armário antigo, daqueles que se encontra por aí, com uma ou duas portas e uma gaveta na base. Talvez o móvel não estivesse todo ele em bom estado e a solução, achei genial: guardar a base, fazer uma pintura rústica e estofar!
NOTA: fotos que me mandam por whatsapp, que tiro por detrás das montras, muitas vezes mal enquadradas, relevem!
A ideia que mais gostei de ver nestes último tempos foi esta banqueta feita a partir de um armário antigo, daqueles que se encontra por aí, com uma ou duas portas e uma gaveta na base. Talvez o móvel não estivesse todo ele em bom estado e a solução, achei genial: guardar a base, fazer uma pintura rústica e estofar!
ATREVA-SE A RECICLAR
4.5.19
Nunca menospreze uma peça sem graça que lhe venha parar às mãos. Pelo contrário, um móvel pequeno, comum, pintado sem nenhum cuidado e com tinta inapropriada pode vir a tornar-se o projeto ideal para começar e acabar num fim de semana e perder o medo de se lançar na reciclagem. Sem neuras, sem grandes responsabilidades, somente para manter mãos e mente ocupadas e descobrir que afinal até existe jeito e criatividade dentro de si. Não exija muito de si própria, não precisa lixar até à exaustão, nem deixar a peça imaculada, nem tão pouco necessita ter dotes de desenho à mão livre. Eu não tenho e socorro-me do decalque, do stencil, découpage, papel autocolante, entre outras técnicas. Enfim, a reciclagem é uma arte democrática em que vale tudo, basta ter ânimo, determinação e um certo atrevimento. O resto vem com a prática!
PÁSCOA!
19.4.19
Uma linda e feliz quadra é o que desejo a todos que passam por aqui. Mesmo que não consigam reunir toda a família, como tem sido o meu caso de há uns anos a esta parte, o essencial é que estejam todos no coração uns dos outros.
FABRIC CARROTS
7.4.19
Um post rápido e simples com um projeto mais do que rápido e simples, só para mostrar que a apenas 2 semanas da Páscoa, ainda dá tempo, sim, de preparar uma mesa alegre, temática e sem gastar muito. É só reunir uns retalhos que tenha em casa (neste caso usei tecidos cor de laranja, mas não, cenouras não precisam ser dessa cor) arranjar umas argolas para guardanapos e seguir este tutorial. Acrescentar ou alterar é opcional: usei ráfia em vez de pano verde para as folhas, e "fechei" a cenoura com um pequeno botão. Depois é só escolher uns pratos alegres, um coelho aqui, outro acolá, flores et...voilá.
BUNNY BAGS
20.3.19
Há já algum tempo (leia-se anos) que eu queria fazer uns saquinhos em forma de coelho para a Páscoa, mas nunca consegui me organizar. A quadra chegava e eu via-me de repente sem tempo hábil para nada. Até que este ano obriguei-me a pensar na Páscoa com antecedência. Pesquisei bastantes templates, cheguei a fazer alguns protótipos e concluí que este tutorial, de execução bastante simples, poderia resultar em treat bags divertidas para oferecer a miúdos e, porque não, a alguns graúdos. A parte boa foi a possibilidade de utilizar retalhos que andavam por aí encalhados nas caixas. E a parte melhor ainda é poder colocar no ar estas imagens cheias de cor, hoje, dia em que no hemisfério norte dá-se a chegada da primavera, evento sempre muito celebrado pois marca o fim do inverno, o início dos dias longos e soalheiros e o renascimento da natureza!
UMA "SEW TOGETHER BAG" EM PRETO E BRANCO
9.3.19
Não sei se também vos acontece, mas é frequente eu fazer alguma peça para os outros, achar que também quero igual e que mais tarde tratarei disso, mas outros projetos passam à frente e acabo sempre sem fazer para mim. Isso aconteceu entre outras coisas com a sew together bag que sorteei aqui no blog em Dezembro. Achei que a malinha, cheia de compartimentos e bolsos seria ideal para eu transportar o vasto material indispensável às aulas de patchwork. Só que o tempo foi passando, e a ideia, obviamente, ficando para trás. Finalmente arranjei coragem (ou tempo, sei lá) e muito a medo, desafiei-me, saindo da minha zona de conforto. Sim, isso sempre sucede quando resolvo abandonar o colorido e optar por branco, pretos, cinzentos e afins. É inacreditável como me sinto completamente à vontade a conjugar cores, mas muito temerosa ao combinar tons neutros ou básicos. O meu receio é cair na monotonia e produzir algo desestimulante e que não me arranque um sorriso. Como não sou de ferro, lá pelo meio dos incontáveis padrões a preto e branco que lotavam as minhas caixas, descobri um com fundo escuro e alguma cor e resolvi integra-lo discretamente no projeto. E como eu era a minha própria cliente ainda personalizei mais a peça incluindo uma pequena mas útil almofada para alfinetes. Gostei do resultado e já estreei a minha sew together bag pessoal e intransmissível na aula de hoje. Fiquei orgulhosa, claro, senti-me uma pro dos retalhos com todo o material necessário arrumado e organizado!
ANTES E DEPOIS DO MÓVEL ESQUECIDO NA DESPENSA
23.2.19
Tudo começou com um whatsapp de uma amiga de quase 30 anos: "vou te enviar a foto de um móvel em mau estado, diz-me se tem salvação", dizia a mensagem. Olhei a imagem que me mostrava o ecrã do telemóvel e reconheci o pequeno móvel que sempre vi em casa dela, primeiro ainda com alguma dignidade, na sala, e mais tarde, na despensa da cozinha onde servia de apoio e de abrigo a tudo e mais alguma coisa que não tivesse poiso certo ou serventia. E eu que até estava na oficina de restauros que frequento uma vez por semana, portanto, altamente imbuída do espírito de renovação, digo-lhe prontamente que sim, que deixe nas minhas mãos, que a peça tem solução. Só não contava é que as mazelas fossem tantas: porta empenada, pés parcialmente comidos pelo bicho que tornavam o móvel claudicante, interiores forrados a papel para encobrir manchas indeléveis, tampo separado em dois. Não consegui dar um jeito a tudo: a porta e o tampo continuaram com os seus defeitos (que eu prefiro chamar de feitios) mas consegui estabilizar o móvel serrando uns pés e acrescentando outros e os interiores, bem, os interiores tornaram-se o efeito surpresa. Um regalo para a vista de quem abre a gaveta ou as portas e, inesperadamente, recebe uma lufada de ar fresco. Fiquei entretanto a saber que, depois de ter pertencido à sala e posteriormente ter ido parar aos cafundós da despensa, ele ganhou novamente as atenções da dona e assumiu recentemente funções de mesinha de cabeceira.
AVENTAIS PARA PEQUENOS CHEFES
12.2.19
Se há coisa que gosto de costurar para dar de presente a crianças, são aventais. Lembro-me que os meus filhos, quando pequenos, adoravam "ajudar" na cozinha, empoleirados num banquinho para chegarem à bancada, e eu, que tinha outra idade e paciência, fazia sessões de bolos e bolachas, que sujavam todo o recinto mas nos proporcionavam momentos bem passados. Essas lembranças fazem-me crer que um avental além de uma prenda divertida, pode ainda estimular a criança a participar em pequenas tarefas em casa. Espero um dia destes ter calma para conseguir fazer um kit completo: bata, luva térmica e acessórios lúdicos a condizer. Ainda não foi desta, mas já fiz uma nota mental para, da próxima vez que eu me deparar em lojas, com forminhas, espátulas, colheres, batedor de ovos, tudo em ponto pequeno, comprar e aguardar até ao próximo avental! Desta vez, o tempo urgiu e apenas deu para eu usar um modelo de bata simples, que encontrei aqui, e fazer uma versão feminina e outra masculina, que não sendo iguais, se complementassem de alguma forma. Usei a imaginação, muitos retalhos disponíveis e espero ter feito os mini chefes duplamente felizes, pois os aventais são dois em um, ou melhor, dupla face.
TRANSFORMAR SEM ADULTERAR #1
30.1.19
Nos últimos 2 anos tenho estado ligada à conversão de um edifício de habitação do início dos anos 60 em alojamento local. Tem sido um trabalho bastante intenso e desafiante o de transformar andares de 600 m2 (sim, 600, leram bem!) que foram construídos para famílias abastadas, com tudo o que havia de melhor e mais requintado à época, em 105 quartos consentâneos com a realidade atual e que cumpram as infindáveis regras do turismo. Como sempre, a palavra de ordem é manter, manter e manter, tudo o que de original o prédio tem. Desde às várias lareiras que existem nos pisos, às estantes que faziam parte das bibliotecas, aos pisos de madeiras exóticas vindas de África, às casas de banho austeras em pedra de alto a baixo, aos frescos que decoravam algumas das casas. Não vou ser exaustiva, pois não quero cansar quem me lê, e além do mais, as fotos dos "depois e antes" (eu prefiro essa ordem) são bem expressivas, apesar de nem sempre terem sido tiradas dos mesmos ângulos. Dois anos depois de ter começado a obra, parece que o fim está a vista, e a inauguração da unidade, para breve, e apesar da excitação para ver o produto acabado ser grande, o fato é que vou ter saudades. Este tipo de trabalho, de respeito ao património, de contornar o existente, trazendo-o para a atualidade sem desvirtua-lo, é sem sombra de dúvida o que mais gosto de fazer como arquiteta. Por trás destes ambientes, que foram fotografados por um profissional para a divulgação do alojamento, estão muitas pessoas que trabalharam junto comigo, das mais diversas áreas, com quem muito aprendi e cresci. Hão de reparar que coloquei no título deste post um #1, pois ainda quero mostrar-vos daqui a algum tempo, a transformação das partes comuns, da fabulosa escadaria central à pequena e charmosa cabine de elevador, que por ser tão diminuta, mudou de funções. Impossível mostrar ou explicar aqui todos os detalhes e pormenores interessantes que pautaram este trabalho, mas fiquem com uma ínfima parte que consigo partilhar, penso que vão gostar. Quem conhecer Lisboa, vai, na última foto, reconhecer o local e, se voltar a passar pela zona, consegue com certeza identificar o prédio.
A antiga sala de jantar, com lareira e nichos:
IDEIAS QUE SAEM DO CONVENCIONAL
15.1.19
Há praticamente um ano que não mostro aqui ideias fora do vulgar, que vou coleccionando nos meus passeios. Das duas uma: ou tenho deambulado pouco, ou estou a perder qualidades! Eu que sempre ando de antenas alerta, parece que ultimamente me encontro distraída e sem novidades para trazer numa das rubricas que mais gosto no blog: a Por aí. No entanto, hoje deixo aqui meia dúzia de ideias, originais e divertidas, onde o investimento em tempo e dinheiro foi pouco ou nenhum. Lembre-se: a inspiração vem de todo o lado, basta manter o olhar aguçado e criar a sua própria versão!
Um clássico que sempre me encanta: móvel de máquina de costura que vira mesa, e desta vez, nem a própria máquina descartaram. Cabe quase nada em cima? concordo, mas que tem seu charme, lá isso tem.
Um clássico que sempre me encanta: móvel de máquina de costura que vira mesa, e desta vez, nem a própria máquina descartaram. Cabe quase nada em cima? concordo, mas que tem seu charme, lá isso tem.
TIE DYE QUE NÃO DEU CERTO E OUTROS PRESENTES (DE NATAL)
6.1.19
Neste último Natal tinha dois grandes objetivos: não colocar os pés num shopping center e fazer camisolas tie dye para as crianças da família. A primeira intenção foi superada com sucesso, mas da segunda, já não posso dizer o mesmo. Apesar de ter comprado o material atempadamente, ter assistido mil e um vídeos no Youtube e ter seguido à risca as instruções do fabricante, as tshirts brancas não saíram da panela manchadas, como era suposto, mas completamente unicolor e sem graça, como se tivessem sido compradas numa qualquer loja da esquina. E, creiam, torci-as e amarrei-as com força e determinação antes de as mergulhar na tintura. Desiludida e sem ideias, foi quando dei de caras, no Instagram da Malú com suas artes de Natal feitas com o típico Christmas Truck aplicado. Pedi-lhe ajuda e a Malú manda-me uma foto do desenho à mão livre, feito por ela, de um carrinho com a árvore de Natal carregada no tejadilho. Maravilha de laços e generosas partilhas que fazemos por essa internet afora! O passo seguinte foi ampliar a foto, transferir e aplicar nas desenxabidas camisolas, dando-lhes um ar cómico que muito agradou as presenteadas. Quanto à minha recusa de não entrar num centro comercial entupido de gente, é óbvio que a alternativa foi comprar tudo online. Nas minhas navegações por aí, descobri a marca Holandesa Kitch Kitchen, colorida e original como gosto, e corri a família, eles e elas, mais jovens ou não tão jovens, a vasos, plantas e flores. Diga-se de passagem que a parte masculina ficou surpreendida, habituada que está a receber itens que se convencionou serem os ideais para homens (camisas, cintos, garrafas de vinho..) mas recebeu de bom grado uma suculenta para cuidar e até procurou informar-se: frequência de rega, sol ou sombra, dentro de casa ou exterior. Outra coisa da qual fiquei proud of myself neste Natal, foi de não ter contribuído para o lixo que se amontoa junto aos eco pontos nos dias que se seguem às festas: nada foi embrulhado! Achei que as prendas tinham estética mais que suficiente para bastarem-se a si próprias.
ESTAR PRESENTE...
24.12.18
Tenho uma teoria muito própria sobre o Natal: que idade e número de presentes são grandezas inversamente proporcionais. Ou seja, quanto mais velhos ficamos, menos prendas recebemos! Mas até nisso a natureza é sábia tornando-nos mais desprendidos das coisas materiais à medida que os anos passam. Com a idade começamos a valorizar mais os momentos em si, os sentimentos e a importância de logo à noite estarmos presentes. Seja qual for a sua forma de festejar o Natal, e não há uma fórmula correta, cada um assimila e vive a quadra à sua maneira, tenho a certeza que reunião é a palavra mais importante. Reunião, que também é sinónimo de celebração e comemoração. Que à vossa mesa, daqui a umas horas, não faltem afetos, memórias e sonhos. Mas principalmente, que estejam todos...presentes.
Feliz Natal!
Feliz Natal!
CENTRO DE MESA DE NATAL LÚDICO (e comestível)
11.12.18
O Natal chega a minha casa mais tarde do que na casa dos outros. Já se foi o tempo em que os filhos eram pequenos e eu enfeitava tudo mal Dezembro surgia. Eles ajudavam e adoravam todo o aparato de luzes e brilhos. Hoje em dia vou deixando para depois enquanto colho inspirações pelo comércio, exercito a criatividade e a verdade é que antes do dia 20 nada aparece montado. Quando eles eram crianças eu tinha também muitas decorações voltadas para o universo infantil e na maior parte das vezes, o Natal acabava por ter um cunho muito lúdico. Com o passar dos anos, com os pequenos já crescidos, até isso deixou de fazer sentido, só insisti mesmo foi em continuar a fugir do verde e vermelho da praxe e a investir no meu próprio colorido, pois essa é a minha natureza e tradições nunca foram o meu forte. Só que este ano, embora esteja a pensar fazer uma árvore e uma mesa rústicas, deu-me muita vontade de voltar a praticar o meu lado criança, que apesar da minha idade, preservo com muito orgulho e sem nenhum complexo: montei um centro de mesa em que as árvores são feitas de gomas, smarties fazem as vezes de bolas e estão colados com uma mistura de açúcar de pasteleiro e água, a montanha é um bolo de iogurte coberto de pasta de açúcar, os troncos misturam-se com frutos cristalizados e mashmellows e a neve não é mais do que coco ralado. Diverti-me a valer enquanto montava o cenário, iluminava a casinha, dispunha o personagem e procurava acessórios. E aqui fica a inspiração: para quem tem crianças em casa ou apenas preza o seu lado pueril tanto quanto eu!
E A PREMIADA É....
8.12.18
Muito obrigada pela vossa participação no sorteio. Recebi 16 mensagens muito bonitas de se ler, até de pessoas que até agora tinham passado por aqui silenciosamente. É por isso que eu digo que os sorteios dinamizam o blog, e é isso que mais gosto nessa coisa de "blogar": a interação! Saímos sempre daqui mais ricos com as palavras que lemos e a generosidade de quem dá algum do seu tempo para comentar.
Mas deixemo-nos de suspense e passemos de imediato ao X da questão:
Parabéns Carolina! Será para ti a bolsinha hiper colorida. Peço-te que não esqueças de me mandar a tua morada (lavionrosedeco@gmail.com)
Mais uma vez, obrigada pela adesão a esta brincadeira e às mensagens que SEMPRE me deixam de coração cheio!
Parabéns Carolina! Será para ti a bolsinha hiper colorida. Peço-te que não esqueças de me mandar a tua morada (lavionrosedeco@gmail.com)
Mais uma vez, obrigada pela adesão a esta brincadeira e às mensagens que SEMPRE me deixam de coração cheio!
6 ANOS...
1.12.18
E num piscar de olhos, mais um ano passou. Foi há 6 anos que resolvi fazer um blog of my own numa altura da minha vida em que estava com pouco trabalho e em que seguia vários sites que apenas postavam imagens tiradas daqui e dali, comentavam-nas e colocavam (ou não) os créditos. Eu então achei que era capaz de fazer um blog onde tudo fosse original. Não almejava ganhar dinheiro com isso, nem ter centenas de seguidores, e muito menos ainda imaginava o trabalho que dava querer ser original. Só queria inspirar as pessoas, sem contudo me dar conta de quão ambicioso isso poderia ser. Mas, quer saber? acho que de certa forma, consegui. A minha melhor recompensa é quando alguém vem aqui dizer que levou a ideia, que adaptou, melhorou, fez igual ou parecido. E sinto-me tão feliz também quando aprendo com os outros blogs. Na verdade acho até que o saldo é extremamente positivo para mim pois recebo bem mais do que aquilo que dou. E porque sou muito grata aos que por aqui passam, incentivam e encorajam e acho que um sorteio, além de marcar a data, ajuda a dinamizar e impulsiona a interação entre os leitores, deixo-vos com as imagens de uma Sew Together Bag, que confesso, não fiz sozinha e sim com a ajuda preciosa da minha prof de patchwork, Helen. Então, é o seguinte: basta ser seguidora, deixar abaixo um comentário até 7 de Dezembro próximo e torcer para que esta malinha multi funcional venha a ser sua! O resultado sairá dia 8.
E para quem sempre pergunta: o sorteio é válido para Portugal e o resto do mundo!
E para quem sempre pergunta: o sorteio é válido para Portugal e o resto do mundo!
DE SECRETÁRIA.......A MESA DE COZINHA
24.11.18
Bem, digo eu que era uma secretária, ou pelo menos, usado como tal, já que o móvel foi encontrado na esquina de casa, e tirei essa conclusão pelos indícios que descobri nas gavetas: papéis rabiscados, canetas velhas, clips...A primeira ação a tomar foi mandar a mesa para o expurgo pois eram às centenas os buracos feitos por bicho da madeira e eu tive medo que eles ainda estivessem ativos. E a minha segunda decisão, arrependi-me a uma certa altura, mas como já não havia nada a fazer, assumi: vi-me livre do tampo de madeira. As razões que me levaram a arrancar o tampo original não eram de peso, diria mesmo que foram caprichos pessoais: não estava com paciência alguma para tapar mais buracos de térmitas e o móvel pesava toneladas de cada vez que precisava colocá-lo na bancada de trabalho. Como também já tinha em mente transformá-lo num móvel de cozinha, achei que um tampo em pedra seria mais apropriado. As restantes resoluções para a outrora secretária apareceram naturalmente: duas cores para lhe dar um ar mais jovial, gavetas forradas e parte das ferragens aproveitadas. As imagens que vão ver a seguir foram tiradas na copa lá de casa, enquanto não surge a cozinha que deve andar por aí só à espera de receber este móvel, e ilustram a forma como consigo visualizá-lo: encostado à parede servindo de apoio a uma cozinha farta, ou no meio do ambiente fazendo vezes de pequena mesa de refeições. No entretanto, está no canto da sala de casa, sim, aquele mesmo que já foi amplamente visto por aqui, onde costumam ficar em espera os móveis que cruzam o meu caminho.
BEADED LAMPSHADE
9.11.18
Desde que vi a luminária de missangas da Regina que não me saiu da cabeça a ideia de fazer uma parecida. Afinal, material havia em casa, e em abundância: um candeeiro já mais do que usado e a precisar de um up e caixas e caixas de missangas e contas que já estiveram a um passo de irem parar ao lixo. Quando as minhas filhas eram crianças "fundaram" em sociedade com os primos uma empresa de bijuterias, fabricavam toda a sorte de bujigangas que vendiam na escola às amigas. Desta fase empreendedora da vida delas sobraram aqui por casa milhares de miudezas dos mais diversos formatos, cores e tamanhos e de materiais distintos como madeira, vidro, plástico ou massa. Com calma e paciência, foi a oportunidade única de usar boa parte do acervo da extinta firma e ainda dar cara nova ao candeeiro já caído em descrédito. Só não me foi possível aproveitar o abajur antigo pois a sua estrutura não me permitia esticar os fios de modo a dispor as missangas. Mas de resto, o candeeiro em si, levou duas cores de tinta em spray (o amarelo para dar a ilusão de que a lâmpada está sempre acesa) e o velho cabo branco saiu para dar lugar a um mais atual, coberto em tecido, enquanto as contas foram enfiadas completamente ao acaso sem que eu ligasse a harmonia ou combinações. De brinde, vai, no final do post, um simplicíssimo tutorial para quem quiser se habilitar a montar um Beaded lampshade!
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